firestone.

mais uma do coroa lá no trabalho.

-

o cara vive contando mentiras né, aí, ele escolhe logo quem pra contar?
eu. isso mesmo.

essa terça ele sentou do meu lado, e falou:

- "rapaz, troquei os pneus do meu carro."
na mesma hora me virei pro outro lado, já a fim de não ouvir.
mas ele não se liga nessas coisas. e continuou:

- "voltando pra casa, vim de pé embaixo né?! sabe como é. pneu novo tem que esquentar. aliás, eu moro de frente pra praia, numa cobertura, não sei se você sabe. é. lá em sepetiba. é, então. aí vim né, entrei na principal fazendo drift, e fui até em casa fazendo drift. sem nem arranhar o carro! é rapaz, né mole não!"

respirou, e deu o gran finale.

- "estacionei o carro, os pneus pelando, saindo fumaça ainda, corri lá pra minha cobertura, e quando olhei pra baixo, lá de cima, EU TINHA ESCRITO FIRESTONE NA PISTA, MANÉ! AAAAAAAAAAAAHHAHAHAHAHAA."

¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬

na boa, velho.

aaaaah, o natal.

sem tempo pra escrever.


[...]


Feliz Natal!

esses dias tava pensando sobre escolhas.

esses dias tava pensando sobre as escolhas.

-
sempre tive uma influência musical vinda de família, assim, monstruosa.
aí, num belo dia, há um tempinho atrás eu disse: - "quero ser músico". beleza.
só que, um bando de pessoas que eu respeito e, - mais importante ainda - dou ouvidos, conseguiu fazer a minha cabeça pra tentar outra coisa.

- "você tem que ganhar dinheiro..."
- "seja alguém na vida...."
- "quer viver atrás de um balcão?"

acreditem vocês que, com esses comentários, eles conseguiram me convencer.
tudo bem, era muito novinho, uns 15 anos.

falei então: - "querem uma profissão, "normal"? serei psicólogo."

- "fellipe, psicologia é legal, mas não dá dinheiro. o mercado pra psicologia tá pequeno."

mas aí, eu já tava mais velho, e consegui levar essa história de psicologia um bom tempo, até que me surgiu um emprego,(bom emprego, não nego) coincidentemente na época em que eu estava entrando pra faculdade, em que, um dos requisitos pra que eu pudesse entrar, era estar cursando direito ou administração.

acreditem ou não, conseguiram me convencer, mais uma vez.
me convenceram a estudar cinco anos e trabalhar o resto da vida com uma coisa que pra mim é... interessante. e nada mais. por causa de um emprego, que era bom, mas não valia esse sacrifício.

mas tudo bem, fui eu lá. faculdade de direito, e tal.
é, legalzinho e não-sei-o-quê, mas não rolou.
aí, numa dessas madrugadas boêmias de, violões, cantorias e substâncias alcoólicas, numa conversa bem franca com uma amiga, ela me encorajou a peitar todo mundo.

- aliás, muito obrigado. -

e foi o que eu fiz.
no dia seguinte, tomei a decisão, e aquilo cada vez mais ia ficando mais forte em mim. eu ia ficando mais certo do que eu queria fazer, cada dia mais.
eu só precisava de alguém pra me alertar que a vida é uma só, e que a gente só faz 20 aninhos uma vez na vida.
e que, realmente, minha amiga mayra, não existe droga mais louca nessa vida do que viver.

viva la vida.

ando muito pelo mundo, mas sem sair de casa. sem sair do quarto, na verdade. ando, imagino, especulo, aprendo, descubro, visito. penso. meu imaginário vai além das barreiras do permitido, corre por entre as árvores, passeia em descampados, formula as mais mirabolantes histórias, caminha, voa, delira.
já acabei com o mundo, já criei um mundo novo, já me fiz e desfiz, já criei novas teorias, já descartei algumas delas também, e isso é importante. ´
já pintei de azul e apaguei pra pintar de verde no nanossegundo seguinte.
você, na intimidade da sua mente, pode fazer isso.
já criei melodias. já me coloquei num ambiente utópico.
já beijei pessoas, criei cores, nomes e fantasias.
já tive viagens que não tem explicação. já fui muuuito longe pra no instante seguinte, acordar pra realidade e me enxergar na santidade da minha residência.
já fui astronauta, já cantei pra platéias do mundo, já salvei vidas.
já fui pai, já usei todo tipo de droga que se possa imaginar, já bebi toda a água do mundo.

já morri de amores, já bati de carro, já fiquei milionário.

tudo o que puder imaginar, seja o que quiser. permita-se ser o que preferir.
imagine-se, veja-se como outra pessoa, experimente, arrisque.

depois tente pelo menos uma vez fazer ou ser, o que ou quem, você quis.
se foi tão fácil na imaginação, por que não aqui?

mais tarde

pode ser até do corpo se entregar
mais tarde

parece simples mas
a gente às vezes é
e o amor é lindo deixo
tudo que quiser eu não me queixo em ser

aiaiaaaai...

acho normal ver o mundo feito faz o mar
num grão de areia

é de se entregar a sorte
e todo mundo vai saber

em ver que o vai e vem pode ser eterno
pra ver quem manda
acho que não vai dar
tô cansado demais
vou ver a vida a pé

aiaiaaaai...

acho normal, tá no mundo feito faz o mar
num grão de areia

-

poesia de marcelo camelo.
parabéns cara, você foi contemplado.

linha do equador.

10 de novembro de 2008.
exatamente amanhã, faço vinte, completinhos.

só uma observação mesmo.
-

em mais um dia de trabalho, me senta um 'señor' na minha frente.
aí, o coroa veio me contar um lance que tinha acontecido com ele e com o filho dele.

ele tem o hábito de pescar. costuma ir com o filho, e tal.
nesse dia, eles tavam saindo de casa, aí o coroa disse:

- "filho, quando chegar lá, a gente sai logo da costa, vai pra alto-mar, dorme e, de manhã, pesca."
- "beleza, pai."

chegaram lá e fizeram o combinado.

[...]

aí no caminho, saindo da costa, (já tinham até perdido a costa de vista) o barco parou.
tum.
parou geral.

e não andava por naaada.
ligavam e desligavam o motor, e nada.
o pai resolveu pegar o remo e remar. começaram a remar. os dois.

e nada.

aí o coroa me contando o final da historinha:

- "porra, fui olhar embaixo do barco pra ver o que era... A GENTE TAVA PRESO NA LINHA DO EQUADOR, CARALHO! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH!"

haha.
fiquei quase meia hora escutando o coroa falar.
o final da porra da história era esse.

olhei bem pros cornos do velho...
brother, palavra, quase soquei.

hoje em dia é engraçado lembrar.

INTRADIAGNÓSTICO.

basta um dia pra se mudar de idéia.
um dia, aliás, é muito.
uma hora.
meia hora.
dez.
um minuto.

ainda que relutantemente, eu, queira ignorar a idéia de raul seixas, NÓS somos metamorfoses ambulantes.
ainda que nós tomemos decisões momentâneas, o erro pode ser consertado.

- rápido! -

é preciso que se corra. corramos, pois, contra o relógio então.
corramos para o nosso objetivo.
ainda que atinemos para coisas tão óbvias nos momentos mais impróprios possíveis, podemos recuperar.
apesar de que nem sempre se pode recuperar.
mas eu, eu tento.
eu vou tentar.

basta uma conversa pra se mudar de idéia.
uma conversa, aliás, é muito.
uma idéia.
um apelo.
duas.
uma frase.

escuta-me com atenção, não vou deixar mais nem um minuto passar em vão.

vivamos, amigos, com a intensidade de uma criança que aproveita cada cabelésimo de centésimo. vivamos, senhores, com o vigor de um ancião que ainda encontra forças pra lutar.

vivamos, todos, com a certeza de que o melhor acontecerá.

de hoje em diante, para todo o sempre.
e que assim seja.

- boa noite.

teoria da verdade.

teoria da verdade.
a teoria da verdade, na verdade, não é uma teoria.
é uma espécie de fato oculto. como assim? é.
a teoria da verdade, consiste em todas as coisas que ficam ocultas dentro de um acontecimento. exemplificando fica mais fácil.
no caso isabela, por exemplo.
alguém arrisca dizer exatamente o que aconteceu naquela noite? alguém sabe, por um acaso, perfeitamente o que aconteceu? sim. alguém sabe. exatamente as pessoas que estavam lá.
ou seja, esse foi um caso que abalou o brasil inteiro, todo mundo quis saber o que aconteceu dentro daquele apartamento, porém, só quem sabe são aqueles dois lá. nós concluímos alguma coisa. mas a verdade verdadeira, tá com eles, e se eles não quiserem falar, ninguém tasca.
básicamente é isso.
lembrando que teoria é só o nome. de teoria não tem nada.
agora, essas verdades, que acabam virando mistérios, será que algum dia a gente vai ficar sabendo? não só desses casos, mas dos nossos casos. coisa mais íntima. você nunca quis saber o que A falou de você pra B, mas B nunca quis te contar?
você nunca quis saber, o que aconteceu aquela noite, dentro daquele quarto, com aquelas pessoas?
talvez eu esteja tentando entender a vida, - coisa quase que impossível, diga-se de passagem - mas, pensa comigo, e se um dia você soubesse essas coisas? será que você seria quem você é hoje? o quanto isso influenciaria na sua vida, até na sua personalidade mesmo? se você soubesse de algumas coisas de ontem, em quem você confiaria hoje?

ah, sei lá.

nada não, pode ir.

hoje é um daqueles dias que a gente pensa, pensa, pensa, peeeensa, e não sai absolutamente na-da.


nesses dias é melhor ficar de boca fechada, pra não entrar mosca.

vivendo e aprendendo³

tem coisas que acontecem que te deixam mal. tem coisas que alguém faz, que te deixam mal. tem coisas que você faz, que te deixam mal.
agora, quando você faz uma coisa, fica mal, e deixa alguém mal, é motivo de arrependimento. em dobro.
fiz uma coisa, que nunca tinha feito. feri alguém.
e cara, é muito ruim saber que alguém ficou mal por uma coisa que você fez, e poderia não ter feito. colocarem em xeque sua honestidade não é nem um pouco legal.
logo você que sempre levou à sério esses valores éticos, de não trair a confiança de alguém, faz uma burrada dessas.
mas não vou deixar de fazer o que sempre fiz. sempre me foi dito que quando se erra, e não tem como reparar esse erro, se pede desculpas. lógico que o erro não some, mas é uma espécie de válvula de escape. quando não se tem mais o que fazer, se pede desculpas.
agora pra mim, acreditarem ou não, é apenas um detalhe. a questão é comigo. os meus valores. a minha hombridade. tudo bem, aconteceu, aprendi, mas vou ficar com essa mancha em mim pra sempre. pra nunca mais também. esse erro eu não cometo mais. quem já cometeu esse erro, sabe como é. é um aprendizado. aprendizado que, infelizmente, é espaçoso demais, acaba esbarrando na vida de alguém, e fica pior ainda quando esse alguém é MUITO especial.
é isso. bola pra frente, e que tudo de melhor aconteça pra nós.

espero de coração que você leia, e que um dia você me dê a chance de pelo menos pedir desculpas.

um dia a casa cai.

Irene Leite de Souza.
minha avó.

[...]

obrigado por tudo.

eleições.

é. essa é a época das eleições. época em que os engravatados de brasília - ou os que tão a fim de ir pra lá - ficam na frente do espelho, praticando o seu carisma, antes de sair de casa. o período das eleições é um período de reflexão, onde nós tentamos, quase que por meio de um diagnóstico, identificar o candidato mais transparente, com as propostas mais coesas, mas quem é esse indivíduo que nunca aparece?

confesso, que todo o ano de eleição, eu tenho a esperança de que vai aparecer esse cara, apesar de esse ser o primeiro ano em que eu, de fato, vou exercer o meu direito de cidadão. mas assim que acaba o primeiro horário eleitoral gratuito, eu volto à estaca zero.
vejo, um candidato articulado, que fala bem, mas esse não me passa confiança. acho sempre que exatamente esses é que vão querer passar a perna na gente. devem se achar muuuuito inteligentes, coisa que alguns são realmente, mas usam a sua inteligência para o mal.
ou vejo pessoas de comunidades, ignorantes, que mal sabem falar, e que se não se corromperem, isto é, se não entrarem na dança de quem já está lá, serão sumariamente limados do esquema.

ou seja, não há para onde correr, senão, a anulação do voto. isso porque o voto em branco é contabilizado para o candidato que tem mais votos, e acredito que ninguém queira ajudar o crivella a ganhar.

de que adianta revolucionar, acabar com a ditadura, se esse sistema se tornou igual ou pior - por culpa nossa - do que o antigo? nós temos que nos enriquecer culturalmente, abrir os olhos e enxergar que não vale a pena eleger um candidato em troca de agradinhos, vagas em escolas, empregos, se isso um dia vai acabar, enquanto a hegemonia da demagogia vai se mantendo.
não que eu prefira voltar à ditadura, longe disso. pelo que os mais antigos dizem, aquilo era um inferno. mas assim também, não rola.

conclusão:

o período das eleições é a época em que as falcatruas vem à tona, em forma de abraços em crianças, dentaduras de graça. época em que eles que estão lá, esfregam na nossa cara, que são eles que vão continuar regendo tudo e, - pior que isso - quem tentar entrar pra acabar com tudo, vai se estrepar.

SÓ NOS RESTA VOTAR NULO.

durmam cedo, amanhã é dia de labuta pra nós.

peeeense, não pense.

tem horas que eu penso tanto no significado das palavras, que elas acabam perdendo o sentido, ou a conotação que acabaram adquirindo ao longo dos anos. de modo que uso algumas delas, de forma, não diria imprópria, mas seguindo fielmente o significado delas no dicionário.
tipo, hoje a palavra da vez foi bundão.
bundão, na sua essência, quer dizer bunda grande. o aumentativo de bunda.
mas com a conotação que ganhou como gíria, virou uma espécie de xingamento.
bundão, de acordo com isso, quer dizer um otário, um imbecil.
acabei pensando tanto nisso que na hora de xingar o coleguinha, escolhi não dizer bundão, porque ele era magro, e de fato, não tinha uma bunda grande.
acabei xingando-o de bobão, e quem acabou virando o bobão fui eu.
afinal, que pessoa de 19 anos xinga um outro que não seja uma criança, de bobão?

pois é. não pensem tanto no significado das palavras. é uma viagem sem volta.
quando você se dá conta, você tem 19 anos, e usa o vocabulário de um sexagenário.
nos dias em que você estiver querendo dizer algo e não estiver conseguindo, NÃO INSISTA.
faça como eu, alerte seus amiguinhos.



boa noite.

DALE FLUZÃO!

não poderia deixar passar em branco essa histórica vitória sobre o boca juniors, o tãão temido time-bicho-papão da libertadores.

é isso, estamos na final, e mordam-se de inveja os arqui-rivais.

semana que vem eu tô aqui, de volta, pra comemorar o título.

beijos e saudações tricolores.

exceções

aqui eu falo sobre coisas superficiais. nunca indo a fundo no meu dia, ou no meu humor.
não gosto de falar de mim, propriamente. falo sobre coisas. não faço o que a graaaande maioria faz nos seus blogs, que é reclamar da vida, ou fazer declarações de amor - aliás, marilin eu te amo tanto - (é, foi uma exceção) ou tentar escrever coisas bonitas, super clichês, que todo mundo tá cansado de saber.
bom, não acho legal essa exposição de tipo, dizer como foi o dia, contar em detalhes o que aconteceu, o que sentiu, essas coisas. acho fanfarronice.
tenho minha opinião, e lógico, você sempre vai me ver expondo-a, seja lá como for.
eu apenas relato acontecimentos, explico, tiro dúvidas minhas, comigo mesmo.
legal contar casos, mas não casos banais. tipo, chegar e escrever: " hoje, eu fui ao açougue, pedi quatro quilos de contra-filé em bife, e o cara moeu. O CARA MOEU TUDINHO, acreditam?... "
acho que de coisas idiotas o mundo tá cheio.
isso tudo não quer dizer que eu nunca tenha escrito coisa do tipo.
mas são coisas inofensivas, sem propósito nenhum. não quero dar lição de moral, ensinar, explicar. quero escrever. e ler. releio muitas vezes tudo o que eu escrevo. posso dizer que eu sou o meu leitor mais assíduo.
isso é bom.
legal você saber o que você acha das coisas. qual a sua opinião sobre.
não, porque quando tá escrito, fica tudo mais concreto, coeso. escrever é uma forma de afirmar e reafirmar a sua opinião. se você tem uma opinião sobre algo, depois de escrever tudo o que você acha, ou você apaga a porra toda, ou você leva essa opinião pro resto dos seus dias.

gosto de inventar coisas, escrever sobre mim, não falar de mim. há uma diferença aí.
escrever sobre, fica bem mais abrangente. eu posso escrever o que eu acho sobre algo, sem falar de mim. posso inventar coisas pra tentar passar uma imagem de intelectual, ou de descolado. cool, eu diria. mas não. prefiro as coisas como elas realmente são, assim como eu. em carne-e-osso-e-alma.
e sim, eu sou a minha livre e espontânea vontade. e liberdade de expressão é a minha bandeira.
não tenho quilômetros rodados suficientes pra fazer as regras, ou te dizer o que fazer. e nem tento. se você, por um acaso, se dói quando lê e pensa: " porra, esse cara vive tentando me dizer o que fazer da vida..." eu tenho uma novidade pra você. você está redondamente enganado.
tudo o que eu quero é escutar a minha música predileta, e chocolate.
é, eu não sou muito diferente de você nesse aspecto.
sinto raiva, amo, sinto frio e calor, morro de sono e de cansaço.

também não tô aqui pra condenar quem faz aquilo tudo.
acabei de escrever linhas sobre mim. seria muito presunçoso da minha parte, xingar quem dá importância e posta que foi no cabelereiro mudar a cor dos fios dos cabelos.

tudo é válido. absolutamente TUDO.

pense nisso.

Dia chato.

hoje o dia foi foda. foda no sentido neutro da palavra. a palavra foda, pode ter vários sentidos, indo do 8 até o 80.

hoje o dia foi foda [1]:

"...caralho cara, hoje eu ganhei 45 milhões na mega-sena, a aline moraes me deu mole, eu dei um toco nela e ela implorou depois, ganhei um disco de platina com meu cd de cantiga pra bebê, ganhei um mega drive e já veio com a fita do sonic, o los hermanos voltou, o fluminense foi campeão do mundo, meu tio ressucitou e eu tive um casal de filhos..."

esse dia foi FODA de maravilhoso, perfeito, único.

hoje o dia foi foda [2]:

"... poxa cara, trabalhei pra caramba hoje, dei uma topada que doeu muito²²³, o mês nem acabou e o meu dinheiro já, bati de carro, mas só fudeu o pára-choque, rodei pros canas, mas não deu em nada, só tive que perder cinqüentinha. meu carro fudido, tive que pegar um trem, mas já tinham acabado os trens, peguei um ônibus e fui assaltado, cheguei em casa e não tinha comida, tava sem saco pra ir pra cozinha e fui dormir com fome..."

esse dia foi FODA de sofrido, ralação purinha, azarado.

hoje o dia foi foda [3]:

"...[chorando já...] CARALHO BROTHER, HOJE MEU DIA FOI UMA MERDA. PEGUEI MINHA MULHER NA CAMA COM O VIZINHO PANÇUDO QUE PEIDA NO ELEVADOR, MINHA FILHA FICOU GRÁVIDA E NÃO FAZ IDÉIA DE QUEM É O PAI, VI MEU FILHO ANDANDO DE MÃOS DADAS COM UM NEGÃO NA RUA, FUI PERGUNTAR PRA ELE, ELE DISSE QUE GOSTAVA DE DAR E QUE EU NÃO PODIA FAZER NADA QUANTO À ISSO. MEU PAI ME DESERDOU, FUI DEMITIDO PELO MEU CHEFE QUE É UM BOÇAL. LEVEI PORRADA ENGANADO DE UNS TROGLODITAS, E QUANDO ELES REPARARAM QUE NÃO ERA EU O TAL CARA, PEDIRAM DESCULPAS E ROUBARAM MINHA CARTEIRA. FLUMINENSE FOI REBAIXADO PRA SÉTIMA DIVISÃO (SE É QUE EXISTE). MINHA MÃE FINALMENTE ASSUMIU QUE EU NÃO SOU FILHO DO MEU PAI, E QUE ELA TAMBÉM NÃO FAZ IDÉIA DE QUEM É O MEU PAI. A NOTÍCIA BOA É QUE AGORA EU POSSO ME MATAR, SEM DOR NA CONSCIÊNCIA..."

esse dia foi foda de catastrófico, horripilante, a morte à beira do abismo.

então, meu dia foi foda, foda de chato, que seria a quarta definição, mas eu tô entediado. tédio que desencadeou um estresse mortal e uma não-vontade de escrever mais.

não-vontade. tsctsc.
vou dormir cara, tô delirando já.

Reflexão aos 20?

há coisas na vida que são eternas. essas coisas não são apagadas por nada. esses dias que passaram tão rápido, ficam na memória. fica também o pequeno detalhe daquele dia que figura entre um dos melhores da sua vida. não há pai ou mãe, ou papa que consiga apagar. desses dias, sejam eles felizes ou não, - é, porque às vezes, depois de um triste dia, vem uma lição imprescindível, sobre a qual hoje em dia, você se pergunta como conseguiu viver tanto tempo sem saber daquilo - tiram-se os melhores dos melhores amigos, momentos, sorrisos e esporros. eu, em quase completos 20 anos, graças a seja lá quem for, tenho esses momentos guardadinhos aqui.
algumas pessoas me ajudaram de maneira providencial, sem nem perceber o bem que me fizeram naquela ocasião, ou fui eu que tive a chance de ajudar, e não diferentemente deles , sem saber o quanto apoiei, motivei ou fui útil, não pude aproveitar nem uma pontinha dessa satisfação que dá.
o tempo é implacável, disso eu não discordo, mas sempre vai ficar viva a lembrança daquela música, do cheiro ou do clima, das pessoas, uma a uma. a cor da camisa, o corte de cabelo e a forma de pensar. e ainda assim, acreditamos poder reunirmo-nos novamente, e por pra tocar aquela mesma música, vestir a mesma roupa, mas nada será igual. todo momento foi e será único, por isso sempre comigo os terei, como prova de que bem vivida foi essa, tão curta e injusta vida, e a certeza de que o que poderíamos ter trazido de melhor conosco, trouxemos, e levamos, pra onde quer que andemos, e mais ainda, certamente é isso que nos fará ser dos bons, os melhores que poderíamos ter sido, ao chegar o fim da linha.
me orgulho profundamente do que me foi reservado nessa vida.

aqui vai um agradecimento à algumas pessoas, que fazem parte desses escassos, mas incontestáveis, flashes de uma vida perfeita.

obrigado aos de hoje, aos de ontem,
e aos que virão, sejam muitíssimo bem-vindos, queridos.

FODA-SE EU ESCREVO O QUE EU QUISER AQUI. O BLOG É MEU.

quando você não consegue algo, ou algum carro passa na poça bem na sua frente e te encharca, você tem vontade de porrar o primeiro que vem te dar bom dia? é eu também. dá vontade de xingar o tempo todo a rua toda? é, em mim também. ódio. perde alguém importante na sua família, dá vontade de dar um tiro em alguém dentro de um presídio? é, eu também sinto isso. é, eu sinto ódio também, sinto raiva, sinto vontade de quebrar a casa toda. pegar um carro e arrebentar a traseira do primeiro que te fechar, bater, bater muito em alguém até doer a mão. socar a cara daquele caixa de banco mal-humorado porque a mulher dele não quis transar com ele na noite anterior. dá muita vontade de estourar aquela carinha não dá?! é, eu fico raivoso.
aquele flamenguista que ganhou uma partidinha do carioca e vem te encher a paciência dizendo que a torcida dele é a maior e a melhor, eu bateria nele com uma viga cara, juro que bateria e com um sorriso estampado na cara ainda por cima. é dá vontade. muita. mas quando eu penso nas conseqüências, eu paro. paro e raciocino, aí a vaca já foi pro brejo, tu já não faz mais nada disso. pensa em milhões de coisas e desiste porque eles não merecem que a gente perca o nosso precioso tempo com eles, né?! MORAL DA HISTÓRIA: NÃO PENSE, AJA.
"Toda música é som, mas nem todo som é música. Por aí se vê, que para que haja música, é necessário que o som seja trabalhado, configurado, organizado de certo modo com fim expressivo. Esta configuração é a forma, e o som é a matéria, constituintes ambos daquilo que se chama música.

Daí a definição: Música é a expressão por meio do som de certo modo organizado.

Em conseqüência, a história da música será a história dessa organização sonora enquanto matéria, e da sua configuração formal enquanto expressão artística. E porque essa história é paralela à história do homem, insere-se na história da música a conquista da sua autonomia enquanto arte, relativamente à magia primitiva, à religiosidade da antigüidade, à religião medieval, à influência da palavra e das sugestões pictóricas, arquiteturais e outras.

Costuma-se dizer que longo foi o caminho percorrido pela música, o que leva à idéia de se haver chegado ao término dele. Ora, a música continua percorrendo o seu caminho, o qual não terminará enquanto viver o homem sobre a Terra, enquanto o espírito humano funcionar em imaginação e criação."

-

Trecho retirado do livro Os Compositores de J. C. Caldeira Filho, Editora Cultrix de São Paulo.
Gostaria de falar um pouco sobre os pobres de espírito. Que são pessoas frustradas, disso ninguém tem dúvida. Mas por que cargas d'água, uma pessoa frustrada não pode guardar sua frustração pra si, ou revertê-la em ânimo ou força, pra uma nova eventual empreitada? Não, ela não faz isso. A inveja não deixa. É incrível rapaz. A quantidade de carga negativa em cima das expectativas de qualquer um, é muita. Os pobres de espírito são iguaizinhos a formigas e viados, tem em todo canto. E confesso que ter que lidar com esse tipo de gente é dificílimo, e ainda pior, não poder mandar o cara ir catar coquinho, à merda. Ter que ficar cheio de sorrisinho, agradinho pra lá, ser gente fina pra cá. Porra, isso estressa.

Mas, como eu fui MUITO bem instruído a não dar atenção, eu ca-go. Cago meeesmo. Não vou citar meus motivos, até porque eu sei que tem gente que lê o que eu escrevo aqui. Os pobres de espírito, vulgo, mesquinhos, são a pior raça que existe na terra, e agora vem a pior coisa de todas. O lance é que eles, às vezes, mas bem às vezes mesmo, conseguem te desanimar. Putz, brother. Irrita aquela pessoa que não pode te ver fazendo alguma coisa legal que logo critica, mas tipo, bizarramente. Assim, o cara entende tudo de culinária. Você faz alguma coisa legal na faculdade, que é de engenharia, e tá ele criticando. Não sabe nem porque tá criticando. É capaz de você perguntar por que ele te criticou e ele falar: "Ah, porque sim..." .

Nessas horas eu penso qual seria o limite da mesquinharia. O quão mesquinho uma pessoa precisa ser pra ganhar o concurso de mesquinharia, saca? Cara, é podre.

Eu, aqui, mando um beijo pra todos aqueles que já tiveram de lidar, ou lidam ainda, com esse tipo de gente. Acho que todos. E pra eles mesmos, está dado o recado.

;*

Sobre a Vida.

Momento , é de instante, constante mudança.
Caso, é de acaso, medonha mudança
O dia já está noite, e me traz a lembrança
E lento o vento sopra, levando a esperança.

Foi demais o que eu pedi a Deus?
Porque quando eu estou só
Minha vontade é de fugir,
Então eu vou.

O tempo vai dizer, as coisas que eu preciso saber
E quanto vai durar, não sei, se preciso acreditar.

-

primeira música de fato. felicíssimo.

telefone para contato: 2527 - 43... sacanagem.
=D

0 a 19, quase 20.

Minha trajetória na música é longa, apesar de minha pouca idade. Nasci numa família de músicos, por parte de pai, que isso fique bem claro. Pai, Avô, Tio, Tias, todos sabem tocar instrumentos, e confesso que isso me facilitou a vida, a começar pelo meu pai que , logicamente, foi de quem eu tive mais influência. Em sua adolescência, ele era cabeludo, tinha uma puma conversível e tocava violão. Ele gostava de Fagner, Zé Ramalho, Alceu Valença... Essa raça, muito boa aliás.
Com a idade, foi caindo para a boemia, não resistiu e foi pro samba, aprendeu cavaquinho ainda jovem, e até hoje ainda acontecem suas aparições em rodas de samba. Ele continua com os dois, violão e cavaquinho, e ainda anda se aventurando com uma flautinha debaixo do braço.

Eu acabei pegando essa época, e comecei pelos instrumentos de percussão do samba. Repique, tantã, pandeiro, tamborim. Logo depois nasceu a paixão pelas cordas. Tudo com muita calma. Primeiro o cavaquinho, que aliás foi um ótimo exercício para a agilidade nos dedos.
Aos poucos a minha identidade musical ia se formando, e eu ia descobrindo que não era bem samba que eu queria tocar. Passei para o violão e rapidamente me familiarizei com as duas cordas a mais. Aí, criei asas, e fui voar pelo universo da música. A verdade é que até hoje, eu me vejo boquiaberto com o rumo que as coisas tomaram. Ter um gosto musical em que a música em sua essência é o mais importante, onde eu moro, é muito difícil. Os vizinhos caminham pelo eixo funk-pagode-hiphop. Aí, fui eu. Comecei ouvindo a rádio cidade, muito pop, muito Red Hot, Ira, R.E.M., Aerosmith, O Rappa, mesclado com a influência de criança, ouvindo os discos de meu pai com ele. Tony Bennett, B.B.King, Natalie Cole, James Taylor. Todos os citados são muito legais, mas não era ainda o que eu procurava. Eis que, numa tarde cinzenta, começa uma música parecida com as demais, mas com um toque refinado. O naipe de metais no meio de uma guitarra melodiosa e meio suja, uma bateria agressiva e um vocalista meio rouco, com uma voz de bêbado, me encantaram, não de primeira, mas com mais três vezes eu já amava a tal 'Último Romance'.

Curioso, resolvi saber do que se tratava. Era Los Hermanos. Mas Los hermanos? Aquela banda de Anna Júlia e Todo Carnaval Tem Seu Fim? Confesso que achava uma bandinha bem mais ou menos, mas a partir de Último Romance, minha opinião mudou vertiginosamente.
Assim começou a minha empreitada no universo da música denominada indie. Cada vez mais a minha atenção às bandas era inversamente proporcional ao espaço das mesmas na mídia. E fui eu, descobrindo, Mombojó, Móveis Coloniais de Acaju, José Gonzalez, Death Cab for Cutie, Queens of the Stone Age, e algumas conhecidas também, como Strokes, Killers, Arctic Monkeys, Radiohead lembrando sempre que o que importa é a qualidade da música, e não a quantidade de autógrafos pedidos a cada ida deles ao supermercado.

Hoje em dia, sou fã incondicional de Los Hermanos e espero sinceramente que eles voltem a encaixar poesia dentro de melodias fantásticas e simples ao mesmo tempo.

Daqui pra frente, é só evolução.

Te encontro na final.

Mais uma postagem e o Fluminense continua ganhando do Flamengo.

Como vai, saúde boa?
Bem, graças a alguém ou alguma coisa, sei lá.

Nada a reclamar, nada a postar.
Apenas sono, muuuito sono.

Aos patos rubro-negros me resta mandar um abraço e até a próxima.

Beijos aos que ficam. E eu?
Eu vou. Vou que vou. Direto, sem escalas.

Tô falando merda já, melhor ir mesmo.

19 anos, quarta de cinzas.

E lá se vai o tempo passando, os planos ganham proporções maiores, tudo vai ganhando mais valor e de um modo geral, tudo vai se ajustando. As coisas acontecem, a paciência nessa hora é uma virtude imprescindível, tudo acontece no seu momento, sempre com uma razão. E assim como a vida vai correndo na minha frente, a certeza disso vai se fortalecendo. A serenidade vai tomando conta, aos pouquinhos, e as atitudes vão dizendo por si só.

Tempo a gente dá, quanto a gente tem, já dizia um amigo muito próximo. E ele tem razão. Fácil não é, mas aprende-se vivendo. As escolhas vão ficando cada vez mais difíceis, envolvendo um número maior de pessoas e de conseqüencias, e caminhando lado a lado com o discernimento, vai se formando em estrada, quilômetros rodados.

Enquanto isso, vou eu, devagarinho, construindo, tijolo a tijolo, Sol a Sol.
E se eu no final, for quem eu escolhi ser, aceito qualquer condição.

E que fique registrado, pra mim, nessa espécie de arquivo pessoal meu, que até agora eu vou indo muito bem, obrigado.


Boa noite pra mim. Obrigado.

Idéia de vida antes da morte.

"...O céu está azulzinho, o dia está gostoso. Corre aquela leve brisa que não te deixa sentir calor, mas frio também não te dá. Está um clima de vida perfeita, você está de ótimo humor.
Você vai até a varanda, e vê aquela rede te chamando pra descansar nela, e você vai.

São duas e vinte e três da tarde, e três passarinhos acabam de pousar no parapeito da sua janela.
A música é suave, só violão e voz, o que ajuda consideravelmente para que você se sinta melhor.

Você tem uma vida financeira estável, seus filhos já estão crescidos, encaminhados, e prontos para a vida, e você já não quer tanto da vida como quando tinha trinta anos.
Um casamento intenso e duradouro, só reforça a segurança da sua alma.

Você, ali deitado, começa a pensar em como aconteceu tudo na sua vida, e passa uma pequena síntese dela, como um filme, na sua cabeça. Você se emociona com os momentos mais importantes. Você pensa em como você ama as pessoas mais importantes pra você. E se orgulha de ter tido uma vida tão boa, cercada de ótimas pessoas.

O sono vai chegando e você se sente leve como uma pluma. Você se acomoda, apenas pra esperar.

Você cochila, sem saber que não acordará mais. ..."
 

© Copyright O Céu. . All Rights Reserved.

Designed by TemplateWorld and sponsored by SmashingMagazine

Blogger Template created by Deluxe Templates