Vivendo e Aprendendo²

Não é sempre que a gente tá com saco pra aturar o mau humor dos outros. E quando isso acontece, as coisas ficam impraticáveis. Magoar nunca é a intenção, mas a verdade dói. Claro que quem tá de cabeça quente se excede, e esse excesso também dói, mas o válido é que a verdade sai.

Coisas ruins também são boas.

Péssimas situações com péssimos climas, servem para que nunca mais aconteçam. E de ambas as partes será evitado.

E que assim seja para todo o sempre.

Como eu não devo mais aparecer por aqui até o ano novo, feliz natal e 2008 com muito dinheiro e saúde.
Beijo.

Seremos 'The Jetsons'.

Li recentemente em um livro, que de uns anos pra cá as coisas não mudaram muito.
É.

Tirando o fato de que a tecnologia chegou num ponto em que duas pessoas podem se comunicar, uma em cada lado do mundo, realmente não mudou muito.
Houve quem disse que também que o vinil seria eterno, e hoje já estamos nós dando adeus ao compact disc, e comprando enlouquecidamente, ipods, palmtops e seus primos de 2º grau.

Ainda assim há quem diga que é o que se pode ter de mais moderno.
Enganam-se esses.

Já eu, penso mais na frente, quando os carros estarão sendo reciclados e trocados por aparelhos de teletransporte. Objetos acionados mentalmente como o aspirador de pó, ou por que não uma empregada-robô?

Ex.: A dona-de-casa deitada no sofá pensa:
- "Nossa, esse chão tá imundo."

E numa questão de segundos o chão fica quase que como um espelho.

Sim, eu sou louco, mas vocês, um dia, vão me procurar - onde quer que estejamos - pra me dizer que eu estava certo.


Agora, daqui a alguns anos, as coisas vão continuar mudando, e muito.
Tô indo porque eu preciso limpar a agulha da minha vitrola.

Hahahahahahaha.

Quando as pessoas não têm nada a dizer, elas tendem a dizer algo que rigorosamente não condiz com nada, ou puxam assuntos mais do que batidos, na verdade surrados, tais como: 'É, o tempo tá feio..'. Ou há aqueles que falam, falam, falam e conseguem não proferir sequer uma palavra. Tipo:
- Mas eu sei que...
- É...
- Que não tá fácil, viu... Olha...
- De jeito maneira.
- A gente tenta, tenta, mas... É cada dia mais complicado.
- É complicado, é complicado. É com-pli-ca-do.
- É todo dia, todo santo dia.
- Se tem uma coisa que não tá, é fácil.
- Tudo mudou: a vida, os tempos, os tempos são outros, rapaz. É tudo tão complicado, parece que...
- Fácil é uma coisa que não tá.
- E não tá, viu.
- Opa se não.

Se tem uma coisa que não tá, é fácil.
Realmente.

Lindo.

Domingo, 07 de Outubro de 2007, 18:10 p.m.

Maracanã, Fluminense x Flamengo.

1º tempo.
1.min - Somália.
2º tempo.
3.min - Thiago Neves.

Domingo, 07 de Outubro de 2007, 20:00 p.m.

Maracanã, Fluminense 2 x 0 Flamengo.

Fácil assim.

Fellipe.

Sabe aquele dia em que você tá totalmente sem inspiração?
então, é hoje.

;*

Grrrr.

A sua personalidade está diretamente ligada a simples vontade de encher de orgulho à quem você mais admira, mas na grande maioria das vezes você, quando parou e analisou, já estava acima do limite permitido e levava a vida como numa espécie de carro sendo guiado pelo piloto automático. E é exatamente isso que acaba fazendo com que você seja uma pessoa cada vez menos preocupada, educada e comprometida com o que de fato é, pra ti mesmo, uma das mais importantes, senão a mais importante 'tarefa' a cumprir.

Uma espécie de conduta auto-destrutiva, que ao mesmo tempo fica tão difícil enxergar, está tão vergonhosa e nítidamente escancarada em cada atitude, egoísta, diga-se de passagem, de sua parte.

Assuma a direção, desvie dos buracos, e respeite o limite de velocidade.
Sinta a estrada.

[também vale como um conselho pro trânsito.]

Amanhã eu volto. Ou depois.

;*

No donuts for you.

Parei e olhei pra trás, engraçado.
Se for parar pra ver, minha vida é hilária cara.
Olha só.

Eu sempre tive uma vida 'normal'. Com amor de pais, família e amigos, mas só até aí.
Repara e vai construindo.
Meu pai tem 42 anos e tá solteiro, curtindo a vida, MUITO.
Meu avô é uma pessoa fechada, entra mudo e sai calado, isso minutos antes de tomar umas e outras. Depois que bebe, vira comediante, hilário. E minha avó tem que aturar, mesmo sendo totalmente avessa ao álcool e afins.
Minha mãe, talvez seja a mais normalzinha, ainda que às vezes dê nela um acesso de madame.
Minha avó por parte de pai, até hoje é enganada por charlatões que fingem estar doentes, e saem por aí pedindo dinheiro. Outro dia deu cinco reais a um filho da puta de 18 anos que afirmava estar à beira da morte, nos seus últimos dias. Logo depois foi alertada por um carteiro, de que eles viviam fazendo isso por aí.

É.

A minha vida, definitivamente, merece virar um seriado desses americanos, que tem gargalhadas gravadas a cada piada.

Mas o meu amor por esse bando, é incondicional e interminável.
E ainda tem eu, pra contar isso. O pior de todos.

Tá, chega, vou dormir.

;*

Abaixo a hipocrisia.

Não fume em lugares fechados. Se tiver janela, abra, e fume lá.
Não ponha os pés no acento. Não de tênis, idiota.
Não pise na grama. Pise sim, de preferência descalço, é ótimo.
Não veja TV de tão perto. Dependendo do programa, desligue-a.
Não fale de boca cheia. Não fale com a boca aberta quando estiver cheia.
Não apoie os cotovelos sobre a mesa. Se estiver em casa, pode apoiar sim, foda-se.
Não fale com estranhos. Fale sim, eles são caras legais.
Não cobice a mulher do próximo. Depende de quem for o próximo.
Não faça gestos obscenos. No trânsito, valem todos.
Não fale palavrões. No futebol, valem todos.
Não seja teimoso. Seja sim, eles é que estão errados, sempre.
Não durma na aula. Se for pra dormir, nem vá a aula.
Não discuta com o seu chefe. Manda logo ir tomar no cu e pra puta que o pariu, e pede demissão.

Vai por mim.

Intenção.

Você vai atravessar a rua, confere os dois lados. Não vem ninguém. Nem carro, nem caminhão. Nadinha. Porra nenhuma mesmo. Tá.

A rua tá deserta. Ninguém. Nem pessoa. Aí vem aquele pensamento súbito:

Vou atravessar a rua pelado.
Você o faz.

Logo depois um tio grita lá de cima de um prédio:

-Bunda branca pacaraaio!
Você sempre estará sendo observado.

Dia em branco.

Ask me anything, I got nothing to say.

Eu quero provas concretas.

Defina: O que é certo ou errado pra você?
Tá, quem disse? Deus.
Tá, quem prova? A bíblia.

A bíblia é uma coisa feita pelo homem se você ainda não reparou.
Quem garante que aquilo que tá escrito, foi Deus que disse? Isso tudo acaba ficando meio aéreo, desse jeito fica muito fácil. Quero dizer o seguinte: quando você consegue comprar aquele carro que você tanto queria, com MUITO esforço, saído do seu dinheiro suado, você diz: Graças à Deus.
Ótimo.
Aí, duas semanas depois, vem um cara que deve ter a mãe na zona, e rouba seu carro.
Aí você diz o que? Que foi a vontade de Deus? Claro, porque assim é muito mais fácil.
Então tudo o que acontece é por que Deus quer. Nada vem proveniente do seu esforço, do seu suor, da sua força de vontade?
Isso, com o passar do tempo, acabou virando uma coisa em que nós somos obrigados a acreditar, (mas com outras palavras) pela nossa cultura.

Sabe por que?
Porque é muito mais fácil botar a culpa de tudo na vontade de Deus, do que ficar batendo a cabeça na parede perguntando por que a sua mãe morreu, ou por que você foi demitido, ou por que a sua esposa saiu de casa.

Ah, foi por que Deus quis.
É muito mais simples, né?
É claro que existe uma força maior regendo tudo, isso é lógico.
Mas essa banalização é que não tá certa.

Vamos agir com coerência e lucidez.

;*

Isso chama-se consideração.

Ele ia almoçar todo dia no mesmo restaurante.
Restaurante do Seu Alberto.
Tinha, logo do lado, um outro cheio de pompa. Um Bistrô. Mas ele gostava mesmo era daquele bifão cheio de gordura naquele prato com florzinhas nas bordas, cheio de arroz e feijão.
O restaurante do Seu Alberto vivia às moscas, e se via no máximo duas ou três pessoas na hora do almoço, mas ele, era cliente fiel do Albertão. E o Seu Alberto gostava muito disso. Quando ele chegava, Alberto, que era cozinheiro e garçom ao mesmo tempo, abria um sorrisão de orelha a orelha, (sempre com uma caneta em uma delas) e perguntava como tinha sido o dia de trabalho dele, até ali. Ele era tratado como um filho.

Num belíssimo dia nublado, foi ele, cumprindo o itinerário de rotina, almoçar no Alberto's.
Alberto dizia:
- "O de sempre?" -

Ele respondia:
- "No capricho, Seu Alberto!".

Minutos mais tarde, chega Alberto com o prato em uma bandeja, um paninho nos ombros e perguntando o que ele beberia.
- "Coca?"
- "Uhum."

Ele esfaimado como estava, nem esperou chegar a bebida e tratou de ir cortando logo o bife e dando a primeira garfada. Aí veio a má notícia. Ele ao cortar o bife, sentiu uma textura diferente, um barulhinho meio crocante e começou a procurar o que era.

Era uma barata. É, barata. Bem embaixo do bife.
Logo depois disso, chegava Seu Alberto com a mesma satisfação de todo dia, com a bebida que fora pedida, perguntando o que já era de costume:
- "Tá bom o bife?"

Ele respirou fundo, deu uma garfada e respondeu tentando fazer a cara mais agradável possível:
-"Tá ótimo, Seu Alberto."

E Seu Alberto voltou pra cozinha com a sensação de mais uma vez ter agradado um cliente. Feliz da vida.

Ele mesmo, não tocou mais na comida. Deu uma golada na coca pra tirar o gosto de barata da boca, deixou o dinheiro em cima da mesa e se despediu aos gritos:
- "Tchau Seu Alberto, tô atrasado!"

Nos dias que viriam, ele continuou indo almoçar no mesmo lugar, mas sempre se certificando de que não havia nenhuma baratinha escondida no bife, ou entre os grãos de feijão.

Ele é um cara legal.

Aos trancos e barrancos.

Sem mais delongas, estamos classificados, por enquanto.

***

Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.

Hoje, eu, por um momento, senti ainda um resquício de esperança quanto ao resultado final da primeira fase do campeonato.
Vamos nos classificar? Ou não?
Sinceramente, o tal momento de esperança foi muito breve. Quando caí em mim, reparei que seria muito difícil, por causa de saldo de gols e outros detalhes nos quais não quero ter o desgosto de entrar.
O que mais valeu foi o esforço do time, que até nos piores momentos foi aguerrido e forte.
Sempre de cabeça erguida.

Ficou clichê, piegas, como quiser.
Eu também sei disso. Mas eu acho que o time merece essa exceção.

Daqui a uns meses já vão organizar outro campeonato.
Tô lá.

Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.

Tô indo jogar, me desejem sorte.
Obrigado.

;*

Reestréia.

Hoje, como todo santo dia, acordei às 2 da tarde. Na verdade, hoje foi dia de curso de inglês, acordei mais cedo, mas voltei e hibernei. Aaaah, eu sei, você não é o primeiro que vem com essa cara de espanto. Deve estar se perguntando: "Que que esse cara faz da vida?". Nada. É, nadinha. Tirando o curso de inglês, não faço absolutamente nada de produtivo. Vocês acham que eu gosto né?! Gostava, no início. Agora tá ficando chato. Se você estuda, te cobram notas, se você trabalha, te cobram bons resultados e se você não faz nada, te cobram serviços domésticos, tarefas chatas que ninguém gosta de fazer, sobra tudo pro desempregado da casa. E ainda jogam na cara. 'Você não faz nada, poderia pelo menos encher as garrafas d'água!".

Ainda tô pra pegar a minha identidade semana que vem. É, isso mesmo. Eu tenho dezoito anos completos e ainda não tinha tirado a minha identidade.

Mas semana que vem eu pego e acabo com essa porra de vagabundagem. Sou vagabundo mas num tenho vocação não.
Apesar de que eu vou sentir falta da cochiladinha vespertina, mas não é nada que não possa ser substituido.

Beleza então, vou jantar.
E ver a novela.

;*

Estréia

1, 2, 3, ssssom. Testando, testando.
Tá, tudo certo.

Direto ao assunto. Que assunto? Estréia de blog fica meio sem assunto. Pelo menos eu sim.
Esse blog fica reservado exclusivamente para falarmos da vida dos outros. EXCLUSIVAMENTE.
Como uma coisa tão boa não tem espaço reservado? o.O

Aqui não rola hipocrisia, demagogia e afins.

Não mesmo.
Bom, por enquanto é isso.

Até daqui a pouco.
Minha alma é meio que camaleônica.

;*
 

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