"Toda música é som, mas nem todo som é música. Por aí se vê, que para que haja música, é necessário que o som seja trabalhado, configurado, organizado de certo modo com fim expressivo. Esta configuração é a forma, e o som é a matéria, constituintes ambos daquilo que se chama música.

Daí a definição: Música é a expressão por meio do som de certo modo organizado.

Em conseqüência, a história da música será a história dessa organização sonora enquanto matéria, e da sua configuração formal enquanto expressão artística. E porque essa história é paralela à história do homem, insere-se na história da música a conquista da sua autonomia enquanto arte, relativamente à magia primitiva, à religiosidade da antigüidade, à religião medieval, à influência da palavra e das sugestões pictóricas, arquiteturais e outras.

Costuma-se dizer que longo foi o caminho percorrido pela música, o que leva à idéia de se haver chegado ao término dele. Ora, a música continua percorrendo o seu caminho, o qual não terminará enquanto viver o homem sobre a Terra, enquanto o espírito humano funcionar em imaginação e criação."

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Trecho retirado do livro Os Compositores de J. C. Caldeira Filho, Editora Cultrix de São Paulo.
Gostaria de falar um pouco sobre os pobres de espírito. Que são pessoas frustradas, disso ninguém tem dúvida. Mas por que cargas d'água, uma pessoa frustrada não pode guardar sua frustração pra si, ou revertê-la em ânimo ou força, pra uma nova eventual empreitada? Não, ela não faz isso. A inveja não deixa. É incrível rapaz. A quantidade de carga negativa em cima das expectativas de qualquer um, é muita. Os pobres de espírito são iguaizinhos a formigas e viados, tem em todo canto. E confesso que ter que lidar com esse tipo de gente é dificílimo, e ainda pior, não poder mandar o cara ir catar coquinho, à merda. Ter que ficar cheio de sorrisinho, agradinho pra lá, ser gente fina pra cá. Porra, isso estressa.

Mas, como eu fui MUITO bem instruído a não dar atenção, eu ca-go. Cago meeesmo. Não vou citar meus motivos, até porque eu sei que tem gente que lê o que eu escrevo aqui. Os pobres de espírito, vulgo, mesquinhos, são a pior raça que existe na terra, e agora vem a pior coisa de todas. O lance é que eles, às vezes, mas bem às vezes mesmo, conseguem te desanimar. Putz, brother. Irrita aquela pessoa que não pode te ver fazendo alguma coisa legal que logo critica, mas tipo, bizarramente. Assim, o cara entende tudo de culinária. Você faz alguma coisa legal na faculdade, que é de engenharia, e tá ele criticando. Não sabe nem porque tá criticando. É capaz de você perguntar por que ele te criticou e ele falar: "Ah, porque sim..." .

Nessas horas eu penso qual seria o limite da mesquinharia. O quão mesquinho uma pessoa precisa ser pra ganhar o concurso de mesquinharia, saca? Cara, é podre.

Eu, aqui, mando um beijo pra todos aqueles que já tiveram de lidar, ou lidam ainda, com esse tipo de gente. Acho que todos. E pra eles mesmos, está dado o recado.

;*

Sobre a Vida.

Momento , é de instante, constante mudança.
Caso, é de acaso, medonha mudança
O dia já está noite, e me traz a lembrança
E lento o vento sopra, levando a esperança.

Foi demais o que eu pedi a Deus?
Porque quando eu estou só
Minha vontade é de fugir,
Então eu vou.

O tempo vai dizer, as coisas que eu preciso saber
E quanto vai durar, não sei, se preciso acreditar.

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primeira música de fato. felicíssimo.

telefone para contato: 2527 - 43... sacanagem.
=D

0 a 19, quase 20.

Minha trajetória na música é longa, apesar de minha pouca idade. Nasci numa família de músicos, por parte de pai, que isso fique bem claro. Pai, Avô, Tio, Tias, todos sabem tocar instrumentos, e confesso que isso me facilitou a vida, a começar pelo meu pai que , logicamente, foi de quem eu tive mais influência. Em sua adolescência, ele era cabeludo, tinha uma puma conversível e tocava violão. Ele gostava de Fagner, Zé Ramalho, Alceu Valença... Essa raça, muito boa aliás.
Com a idade, foi caindo para a boemia, não resistiu e foi pro samba, aprendeu cavaquinho ainda jovem, e até hoje ainda acontecem suas aparições em rodas de samba. Ele continua com os dois, violão e cavaquinho, e ainda anda se aventurando com uma flautinha debaixo do braço.

Eu acabei pegando essa época, e comecei pelos instrumentos de percussão do samba. Repique, tantã, pandeiro, tamborim. Logo depois nasceu a paixão pelas cordas. Tudo com muita calma. Primeiro o cavaquinho, que aliás foi um ótimo exercício para a agilidade nos dedos.
Aos poucos a minha identidade musical ia se formando, e eu ia descobrindo que não era bem samba que eu queria tocar. Passei para o violão e rapidamente me familiarizei com as duas cordas a mais. Aí, criei asas, e fui voar pelo universo da música. A verdade é que até hoje, eu me vejo boquiaberto com o rumo que as coisas tomaram. Ter um gosto musical em que a música em sua essência é o mais importante, onde eu moro, é muito difícil. Os vizinhos caminham pelo eixo funk-pagode-hiphop. Aí, fui eu. Comecei ouvindo a rádio cidade, muito pop, muito Red Hot, Ira, R.E.M., Aerosmith, O Rappa, mesclado com a influência de criança, ouvindo os discos de meu pai com ele. Tony Bennett, B.B.King, Natalie Cole, James Taylor. Todos os citados são muito legais, mas não era ainda o que eu procurava. Eis que, numa tarde cinzenta, começa uma música parecida com as demais, mas com um toque refinado. O naipe de metais no meio de uma guitarra melodiosa e meio suja, uma bateria agressiva e um vocalista meio rouco, com uma voz de bêbado, me encantaram, não de primeira, mas com mais três vezes eu já amava a tal 'Último Romance'.

Curioso, resolvi saber do que se tratava. Era Los Hermanos. Mas Los hermanos? Aquela banda de Anna Júlia e Todo Carnaval Tem Seu Fim? Confesso que achava uma bandinha bem mais ou menos, mas a partir de Último Romance, minha opinião mudou vertiginosamente.
Assim começou a minha empreitada no universo da música denominada indie. Cada vez mais a minha atenção às bandas era inversamente proporcional ao espaço das mesmas na mídia. E fui eu, descobrindo, Mombojó, Móveis Coloniais de Acaju, José Gonzalez, Death Cab for Cutie, Queens of the Stone Age, e algumas conhecidas também, como Strokes, Killers, Arctic Monkeys, Radiohead lembrando sempre que o que importa é a qualidade da música, e não a quantidade de autógrafos pedidos a cada ida deles ao supermercado.

Hoje em dia, sou fã incondicional de Los Hermanos e espero sinceramente que eles voltem a encaixar poesia dentro de melodias fantásticas e simples ao mesmo tempo.

Daqui pra frente, é só evolução.
 

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