Eu quero provas concretas.

Defina: O que é certo ou errado pra você?
Tá, quem disse? Deus.
Tá, quem prova? A bíblia.

A bíblia é uma coisa feita pelo homem se você ainda não reparou.
Quem garante que aquilo que tá escrito, foi Deus que disse? Isso tudo acaba ficando meio aéreo, desse jeito fica muito fácil. Quero dizer o seguinte: quando você consegue comprar aquele carro que você tanto queria, com MUITO esforço, saído do seu dinheiro suado, você diz: Graças à Deus.
Ótimo.
Aí, duas semanas depois, vem um cara que deve ter a mãe na zona, e rouba seu carro.
Aí você diz o que? Que foi a vontade de Deus? Claro, porque assim é muito mais fácil.
Então tudo o que acontece é por que Deus quer. Nada vem proveniente do seu esforço, do seu suor, da sua força de vontade?
Isso, com o passar do tempo, acabou virando uma coisa em que nós somos obrigados a acreditar, (mas com outras palavras) pela nossa cultura.

Sabe por que?
Porque é muito mais fácil botar a culpa de tudo na vontade de Deus, do que ficar batendo a cabeça na parede perguntando por que a sua mãe morreu, ou por que você foi demitido, ou por que a sua esposa saiu de casa.

Ah, foi por que Deus quis.
É muito mais simples, né?
É claro que existe uma força maior regendo tudo, isso é lógico.
Mas essa banalização é que não tá certa.

Vamos agir com coerência e lucidez.

;*

Isso chama-se consideração.

Ele ia almoçar todo dia no mesmo restaurante.
Restaurante do Seu Alberto.
Tinha, logo do lado, um outro cheio de pompa. Um Bistrô. Mas ele gostava mesmo era daquele bifão cheio de gordura naquele prato com florzinhas nas bordas, cheio de arroz e feijão.
O restaurante do Seu Alberto vivia às moscas, e se via no máximo duas ou três pessoas na hora do almoço, mas ele, era cliente fiel do Albertão. E o Seu Alberto gostava muito disso. Quando ele chegava, Alberto, que era cozinheiro e garçom ao mesmo tempo, abria um sorrisão de orelha a orelha, (sempre com uma caneta em uma delas) e perguntava como tinha sido o dia de trabalho dele, até ali. Ele era tratado como um filho.

Num belíssimo dia nublado, foi ele, cumprindo o itinerário de rotina, almoçar no Alberto's.
Alberto dizia:
- "O de sempre?" -

Ele respondia:
- "No capricho, Seu Alberto!".

Minutos mais tarde, chega Alberto com o prato em uma bandeja, um paninho nos ombros e perguntando o que ele beberia.
- "Coca?"
- "Uhum."

Ele esfaimado como estava, nem esperou chegar a bebida e tratou de ir cortando logo o bife e dando a primeira garfada. Aí veio a má notícia. Ele ao cortar o bife, sentiu uma textura diferente, um barulhinho meio crocante e começou a procurar o que era.

Era uma barata. É, barata. Bem embaixo do bife.
Logo depois disso, chegava Seu Alberto com a mesma satisfação de todo dia, com a bebida que fora pedida, perguntando o que já era de costume:
- "Tá bom o bife?"

Ele respirou fundo, deu uma garfada e respondeu tentando fazer a cara mais agradável possível:
-"Tá ótimo, Seu Alberto."

E Seu Alberto voltou pra cozinha com a sensação de mais uma vez ter agradado um cliente. Feliz da vida.

Ele mesmo, não tocou mais na comida. Deu uma golada na coca pra tirar o gosto de barata da boca, deixou o dinheiro em cima da mesa e se despediu aos gritos:
- "Tchau Seu Alberto, tô atrasado!"

Nos dias que viriam, ele continuou indo almoçar no mesmo lugar, mas sempre se certificando de que não havia nenhuma baratinha escondida no bife, ou entre os grãos de feijão.

Ele é um cara legal.

Aos trancos e barrancos.

Sem mais delongas, estamos classificados, por enquanto.

***

Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.

Hoje, eu, por um momento, senti ainda um resquício de esperança quanto ao resultado final da primeira fase do campeonato.
Vamos nos classificar? Ou não?
Sinceramente, o tal momento de esperança foi muito breve. Quando caí em mim, reparei que seria muito difícil, por causa de saldo de gols e outros detalhes nos quais não quero ter o desgosto de entrar.
O que mais valeu foi o esforço do time, que até nos piores momentos foi aguerrido e forte.
Sempre de cabeça erguida.

Ficou clichê, piegas, como quiser.
Eu também sei disso. Mas eu acho que o time merece essa exceção.

Daqui a uns meses já vão organizar outro campeonato.
Tô lá.

Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.

Tô indo jogar, me desejem sorte.
Obrigado.

;*

Reestréia.

Hoje, como todo santo dia, acordei às 2 da tarde. Na verdade, hoje foi dia de curso de inglês, acordei mais cedo, mas voltei e hibernei. Aaaah, eu sei, você não é o primeiro que vem com essa cara de espanto. Deve estar se perguntando: "Que que esse cara faz da vida?". Nada. É, nadinha. Tirando o curso de inglês, não faço absolutamente nada de produtivo. Vocês acham que eu gosto né?! Gostava, no início. Agora tá ficando chato. Se você estuda, te cobram notas, se você trabalha, te cobram bons resultados e se você não faz nada, te cobram serviços domésticos, tarefas chatas que ninguém gosta de fazer, sobra tudo pro desempregado da casa. E ainda jogam na cara. 'Você não faz nada, poderia pelo menos encher as garrafas d'água!".

Ainda tô pra pegar a minha identidade semana que vem. É, isso mesmo. Eu tenho dezoito anos completos e ainda não tinha tirado a minha identidade.

Mas semana que vem eu pego e acabo com essa porra de vagabundagem. Sou vagabundo mas num tenho vocação não.
Apesar de que eu vou sentir falta da cochiladinha vespertina, mas não é nada que não possa ser substituido.

Beleza então, vou jantar.
E ver a novela.

;*

Estréia

1, 2, 3, ssssom. Testando, testando.
Tá, tudo certo.

Direto ao assunto. Que assunto? Estréia de blog fica meio sem assunto. Pelo menos eu sim.
Esse blog fica reservado exclusivamente para falarmos da vida dos outros. EXCLUSIVAMENTE.
Como uma coisa tão boa não tem espaço reservado? o.O

Aqui não rola hipocrisia, demagogia e afins.

Não mesmo.
Bom, por enquanto é isso.

Até daqui a pouco.
Minha alma é meio que camaleônica.

;*
 

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