NOVO BLOG

Esqueçam esse aqui. Pela última vez – espero eu – troco o endereço do meu blog.

Passei para esse endereço aqui > www.caminhantenoturno.tumblr.com

Continuem visitando =D

Ósculos e amplexos.

O que há após a morte?

Começamos a vida com pontuação zero (0). E a cada ano que vai passando, coisas acontecem, a favor, e contra. O que vem, que acontece contra a nossa vontade, conta um ponto a menos. Com exceção de mortes, onde, realmente, não podemos fazer nada. E o que acontece a favor, conta um ponto a favor. Lógico.

Isso nos é dito momentos antes de sairmos de dentro de nossas mães, e assim que damos o ar da graça aqui no planeta Terra, essa informação some de nossas memórias. A partir dali, está valendo. O jogo começa, a vida “acontece” de fato. Perdemos e ganhamos pontos ao longo dela. Coisas como amores perdidos – uma vez que amores perdidos são perdidos, em sua grande parte, por culpa nossa - mentiras e desilusões contam para menos. Plantar árvores, salvar vidas, ter filhos, contragolpeiam pelo outro lado, contando a favor.

Após a morte, perdemos a consciência e voltamos para a outra dimensão onde estávamos antes de nascer, e o resultado é dado assim que chegamos.

E como num boletim de final de ano letivo, sua média é revelada.

Nota positiva e você pode desfrutar de uma espera tranquila, até que seja reencarnado em outro corpo na Terra, em outra época. Nota negativa, e sua espera não vai ser tão calma quanto você esperava. Arrisco ainda dizer que seus dias de espera serão um tanto turbulentos.

[Passados 100.000 anos]

100.000 anos depois, Cronos acaba com o mundo e refaz o sorteio para a escolha das características de cada proto-espécie, numa extensa lista de dons. No último sorteio que houve, como podemos ver, nós, os homens, fomos sorteados em segundo, tendo que ficar com a inteligência, enquanto os peixes, ficaram em primeiro lugar podendo desfrutar do dom maior: A Bioluminescência.

Nossas almas são separadas aleatoriamente, como numa escolha de times de basquete, no ginásio. haha. É rezar pra vir como tubarão, ou baleia – as maiores criaturas das profundezas – e surgir antes de 1200, onde nem sonhavam em caçar baleias e tubarões. Aí, é só curtir o silêncio, a leveza e a tranquilidade do fundo do mar, e se deliciar com quaisquer lambaris que cruzarem seu caminho.

Caso contrário, vais voltar pra terra, como humano ou animal. Ou então, mandam-te pra marte, ou júpiter, e vais ter aquele cabeção horrível, ganharás um tom de pele esverdeado, olhos vermelhos e usarás um vocabulário extenso contendo as palavras “mimanami”,“niminami” e “ninimimna”.

Pronto. Mistério sobre “o que há após a morte?”, resolvido.

Isso deve valer uns 10 pontos pra mim.

Vou dormir.

Começo de um novo dia.

O momento chegou. Essa é a hora. Não há mais o que esperar. O sinal já foi dado. Cartas na mesa. É agora, ou nunca mais. O quê que tá faltando? Primeiro passo. Os dados sendo jogados pela primeira vez. Um salto no abismo. O ponto de partida é aqui. Agora começa a valer. A um empurrão do futuro. Notando as coisas diferentemente, de um outro ângulo. Pulando de bungee-jump sem o elástico, no infinito. Inúmeras possibilidades. É um pouco mais de tudo o que já passou. É buraco sem fim. É imensidão. Milhares de coisas novas, hora de voar. É um…



Dois, três e já.

A empregada surda e a trapalhada.

Era sexta-feira, dia da empregada vir aqui em casa. A empregada me acordou pra receber o modem da velox que chegou aqui em casa, isso lá pelas 11:30. Levantei, tomei banho, tomei café, vi o jornal. Dia normal. Aí, passam meu primo e meu compadre aqui em casa, Renan e Vinícius, respectivamente – Vinícius, vulgo Ovo – me chamando pra ir à um estúdio de tatuagem cujo dono, agora, eu não me recordo o nome. Mas enfim, isso é detalhe. Lembrei o nome do tatuador. Teréu. O Ovo faria uma tatuagem nesse dia.

Minha empregada, é surda-muda, e eu costumo fazer brincadeiras com as pessoas que vem aqui dando uns berros quando ela tá de costas, berrando o nome dela pela casa, e tal. E resolvi que ia fazer isso com eles. haha. Tudo pronto pra gente sair, ela limpando meu quarto, quando eu berrei da sala: “Filha da puta de empregada, vou sair hein?! Vê se não vai fazer merda no meu quarto ouviu? Te meto a porrada!” Na mesma hora os dois arregalaram os olhos pra mim. O Ovo ficou nervoso, achou que ela tivesse ouvido o que eu disse e tal, já deu dois passinhos pro lado de fora da porta. ahhahahahha O Renan já sabia que ela era surda-muda, mas nos primeiros minutos da brincadeira, parece que ele tinha esquecido, porque o olhar dele pra mim foi de espanto também. Resultado, 2 segundos depois, os dois já estavam dentro do carro. Quando eu saí de casa, ouvi o Ovo falando assim: “Pô, Fellipe, que brincadeira escrota”. O que deve ter deixado pior foi que eles não a ouviram responder, o que deve ter dado mais pena ainda.

Enfim, mal-entendido desfeito, e meu dia já começava com muitas gargalhadas dentro daquele carro. Fomos ao estúdio, Ovo tatuou o nome da filha dele, minha afilhada, nas costas, voltamos de lá e começamos a beber. Isso foi por volta das 5 da tarde. Ficamos bebendo num bar por aqui, e tal, quando chegou um outro amigo meu, o Renanzinho, e me disse que haveria uma festa na casa dele que seria dada pela sua mãe, Lucinha, pra uns amigos dela mesmo. Falei beleza. Eram 9 horas, fui em casa, tomei banho, e fomos pra casa do Renanzinho. A partir daí, recomeça mais um capítulo da série: Como sempre o Fellipe fazendo merda.

Chegamos na casa e vimos que não era bem uma festa, e sim uma reunião fechada para poucas pessoas. As pessoas que estavam lá dentro estavam à vontade, dançando e se divertindo, tudo normal. Ficamos do lado de fora, na calçada, conversando: Eu, Renanzinho, Ovo, China e Thiago. Eu já ficando locasso né? Isso já devia ser 1 da manhã, e eu só com aquele cafezinho da manhã no estômago, bebendo desde as 5.

Então, aí vem a merda.

Um camarada nosso que tava presente ali, despertou o interesse de uma das amigas da Lucinha. Coisa que, rapidamente, foi solucionada. Ele subiu com ela pra casa da dona da festa. Pois muito bem. Algum tempo depois, eu senti falta desse amigo, e fui perguntar à dona da festa se ela sabia onde ele estava. Ela me dizia que ele tinha subido com a tal menina, quando ela descia as escadas, já de volta. Lucinha me alertou e falou: “Ela tá descendo, daqui a pouco ele deve estar descendo”. Passados alguns minutos, ele não desceu e eu resolvi ir atrás dele a fim de trazê-lo de volta à festa. Subi até a casa de Lucinha e fui direto no único quarto que estava com a porta fechada. Bati na porta a primeira vez, ninguém respondeu. Olhei  o banheiro, mas não tinha ninguém. Voltei no quarto, bati na porta. Ninguém respondeu. A porta estava encostada, na verdade. Quando vi isso, resolvi abrir a porta. Abri, e comecei a falar coisas do tipo: “Acorda viado! Tá dormindo né? Cansou? Tu é um fdp mesmo” E dava gargalhadas. Ninguém respondeu. Voltei a falar.

“Aí cara, levanta, anda. Vamos voltar pra festa pô! Ó, vou acender a luz e vou entrar pra te acordar hein! Vou acender a luz…”

Quando eu falei esse segundo ‘Vou acender a luz’, veio do fundo do quarto uma voz rouca e cansada que disse: “Sou eu que estou dormindo aqui, meu filho”.  E exatamente nesse minuto eu me toquei que quem estava dormindo naquele quarto era a mãe de Lucinha. Pqp. Pedi desculpas e saí de fininho, com a cara tão grande que quase não consegui passar pela porta.

Cheguei lá embaixo e contei a história pra Lucinha que, por sua vez, dava gargalhadas. No fim da festa, ainda me fez contar a história pra alguns dos amigos que estavam na festa.

No dia seguinte, apareci por lá pela casa de Renanzinho. Estávamos sentados na sala, quando Lúcia veio me contar que a mãe dela não se lembrava de que tinha falado comigo na madrugada anterior, e tal. Eu, que estava morto de vergonha, respirei aliviado por, no máximo, 5 segundos. Foi o tempo que passou até ela dizer o seguinte: “Não adiantou nada, eu contei a história pra ela”. PORRA! HAHAHAHAHAH

A notícia boa foi que Dona Ildette, mãe de Lucinha, também se divertiu com a trapalhada do garotão aqui.

São Pedro da Serra e o acampamento em Galdinópolis.

Eu era aluno do 2º ano do segundo grau. Época boa da qual trago amigos verdadeiros até hoje. Uma dessas minhas muitas histórias, depois de vinte anos de vida, saiu do fruto de uma amizade com Pedro Luís Carneiro – mais conhecido como Pedro mesmo, ou o mais popular, Crok – e com Henrique. – bolinho para os mais íntimos (hahahahah), ou para quem esteve presente no acontecido a seguir, também atende por Monstro da Montanha. Mas na história, vão atender por Crok e Henrique/Monstro. Vamos à ela.

Enfim, Crok sempre comentava sobre a cidade onde sua mãe morava, e seus amigos de lá. Sempre vinha com histórias e mais histórias, várias situações, e sempre prometendo nos chamar, um dia, para ir conhecer a tal cidade. São Pedro da Serra é o nome. Para fim de localização, a cidade fica à alguns quilômetros de Friburgo.

Em mais uma semana normal de aulas – não lá tão normal, pois só teríamos aulas até a metade da semana, devido a um feriado que aconteceria no fim de semana seguinte – Crok, enfim, nos propôs a viagem. De início, dissemos que sim. Henrique já tinha ido à casa de Tia Glória – mãe do Crok - lá na Serra, mas eu não. As famílias de Crok e Henrique se conheciam, por isso para Henrique não seria nenhuma novidade.

Encurtando um pouco a história, numa sexta-feira, chegam os dois aqui em casa, de manhã cedinho, e eu já com a mala arrumada, me despedi de BINHA BABÃE, e fui para a rodoviária. [ D= ] Brincadeira. A viagem foi tranquila, chegamos lá por volta do meio dia, hora do almoço. Mal chegamos e almoçamos, já tivemos que sair. Crok havia nos dado a notícia de que iríamos ACAMPAR, momentos antes de entrarmos no ônibus. Enfim, chegamos e, realmente, a cidade era linda do jeito que diziam. É ainda, aliás. Bem arquitetada e melhor, bem povoada. Uma gente simpática, simples, e acolhedora. Não é à toa que tenho amigos que conheci lá, até hoje.

Como eu já havia dito, chegamos à casa da mãe do Crok – que, além da casa, também tem um restaurante chamado Estação Glória –, almoçamos no Estação, e já tivemos que sair para o acampamento. O acampamento aconteceria num sítio, do pai de uma – hoje minha amiga também – amiga do Crok, a Patty. O sítio era longe, e nós, realmente precisaríamos sair o quanto antes. Acabou coincidindo o nosso horário de saída, com o da mãe de Crok, Tia Glória que, por sua vez, estava, junto com alguns amigos, organizando uma passeata pela paz, que teria como itinerário as cidades de São Pedro da Serra e Lumiar. Enfim, era meio passeata e meio carreata, pois alguns iam a pé, e outros iam em carros, buzinando e chamando atenção. Nós, três criaturas gordas e pesadas que somos, – em escadinha Crok, eu e Henrique, o Monstro da Montanha ASIDUHASIDUAHSDIUASDH – resolvemos descer dentro de algum daqueles carros. Pegamos carona até Lumiar, que seria onde nós pegaríamos o ônibus que nos deixaria a três horas de caminhada do sítio. É, mais ou menos por aí, o perrengue foi esse. Pegamos o ônibus e chegamos num ponto da estrada onde se via uma entradinha de chão de barro, e uma placa onde se podia ver escrita a palavra ‘Galdinópolis’. Acreditei ser o nome da cidadezinha. Acho que nem chega a ser uma cidade. Aliás, é preciso que se invente uma nova denominação pra esse tipo de lugar.

Hoje, eu digo a vocês que o sítio estava a três horas de nós, andando. Porque na hora, o MALDITO DO CROK só dizia, ah, tá perto. E fomos nós, andando. Nós três com mochilas pesadas nas costas, eu com o mp3 do Crok, ouvindo Conversa de Botas Batidas no repeat, – lógico, me botou pra andar aquilo tudo, eu tinha que ter pelo menos uma diversão – e o Monstro falando merda, pra variar.

Mais ou menos na metade do caminho, (ou seja, uma hora e meia de caminhada) encontramos civilização. Uma espécie de rua, que só tinha o lado esquerdo civilizado. O lado direito continuava sendo só mato. E a civilização durava por uns 100 metros. Era um mercadinho, um boteco e umas casas. Paramos no mercadinho a fim de comprar suprimentos para o difícil resto de dia que ainda teríamos, e continuamos a jornada. Nos abastecemos do que estávamos consumindo, – cigarros e água etc – e do que pretendíamos consumir no acampamento – cup noodles, biscoitos, miojos e afins. A estrada sempre foi uma só, sem bifurcações, sem ruas transversais. Eis que nos deparamos, numa certa hora, com uma bifurcação em Y. Eu e Henrique, estávamos apenas seguindo Crok, que dizia saber o caminho de cór e salteado. Crok parou em frente às duas opções, pensou e falou: ‘Direita’. E fomos nós. Já estava escurecendo, e nós ficando preocupados. No meio do nada, e só de sacanagem, ficando tudo escuro. Mas confiamos em Crok, e fomos. Um pouco mais a frente, entramos num lugar, que, não se conseguia ver direito o que era, mas de prima assim, só sentimos que o mato parecia estar um pouco alto. Mas fomos andando, até quando não deu mais. Digo que não deu mais porque paramos de frente à um abismo, onde conseguíamos ver uma cachoeira desaguar. Ali bateu o desespero. Se nem o Crok sabia o caminho, o que seria da gente ali?

Voltamos ouvindo Crok se defender: ‘Ué, se não era pra direita, agora não tem mais como errar! É pra esquerda!’. Eu e Monstro quase matando o Rastafari.

Já escuro, enfim, conseguimos chegar no tal sítio. Isso depois de, já no caminho certo, ter dado tempo de eu torcer o pé duas vezes. Chegamos ao sítio debaixo de festa. Tudo bem que a festa foi só pro Crok, já que nós não conhecíamos ninguém. Fomos apresentados como os amigos do Crok, e saudados com uns ‘E aí?!’ bem desanimados. Tudo bem. Vale ressaltar que o acampamento não poderia ter sido num lugar melhor do sítio. Foi exatamente num barranco. Sim, num barranco.

Continuando, chegamos, nos alojamos – depois da Patty ter dado alguns berros com uns playboys que não queriam ceder a barraca pra gente. Ela berrava que era tudo dela, e que tinha que ter um espaço pra gente *-* Ela foi muito foda TA, MOMENTO GUEI KK – e fomos beber e confraternizar com os amigos do Crok. Chegamos lá um pouco tarde já, alguns deles já bêbados, outros sonolentos. O ambiente era iluminado apenas pela luz de uma lâmpada atrelada à uma gambiarra, e pela luz de uma fogueira. Mas todos bebiam vinho, e estavam felizes. Eu tava era cansado, mas tava valendo. Depois de MUITO beber, resolvemos nos recolher aos nossos aposentos, emprestados por Patty, pra tirar um cochilo. Só não contávamos com uma coisa. O Monstro da Montanha tinha conseguido ficar de porre. IAUHDIUSDHAIUSDHASI (ai ai, eu e Crok já rimos muito dessa história.)

Ele de porre = Nós não conseguiríamos dormir.

Ele estava alucinado, essa é a verdade. Ele falava da namorada. Falava do Fluminense. Falava de um amigo que iria, mas que de última hora não pode ir conosco. Ele dizia assim: ‘Ó, é a voz do Rogério, ele tá lá fora!’

Insistia em me perguntar se o Fluminense jogava naquele dia. E eu dizia que não. O Flu tinha jogado um dia antes, não tinha como ter esquecido. Tinha sido eliminado da Copa Sul-Americana pelo time argentino, Gimnásia Y Esgrima. Enfim, sintetizando, no final, ele assumiu pra gente que amava a namorada, (coisa que nunca tinha feito, pelo contrário) e tudo mais.

Aí, quase amanhecendo, quando nossa pilha tava realmente acabando, o silêncio reinou no sítio e eu tinha conseguido achar uma posição pra dormir, me aparece uma bêbada maluca – outra que também conheço hoje em dia – chamada Pillar. Ela, simplesmente, abriu o zíper da nossa barraca e foi se jogando lá dentro, dizendo querer tirar foto. Depois de 10, conseguidos à duras penas, minutos de sono, acordei com um mau-humor fora do comum. Crok conhecia a menina e fez as vezes do simpático da barraca, e o Monstro, como sempre fogoso AISDUHAISUDHAISDU foi só simpatia com o pitelzinho. Eu queria dormir de qualquer jeito. Depois ela saiu falando que eu era antipático pra todo mundo, mas foi tudo resolvido.

Depois de Pillar, não conseguíamos mais dormir, pois a galera já estava levantando acampamento pra voltar pra São Pedro. Beleza. Todo aquele sacrifício pra passar uma noite, e voltar. Apesar de que eu não posso reclamar. Depois daquele acampamento, minha vida já não foi mais a mesma, tenho que assumir. Mas hoje isso é detalhe.

Na hora de voltar, a galera disse que tinha um ônibus que entrava em Galdinópolis. Coisa que o Crok não sabia, e nos fez andar três horas pra chegar até lá. Mas tudo bem de novo. Rs.

Aí, voltamos pra São Pedro, e foi beleza. Conhecemos melhor o pessoal do acampamento, e a grande maioria da galera, hoje em dia, faz parte da minha lista de amigos. Houve mais coisas nesse feriado ainda, lá em São Pedro, mas aí a história vai ficar muito grande. Continuo uma outra hora.

Obrigado Crok, por me levar à São Pedro da Serra, e me deixar conhecer um pouco do que é essa cidade, e seu povo.

Fotos relacionadas:

Crok e eu.











Mayra, Crok, Eu e Drika.














Patty, Eu e Sherazade.














Monstro da Montanha e Eu.














Eu, Sherazade, Lua, (lá atrás, encoberta) Drika, Pedro, Crok e Patty.









Eu tomando uma breja no Estação Glória.











Tem mais uma galera, mas eu não consegui as fotos.

Beijos.

Quem vai comer Beth Careca?

Hoje, eu moro num condomínio. Para quem conhece, moro no palacete. Mas antes de vir parar aqui, eu morava na Rua Américo da Rocha, nº263, Marechal Hermes – Rio de Janeiro/RJ. Rua essa, onde ainda tenho minhas raízes cravadas, e de onde nunca vão sair. Fui morar lá depois dos sete anos só, mas, minha avó sempre morou lá, então, eu cresci conhecendo todas as pessoas. Sendo assim, tenho algumas histórias pra contar, acontecidas na Américo.

Eu e meus camaradas, na época molequinhos, éramos, como todo moleque, espoletas. Vivíamos correndo atrás de merda, e sempre juntos. Estávamos na fase já de namorinhos, já tinhamos perdido o ‘nojo’ que todo moleque tem por menina. Éramos crianças, mas já sabíamos o que era o que. E já sabíamos o que queríamos. Um dos nossos, costumava dar uns beijos numa menina que, certa vez, teve de raspar a cabeça. O apelido dela ficou Beth careca, não se sabe o porquê até hoje, mas ficou.
O nome dela passava longe de ser Elizabeth, ou Beth mesmo. Era algo como Alessandra, sei lá. Não me lembro. Muito bem. Ela não era lá uma santa, – pelo contrário – e esse camarada nosso, o meu meio xará Allan Felipe – o quinze, pros mais íntimos – não era lá tão apaixonado por ela. Isso pra não dizer com todas as letras que ele não se importaria nem um pouco se alguém ficasse com a Beth careca.

Enfim, vale ressaltar uma coisa antes de começar: EU NÃO ESTIVE PRESENTE NO ACONTECIDO, PORTANTO ME POUPEM DE SEUS OLHARES DE DESAPROVAÇÃO QUANDO ME VIREM. ESTOU APENAS NARRANDO A HISTÓRIA. NÃO ME INCLUAM EM NENHUMA DAS SUAS TENTATIVAS DE ILUSTRAR A HISTÓRIA, OBRIGADO. rs.

A molecada fogosa que só, se descobrindo sexualmente ainda, só queria saber de fornicar. E Beth era a menina mais ‘atiradinha’ – pra não dizer piranhinha – da rua. Então a galera já tava meio que de olho nela, só esperando o sinal verde do Quinze. Eis que, depois de muito negociarem, Quinze se rendeu ao espírito de Afrodite, (Deusa da orgia, na minha opinião) e liberou a Beth pra galera. Ela morava com a mãe e o padrasto, mas ficava o dia todo em casa com o irmão mais novinho. Beth devia ter seus 14. A galera na média dos 15, uns mais velhos (vergonhoso!). Quinze marcou numa tarde com ela, pra levar sete – sim, eu disse sete (7) – moleques à casa dela, pra ver no que ia dar. A molecada tensa, no dia, se perfumou pro bacanal, e foi. Hahahah - Eu sempre me divirto contando essas coisas. Ai ai.

Chegaram à casa dela, os sete lá, afinal, ninguém ia querer perder essa bocada. Mas, pra variar um pouco, o imprevisto apareceu, e ela estava trancada em casa e sem chave. A rapazeada não se fez de rogada, e pulou pela área, lá por trás. Na hora da estripulia, quebraram uma penca de coisas da casa da menina, mas tá valendo. Seguindo com a história, a trupe ouriçada estava discutindo dentro da casa pra ver quem iria começar os trabalhos. Na verdade, quem seria o segundo, pois o primeiro era o namoradinho Quinze. Hahahahah. E foi quinze e entrou no banheiro. A partir desse momento, começou a desandar tudo. O pessoal tava fazendo uma barulhada do caralho dentro da casa, já tinha nego pelado na sala, só esperando a sua vez. Eis que então, o fuzuê feito dentro da casa, fez o que já era de se esperar, e alardeou a vizinhança que percebeu algo de esquisito na casa. A história foi finalizada por uma coroa que morava logo ao lado, e era amiga da família. Acabou com a festinha.

Dizem ainda as más linguas, que teve gente que não se segurou e se virou por ali pela sala mesmo, deixando vestígios ao lado do sofá. Enfim, fizeram uma completa zona na casa, e acabou que na história há quem diga que nem o Quinze mesmo conseguiu comer a menina.

Resultado: A mãe e o padrasto de Beth careca ficaram sabendo e deixaram a menina de castigo durante três meses. A tal coroa que acabou com a festa, é uma daquelas fofoqueiras da rua, fazendo assim com que a história tomasse proporcões astronômicas, e hoje em dia, não há uma pessoa que não saiba. Não demorou muito, Beth se mudou.

Alguns, da molecada, ficaram de castigo também, alguns se safaram.

Enfim, essa é uma das histórias que tem a marca registrada de Histórias da Américo da Rocha.

Há centenas de outras que serão contadas ao longo do tempo útil do blog.

Só faziam merda. haha

Besos, hermanos.

Mais uma da série: Desinteressante aos outros.

A vida vive nos provando que nem sempre as coisas são como a gente planejou. Mas isso não é motivo pra morrer. Isso é aprendizado, e nada mais do que aprendizado. Acho muito bonito quando me dou conta de que passei por mais uma na vida. Quando me dou conta de que aprendi mais uma coisa, e engrossei o recheio da pasta ‘são tantas já vividas’. Me sinto mais maduro e seguro. A cada dia mais conhecedor do caminho.

Ao longo da vida, os mesmos problemas surgem com outras roupas e maquiagem. E a diferença de um jovem, pra um cara mais experiente, é a de que ele já conhece aquele disfarce, e já sabe como lidar com esse tipo de problema. Um garoto novo, mesmo sabendo a solução, – mas desconhecendo o disfarce - talvez não faça o certo exatamente por isso. E eu, me encontro, eu acho, no começo dessa trilha.

Esse caminho é como uma estrada sinuosa, cheia de penhascos, curvas perigosas, subidas, descidas, cruzamentos, tudo o mais que você pode imaginar e mais um pouco. Um descuido, e você bate. Bateu? Tem conserto. Sempre tem.

A não ser que no meio do caminho, você tenha perdido a sua vida.

E a vida, meu amigo.. Aaaah, a vida.



A vida é a única coisa que você não pode perder no meio disso tudo!

Não deixe a vida se esvair pelos seus dedos, sem nem mesmo tê-la vivido por um dia sequer.



Beijosamevivanãoseimporteluteconsigavençadancesimaceitemeliga.

Xuxinha.



Pequeno no tamanho, grande no coração.
Tô com saudade já, fdp.
Volta logo.

Te amo, mané.

Transatlantique - Beirut.

No, I couldn't tell you how the house burned down
Não, eu não poderia dizer-lhe como a casa queimou-se toda

Last night while we were running around
Ontem à noite, enquanto nós estávamos correndo por aí...

Midnight surrounds you, the moonlight makes you proud
Meia-noite te rodeia, o luar te faz orgulhoso

Last night, oh, we were running around
Ontem à noite, oh, nós estávamos correndo por aí

Chorus:
Refrão:

Sing for last call, sing for last fall, such was it all
Cante para a última chamada, cante para a última queda, tal era tudo

Sing for last call, sing for last fall, such was it all
Cante para a última chamada, cante para a última queda, tal era tudo

All along I was your home
O tempo todo eu fui seu lar

All along I was your home
O tempo todo eu fui seu lar

Chorus:
Refrão:

Sing for last call, sing for last fall, such was it all
Cante para a última chamada, cante para a última queda, tal era tudo

Sing for last call, sing for last fall, such was it all
Cante para a última chamada, cante para a última queda, tal era tudo

And all along I was your home
E durante o tempo todo eu fui seu lar

All along I was your home
O tempo todo eu fui seu lar

All along I was your home
O tempo todo eu fui seu lar

All along I was your home
O tempo todo eu fui seu lar.

Família.

Há exatas quatro horas, ainda estávamos no dia 6/8, dia do aniversário do meu velho pai. 44 anos. Aliás, parabéns Silvinho! Espero que nós comemoremos muitas datas juntos ainda.

Mas não era bem sobre isso que eu queria falar. Eu, num dado momento do jantar de comemoração do aniversário do meu pai, me peguei, no meio da minha família, pensando, na verdade lembrando, da minha infância. Toda ela. E quase 90% passada ao lado da família, tanto de parte de pai, como de parte de mãe, – mais com a família do meu pai – e me vi sentado no sofá, com um copo de cerveja na mão, como um velho saudosista.

Me lembrei da minha infância com a família do meu pai, sempre muio unida, das festas de família, meus primos que foram e são meus grandes amigos, Léo, Chris, Laís, Guilherme e Lívia, por parte de pai. Rafael, Danillinho, Pedro Victor e Leandro, por parte de mãe, meus tios, enfim. Tive uma infância muito gostosa, proveitosa. Brinquei muito, aprendi, briguei, levei tombos, mas sempre amparado pelo seio de minha família.

Lembro com muita saudade das férias e feriados na casa de Araruama, onde tive momentos memoráveis com a família por parte de pai. Era sempre festa, piscina, futebol, brinquedos, coisas de criança. Às vezes, metade dos primos eram do mal e metade eram do bem, rs. Uma das histórias de Araruama, aliás, a que pretendo contar hoje, é a história do fantasma que andava de havaianas.

A casa de Araruama é grande, não só a casa, mas o espaço externo também. Éramos crianças, e como já era de se esperar, estávamos sempre arrumando algo pra fazer. Normal. Vale lembrar que um dos primos, o Guilherme – Guigui pros mais íntimos – era uma criança um tanto medrosa e mimada.

Então, em mais uma alegre noite na casa, meu pai, sacana que só ele, teve uma idéia. Sempre vinham dele as idéias mais bizarras, como por exemplo pegar o sapo – quase já de estimação - que vivia pelos cantos do gramado da casa, e mostrá-lo às mulheres da casa pela janela da cozinha. Só ouvíamos os berros. Haha. – Que conste nos autos: O sapo tinha nome. Era o Godofredo. Já faleceu, com certeza. Um minuto de silêncio em respeito.. brincadeira.

Voltando à história, meu pai, em mais uma idéia bizarra, resolveu criar um fantasma dentro da casa. O fantasma apareceria nos fundos da casa, onde havia a mesa de sinuca, e onde a grande maioria da família se reunia à noite. Pra materializar o fantasma, ele precisou de colchas, lencóis, travesseiros e uma corda. Silvinho subiu no telhado da casa, e arquitetou com maestria, uma espécie de marionete. Com a corda, ele fazia o fantasma se movimentar, pra cima e pra baixo. Pronto, foi o necessário pra assustar Guigui, e nossa priminha mais nova, Laís. Antes que alguém pergunte, digo que sim, Guigui era o alvo, lógico. Afinal, tudo com o mais mimado e cagão era mais engraçado. Guilherme assim que viu o fantasma, saiu e foi pra frente da casa, com medo. Nós, os primos, o convencíamos a voltar. Ele aceitava depois das nossas promessas de que o defenderíamos do fantasma, ou de que o fantasma não estaria mais lá. E mais uma vez, ele voltava, e saía correndo. Laís, como era a mais nova, também se assustou, mas não era engraçado assustá-la, pois ela mal conhecia o alfabeto. Dissemos à ela que se ela pintasse as unhas, ficaria imune. Pronto. Agora era só o Gui.

Depois de se revezarem lá em cima, meu pai e tio Antônio Mário, resolveram, no dia seguinte, fazer de forma diferente. Eles mesmo se cobririam com o lençol, e ficariam perambulando por trás dos carros, que ficavam estacionados na parte de trás da casa. O efeito foi o mesmo. Só o Gui não reparava que, quando tio Mário não estava, meu pai estava, e vice-versa.

Eis que, nosso primo Leonardo, o Léo, quis se travestir de fantasma também. O problema foi que ele deixou um detalhe humano no corpo do fantasma. O chinelo de borracha. Se cobriu com o lençol branco, e foi até o quintal. Em mais uma sessão de argumentação com Guigui, conseguimos fazer com que ele voltasse aos fundos da casa, pois agora era a vez de Leonardo assustá-lo. Quando Gui chegou lá atrás, Léo postou-se de pé e pôs-se a gritar ‘BUUUHH! BUUUUH!’. Se sentindo o Gasparzinho. Foi quando Lívia, irmã de Léo e Laís, gritou:

- “Mas peraí, esse fantasma tá de havaianas!”

Hahahaha. Pronto. Desfeita a mística do fantasma de Araru. Todos caíram na gargalhada enquanto Léo voltava cabisbaixo se desvencilhando da capa de fantasma, e Guigui, quase se mijando de alívio, se vangloriava dizendo que sempre soube que o tal fantasma não era de verdade.

Realmente, são tempos que não voltam mais.

Abaixo seguem algumas fotos nossas em Araruama, apenas para ilustração da imaginação de vocês.

A frente da casa. (Eu e mãe)

Os fundos da casa. (Léo, Gui e eu)

Na sala. (Lívia, Gui, Chris, Laís e eu)

Isso aqui, é pra sempre.
Amo vocês.

Mais um pouco sobre mim.

Muitas vezes penso em levar um estilo de vida. Ter um. Porque, na verdade, não tenho. Ou então, inventei um. O VivoDoJeitoQueQuero Lifestyle. É, com certeza não o inventei, mas venho colocando-o em prática já há um bom tempo. E digo isso com relação a todos os assuntos pertinentes à minha, humilde e divertida, vida. Gostaria de assumir uma cara, um jeito, de me vestir, de falar, de agir. Algo como ser hippie ou emo, sei lá. Mas não ser um dos dois, de fato. Às vezes não me vem muito bem às vistas o fato de eu ter várias características diferentes. Tenho um pouco de cada, digamos assim. Tentarei explicar o que foi dito, com os escassos vocábulos que me vem à mente agora. – Haha, dei uma forçada.

Tenho o costume de ler, escrever e estudar sobre o que eu gosto, mas não sou nerd. Não sou nerd, porque gosto de jogar bola, e o mulherio tem lá seus encantos por mim. (‘valeu pegador’ eu sei que vocês disseram isso) Mas também não faço o estilo sou-pegador-e-curto-micareta-rave-bailefunk-pagodão-ah-sou-eclético, porque não tenho o cabelinho arrepiado com gelzinho, – e nem cortado, sejamos francos - não faço barba, ouço Los Hermanos, Kings of Convenience, Toranja, Radiohead, QOTSA, (só cinco tá bom) estou totalmente fora de forma e algumas roupas que ainda uso, estão rasgadas bizarramente. Aí, você pega essa minha avaliação e diz: - “Meu, resolvi seu problema. Cê é indie, mano!”. Digo que não, e explico o porquê. Não sou indie porque não uso calças coladinhas, meu cabelo não fica sem ser lavado por mais de um dia, não ouço Sonic Youth, não dou uma de drogado-modernê nas fotos do orkut e minha segunda roupa não é a ironia.

Enfim, tenho um pouco de todos em mim, e sinceramente, escrever sobre isso me fez ver que eu gosto mesmo é de ser um pouco de todo mundo e não ter um estilo definido. Porque bom mesmo é ser o que você quiser, e não seguir tendências. Bom mesmo é fazer o que você quiser, e não ligar pro que vão falar. E se no país reina a democracia, que nós possamos então, expressar nossas opiniões, exibir nossas religiões, dividir a cultura de nossas raças e não ter vergonha de nossa opção sexual, sem sermos excluídos de qualquer ambiente, ou círculo social. Ou seja:

Que se foda!

É. Acho que falei um pouco de mim.

Falando sério: Política.

O estado de hoje dos governos municipais, estaduais, e do federal não é lá nada bom. Como pode um país aceitar viver sob a batuta de um presidente cujo partido que afilia-se, nos apresentou o maior dos maiores escândalos políticos de todos os tempos? Como pode uma população aceitar isso, sem nem querer fazer nada! Se não foi ontem, foi anteontem, estava eu lendo a Revista Veja, - de honestidade muito duvidosa por parte de muitos intelectuais, diga-se de passagem – e numa de suas matérias, na que falava sobre o governo do presidente Lula, havia uma foto cuja estética chegava a ser assustadora. Eram Luís Inácio ‘Lula’ da Silva e o ex-presidente da república Fernando Collor, – que saiu do governo quase debaixo de pontapés, depois da lambança que fez – abraçados, “juntos em nova empreitada”.

Será que nós brasileiros temos cara de idiota? Eu, quando vejo coisa do tipo, ou leio sobre, me sinto bobo, apesar dos meus, de pouquíssima quantidade, 20 anos. Me vejo morando num país, onde não existe oposição, onde não existem conceitos, onde não existem vertentes ou segmentos específicos. No Brasil, não existe esquerda. Não existe um lado que tenha suas convicções e, estando no poder ou não, haja de acordo com sua doutrina. O govenro federal, hoje, é um grande exemplo disso. O Lula, sempre foi de ‘esquerda’. Os esquerdistas, geralmente, são os trabalhadores, o proletariado. Direitistas, são a burguesia. Mal comparando, é mais ou menos isso. Aí, aquilo que ninguém nunca acreditou que fosse acontecer, acontece, e o Lula vira presidente da nossa república. Vejam bem, isso não é uma crítica ao governo Lula. Eu apenas estou cobrando aqui, toda aquela postura esquerdista que Luís Inácio e cia. sempre tiveram na hora de malhar Fernando Henrique e seus antepassados.

Foram pro governo e se bandearam pro lado de lá. Fazendo uma análise fria, metaforicamente falando, é como uma história dessas: O primo rico(PSDB) fazia muitas festas quando os pais saíam, mas tomava as devidas precauções para que ninguém soubesse das festas que aconteciam em sua casa(governo). Eis que um dia, o primo rico ficou doente, e teve de passar o bastão de anfitrião de suas festas, ao primo pobre(PT), que se deslumbrou com o poder, e acabou deixando que os pais soubessem das tais festas. Ou seja, foi o PT assumir o governo, e explode uma bomba dessas que foi o Mensalão.

Enfim, como eu já disse, isso não é uma crítica ao governo Lula, até porque, comparado aos anteriores, não foge muito ao modelo. E mais, arrisco-me a dizer que Lula está fazendo melhor do que muito presidente engomadinho por aí, falando três, quatro línguas. Mesmo assim, poderia ser melhor. Com um pouco de boa vontade, e menos falcatrua, dá pra dar um jeito. Só acontece que não há quem chegue lá em cima, e não queira enriquecer mais um pouco às nossas custas. Esse é o problema do brasileiro. Sempre querendo se dar bem às custas do vizinho. E o pior: Nós aceitamos. Continuamos votando nesses candidatos de merda, que são como o futuro namorado da sua filha. Chega pagando de bom moço, mas tá é doido pra levar sua filha pra cama, e isso, se já não levou!

Sou jovem, ainda tenho muito o que aprender, eu sei, mas acho que do jeito que tá, qualquer um consegue enxergar a safadeza que é, e assim, não vai pra frente. Gostaria muito que meus filhos vivessem num país melhor, com um pouco menos desse ar nefasto que ronda o meio político, e que pudessem desfrutar da liberdade de poder andar por um calçadão de praia, frequentar a noite, sem maiores preocupações com a violência. Não só meus filhos, mas meus netos, e assim por diante. Eu não costumo rezar, mas se rezasse, todo santo dia eu faria uma prece pedindo para que aparecesse uma alma que quisesse, de verdade mudar o futuro desse país, sem segundas intenções e que desse apenas o primeiro passo. Alguém que começasse a botar ordem na casa. Isso porque, por enquanto, ninguém deu as caras ainda né?

Os governos estaduais e municipais, nem precisamos falar. Agora, só uma coisa que eu gostaria muito de saber: Onde foi que nasceu essa impunidade ao crime do roubo dentro da política? Onde concederam esse poder, e a quem, pra que fossem feitas atrocidades como a que o próprio Fernando Collor fez? – e só saiu do poder, porque o Brasil inteiro chiou, reclamou, reivindicou e bateu o pé. Afinal, quem não se lembra dos estudantes que foram às ruas protestar, os caras pintadas? Aquilo sim é Brasil, aquilo sim é orgulho de ter nascido aqui, é cuidado com nossa terra. É a garra de um povo que foi colonizado e sugado até a última gota pelos Portugueses, mas não se deixou abater. Aquilo sim, dá gosto de ver. Essa pouca vergonha que esfregam na nossa cara, me dá nojo.

Um abraço e anulem seus votos.

Meu Avô.

Olá, volto a postar no blogspot, mas agora de cara nova! E para brindar minha volta, vou contar uma história de um cara muito bem quisto por mim. O meu avô. Ele mesmo. O Darly Neném. Malandro de Marechal. Aquele que nunca dá mole pra “kojak” – como ele mesmo diz.

Mas infelizmente, um dia, o malandro se deu mal. Haha.



Em mais uma noite louca dessas dele aí, – pra quem não conhece, Darly Neném é um dos boêmios mais conhecidos da região, mas hoje, já com sua idade avançada, não consegue dar conta de toda a festança. – saem ele e os amigos, a fim de tomar umas, e comemorar a chegada de mais um fim de semana.

Como de costume, Seu Darly - como é chamado pelos mais distantes - começou a ficar locasso. E ele quando fica doidão, fica mesmo. Mal consegue andar, ou melhor, mal consegue parar em pé. E algumas vezes, acidentes de percurso se fazem presentes em suas aventuras. Enfim, nesse dia, ele queria parar pra beber na sinuca. Muito bem. Ao chegar no recinto, ainda do lado de fora, ele, já embrasado, sentiu aquela vontade avassaladora de ir ao banheiro fazer o nº 2. Ele, que estava com mais um amigo, virou-se para o amigo e disse:

- “Ô Fulaninho, vou cagar ali no cantinho aqui na rua mesmo.”

E ficou tudo certo. O amigo consentiu com a cabeça, e ele foi. Parou em frente ao portão de uma oficina, aliás, oficina essa, de um grande amigo dele, abaixou a bermuda, e largou o saci lá mesmo. Após alguns minutos, trabalho feito, Darly se recompõe, veste a bermuda mais uma vez, e tranquilamente, faz um sinal para o amigo que vai logo entrando. Darly conhecido como ninguém no seu bairro, entrou e foi quase ovacionado pelos amigos – tá, quase ovacionado eu dei uma forçada, mas todo mundo gosta do coroa.

Eis então que algum amigo dele tem a brilhante idéia de convidar Darly Neném a sentar-se e “sem cerimônia, porque hoje é tudo por minha conta”.

Darly, assim que se sentou, sentiu algo esquisito, meio quente e gelatinoso, na parte de trás, por dentro de sua bermuda. Mas, como um bom malandro que é, deixou quieto e do jeito que tava ficou. Só que começou a subir um cheiro insuportável, e as pessoas se perguntavam entre si se alguém tinha soltado um peido, ou sei lá, alguma fossa estaria aberta ali perto. Enfim, alguma coisa tinha que estar exalando aquele odor fétido.

Isso até quando ele não pode mais esconder. Levantou-se, e viu que todo aquele cocô que ele pensava ter despejado no portão da oficina, estava alojado em sua cueca o tempo todo. Depois de muito ter sido sacaneado, Darly Neném não contava com essa. Não contentes com a desgraça alheia, os "amigos" de Darly, resolveram o levar para um lava-jato de posto de gasolina. Abaixaram as calças e as cuecas dele, e meteram aquela mangueira onde a água sai fortíssima, na bunda do coroa. Sacanagem.



Mas tá valendo. Isso mostra que eles são coroas com a alma jovem.

É legal.

Talvez eu faça isso com alguns dos meus amigos. Temos a alma jovem. =D

Meu novo blog.

Abandonei o blogspot. Abandonei não, mas agora vou postar por lá. Talvez eu até volte aqui, mas acontece que o wordpress me pagou mais... rs.

Já tem coisa nova lá. ;)

www.pireswithlasers.wordpress.com
www.pireswithlasers.wordpress.com

Cagando e andando.

Eu era moleque ainda, devia ter meus 12 anos, sei lá. Eu fazia a 6ª série do Santa Mônica. Como de costume, no final do ano, lá estava eu de prova final em Matemática. Sempre fui uma negação para os números. A prova seria no Sábado e, por mais incrível que possa parecer, eu tinha estudado e tava achando que ia me dar bem. Vou avisar algumas coisas antes de dar continuidade à história. Não me lembro de muitos detalhes, pois tem tempo essa história já e se você estiver comendo algo, pare. Ou não leia agora.

 

Acordei, 7 da manhã, cara amassada, molequinho ainda. Gordinho, parecia um pãozinho de queijo daqueles que se compra à quilo. Fui tomar meu banho, escovei os dentes e tal, nunca dei muito trabalho à minha mãe quanto à isso. Vocês acreditem ou não, eu não tomava café da manhã. Não gostava porque eu era/sou muito sensível com comida. Se bater mal no estômago, eu tô no banheiro minutos depois. Só que nesse dia, eu resolvi, no mínimo, beber alguma coisa, já tava havia um tempo sem tomar café de manhã e não achei que fosse fazer mal, mas aí é que vem o detalhe. Como uma boa formiga, eu adorava um doce: Tomei um copãão de nescau bem preto e saí de casa. Beleza.

 

Cheguei no colégio, encontrei a galera e subi pra fazer a prova. Já sentado na cadeira, recebi a prova, passei o olho por ela e pensei: “Poorra, tranquilinho, passei.” Hm, quem me dera que tivesse sido tão fácil.

 

Fiz a primeira questão, corretamente, diga-se de passagem, e quando passei pra segunda, senti um borbulhar no meu estômago, bem fraquinho, mas senti. Pensei comigo: “Haha, vou soltar um daqueles aqui na sala, nego vai pirar”. Quando me larguei, malandro, veio a avalanche. Aí eu travei e ao mesmo tempo se criou uma gota de suor na minha testa. A parada começou a ficar tensa aí. As borbulhadas no estômago foram aumentando de intensidade, várias outras partículas de suor iam se instalando pelo meu rosto, e eu acelerei o ritmo da prova, fui fazendo as questões rapido, até quando não deu mais, eu me levantei e entreguei a prova à professora e já ia saindo da sala direto pro banheiro, quando ela diz: “Fellipe, vai aonde? Tem que esperar bater o sinal.” Olhei no relógio, faltavam eternos quinze minutos. Me desesperei.

 

A professora, nesse dia, levou a filhinha dela pra sala de aula, pequena, devia ter seus três aninhos. Pra que. A garota cismou de vir brincar comigo, e eu novinho né, todo educadinho, mó sem graça de fazer qualquer coisa que a professora me repreendesse, e suando, e travado. Dando uns sorrisinhos amarelos pra menina, ouvi o sinal bater.

 

Saí em disparada diretamente pro banheiro, desci escada, nego falando comigo e tal “E ae, Fellipe, chega aqui… ialá, saiu fora” e eu descendo voado. Cheguei no banheiro, a servente – que tem mãe na zona, não me deixou dar uma cagada – disse: “Estou lavando, dois minutinhos meu amor.” Falei: “Ahn, tá.” Pensei: “VÁ SE FODER SUA PORCA IMUNDA DA PORRA SUA BOCA FEDE SUA RIDÍCULA VOCE FEDE A LIXO TOMARA QUE MORRA”

 

Saí do colégio, andando como se fosse um pinguim, cara vocês não imaginam como tava a situação. Puta que pariu. Eu tinha que atravessar uma ponte pra chegar em casa, uma ponte dessas que passa carro e passa gente. Quando cheguei na ponte, não aguentei mais. Parei de andar. Por um momento, pensei em por a bunda na linha do trem, e cagar no trilho. Desisti logo depois imaginando a cena: ‘Fellipe cagando e passa um conhecido na hora’. Me apoiei no parapeito da ponte, – gente voces não imaginam como eu tava eu não tava mais aguentando aquele coco querendo sair eu não consegui juro desculpa rs – e deixei sair. Tudo. E quando eu digo tudo, eu digo MUITA COISA. Aí me deu a louca e eu saí correndo. Saí correndo, que se foda, não queria saber. Eu tava com uma calça de moleton, larga, e a merda saía pela calça, saca? Voava nos carros, e eu correndo e cagando. HAHAHAHAHAHAHAAHAHAH Nem eu me aguentei e comecei a rir agora. Peraí. haha

 

Aí eu, todo cagado, resolvi ir pra casa do meu pai, que era mais perto, o tempo que eu teria que andar na rua seria menor, logicamente. Chegando lá, toquei o interfone, a empregada abriu o portão. Cheguei no apartamento, toquei a campainha, ela abriu a porta, olhou pra minha cara e, diante daquela pessoa parada ali, sem falar/fazer nada, disse: “Entra, menino!”

 

Aí eu disse: “Não, não, obrigado.” cara, olha o que eu disse, a empregada me convidou a entrar na casa do meu pai e eu disse não brigado haha

Ela, sem entender deu uma examinada em mim, aí pronto. Ela só pôs a mão no nariz, e disse: “PELOS FUNDOS!”

 

Bom, entrei, tomei 31414 banhos seguidos, joguei a roupa, o tênis, até a camisa fora, e fui zoado pela minha família por um bom tempo com essa história, isso porque meu pai não deixaria de contar pra toda a família.

 

P.S.: Sobre a prova, da prova final eu fui pra recuperação, e passei =D

E essa história tem tempo, eu tinha 12 anos, então nada de associações. Aliás, nem foi comigo, foi com um amigo, só contei como se fosse eu pra dar mais graça…

FGTS – Feliz é o Gordodojôsoares que Trabalha Sentado.

Parece que hoje botaram o level do meu dia no very hard.

Tive que ir ao Rio Comprido resolver algumas pendências, (um tanto antigas, diga-se de passagem) do meu último emprego. Só pra não ficar sem pé nem cabeça, explicarei a seguir um pedaço de toda a aventura.

 

Foi meu primeiro emprego de carteira assinada. Bom, enfim, meu primeiro emprego, emprego mesmo. Como é de conhecimento da maioria, todo trabalhador tem direito a uma porra de um PIS, que eu mal sei o que é, sei que é dinheiro então tô dentro. O meu número de PIS foi gerado pelo Ministério do Trabalho, e esse mesmo número deveria ter sido registrado como número de PIS do trabalhador Fellipe Babaca Otário Pires de Souza. O que não foi feito pela empresa. Até aí, ok. Apenas mais trabalho pro peão. Trabalho esse que aliás, eu de fato teria, mas que não me foi avisado que existiria por, absolutamente, ninguém. Enfim, uma completa desordem NAQUELA ZONA DA PORRA.

 

Nove meses depois, fui demitido, dando graças a Deus. - não aguentava mais ter que ir pra Barra da Tijuca [esclarecendo, trabalhava na Barra, mas a sede da empresa é no Rio Comprido] todo santo dia às seis da matina (pra quem não sabe, a Barra fica uma esquina antes do inferno e a porta por onde se entra, é a mesma por onde se sai) – Sendo assim, fui logo tomando as providências cabíveis pra ver a cor do dindin que eu teria que receber. Assinar aviso prévio, rescisão, essas burocracias. E pasmem, queridos amigos, até aí, tudo ocorreu na santa paz de São Longuinho. Até que eu, finalmente, me depararia com o inevitável. O que eu sempre ouvi falar, na infância e adolescência, agora eu sentiria na pele. Eu falo do purgatório que é pra conseguir pegar a quantia do FGTS – Fundo de Garantia de Tempo de Serviço. (acho que é isso)

 

Talvez não tenha sido pra alguns toda essa surra de vara de goiabeira, mas pra mim – sempre comigo que acontecem essas coisas,caraputaquepariu – foi. Isso porque como eu já disse anteriormente, os animaizinhos de rabo da empresa, NÃO CADASTRARAM O RAIO DO NÚMERO DE PIS, que o Ministério do Trabalho gerou pra mim, junto à Caixa Econômica Federal – Instituição que fica “cuidando” da grana, e que aliás, tem empregados despreparados, mal-humorados, mal-educados e  feios pra porra. -

 

E lá vai o Fellipão caradebostaseca, lépido, fagueiro, serelepe e pimpão, na caixa pra pegar a grana, feliz e desconhecedor da merda que viria logo a seguir:

- “Senhor, não há quantia nenhuma cadastrada no seu número de PIS…”

- “Como assim?”

- “O senhor terá que voltar à sede da sua empresa e pedir que retifiquem o número do seu pis, do que está agora, para este aqui” [e dá uma folha com o nº pro Fellipe]

 

Pensei comigo, beleza. Eu me estressar por causa disso? No way. – Vide teoria do playmobil: http://substantivolatil.com/archives/t30r14-d0-pl4ym081l.php

Voltei à empresa no dia seguinte e pedi que fosse retificada, aquela baboseira toda que eu já disse o que é. A mina lá, com um mau-humor do caralho – é, não se encontra esse tipo de coisa só na caixa – disse que tudo bem, pegou minhas folhas de rescisão e disse que faria. Uma hora e meia depois, volta ela, e me entrega as folhas de novo, e diz: “Pronto, agora é só ir na Caixa e pegar o seu Fundo.” Ponto pra mim.

 

No mesmo dia, peguei um ônibus que passa pela R. Dias da Cruz, no Méier, onde, coincidentemente, há uma agência da Caixa. Desci por lá mesmo, e fui tentar resolver logo tudo de uma vez.

E meu irmão, te digo que rapadura é doce, mas não é mole não. A mulher da caixa me disse que eu precisaria do nº de chave de identificação do caralho à quatro. Mandei a mocinha ir tomar no meio do cu, mentalmente é claro, e fui pra casa. Liguei pra empresa e consegui o número. Nesse espaço de tempo, podem contar uns quinze dias aí. Peguei TODOS os meus panos de bunda e me mandei pra Caixa novamente, com ‘tudo em ordem’ dessa vez. E vocês acreditam que chegando à Caixa, a atendente me disse que eu teria que voltar à empresa pra fazer a retificação do nº de PIS na minha folha de rescisão?

Eu, incrédulo – preferia acreditar num erro da atendente, do que numa sacanagem dessas – dei uma risada e disse: “Mas eu já fiz isso.”

Ela rebateu: “Sim, senhor, o senhor pode até ter feito, mas não tá na sua folha de rescisão e infelizmente…”

 

Nesse momento eu só pensava na carinha daquela vaca, atendente da minha ex empresa, sendo esmagada pelo meu adidas velho e mal-cheiroso.

 

Enfim, fui lá hoje, esperei das onze da manhã, às quatro da tarde, pros filhos de quenga fazerem uma simples retificação em UM(1) campo da minha folha de rescisão. Eu tinha prometido pra mim mesmo que eu resolveria isso hoje nem que eu tivesse que mudar meu nome pra Raimundo Nonato. E consegui.

 

O que resta pra fazer agora, eu faço em dois tempos. Mas foi um CUsto, malandro.

Não desejo uma dor de cabeça dessas nem pro Galvão Bueno.

 

Pois é, como já disse o jogador-poeta Denílson:

F-O-I: Fui.

bjk no coraxxxaaaauuuumm

deicha mensagen ok

[esclarecendo que os erros (alguns, pelo menos rere) foram propositais] ;)

Achou que esse texto fosse ficar guardado pra sempre é?

31 outubro 2008.
Finalmente vou poder acordar de madrugada e tudo q pensar...e as vezes quero escrever...vou poder colocar aqui.
Fomos eu e Lipe comprar essa peça tao esperada por essa casa. Quando o Fellipe tinha sete anos...e mta gente nao tinha
um computador, maezinha comprou um pra ele...nem tinhamos essa coisa da internet...o lance era ter um pc. Tinha
mos...enfim...depois virou lata velha...e demos um fim...aí o Fellipe foi tendo de tudo mais moderno...
ia comprando as coisas pra ele...Natal...era aquele suspense...po..filho..nao deu pra comprar o q vc pediu...rs...era aquele
climao...e obvio q o presente solicitado pela minha joia estava la intacto na arvore...vida q segue...

So tenho q agradecer a DEUS por tudo q ele vem feito na minha vida...se alguem q tem olhos afortunados...observar vai falar...mas o q vc tem demais?
Pessoas. Eu coleciono pessoas especiais na minha vida...Entao sou mto feliz com o pouco q tenho material , porque sou mto feliz com o carinho verdadeiro
que tenho diario...Ser querida, respeitada...é uma dadiva...

To com sono. vou dormir. Amanha vamos ver se colocamos internet nessa nova carroça. 2 gb. Ui. Cara, é mta informaçao para comprar um computador...e eu q
nao entendo nada...fico perdidinha...a Deb me encheu de informaçoes...quer dizer..ela so me deixou foi mais é tonta...é uma figura essa deb...

Hoje nos temos...eu.lipe.leo.astro. Nossa casa, nossa vida...e vamos q vamos...

fui.
bjo
da Sil


-



Esse texto minha mãe escreveu, e nunca mostrou a ninguém, e eu, um dia, futucando o pc aqui, achei. Ela é linda demais...

Foda.

Maturidade.

Ela chega sem avisar, e chega botando ordem na casa. Deixa eu falar logo, antes que algumas pessoas pensem: "Mas você mal saiu das fraldas, quem você pensa que é pra falar disso?". Ok, eu sei muito bem que um cara de vinte anos, não é lá a pessoa mais apropriada pra falar sobre um assunto tão maduro, - com o perdão do trocadilho - mas acredito já ter contato com nossa amiguinha maturidade. O que eu vou fazer aqui, não é tarefa das mais fáceis. Vou tentar explicar como foi essa fase de flerte com a dita cuja e, como vem sendo o namoro que firmamos desde o início desse ano. Mais precisamente, na sexta-feira antes do carnaval. Coincidentemente, ou não, essa data também foi a data do término do meu último relacionamento. Detalhe. Mas vamos ao que interessa.

 

Eu tinha um comportamento uniforme. Eu era sempre do mesmo jeito em qualquer lugar. Eu era novo, mas carregava as ranzinzices do meu pai, coisa que hoje vejo que até certo ponto é bom, mas eu acabei me 'concentrando demais nessa aula'. Eu era mais ou menos assim: Chegava num lugar diferente, e só me preocupava com o que poderiam pensar de mim. Ou seja, media minhas atitudes do início até o final, sempre tentando direcioná-las, de modo que eu sempre estivesse mostrando o que eu 'era'. Eu gostava de passar imagem de machão, cara inteligente e engraçado, de uma ironia fina, bons modos, educado e sério ao mesmo tempo. Tragédia na certa né? Ninguém conseguiria passar uma imagem dessas, ou pelo menos não com tantas coisas a mostrar dentro do tempo de duração de uma simples festa de aniversário, digamos.

 

Bom, me deixe consertar algumas coisas aqui. Do jeito que eu coloquei, fica parecendo que meu comportamento em público era um lixo e ninguém gostava de mim. Não. Pelo contrário, aliás. De todas essas qualidades que eu tentava mostrar, algumas eu até conseguia, e já fui muito elogiado, conseguia com sucesso algumas vezes. Até porque também, eu não conseguia ser assim 24 horas por dia. Eu era assim em ambientes 'estranhos', com pessoas que eu pensava ter que provar ser um cara cool e MUUUITAS VEZES, por esse motivo, já deixei de fazer/falar coisas que eu quis, por não querer passar de mal-educado, burro, lerdão. Sempre aquela velha história: Me preocupando com que os outros pensariam. Com quem eu sabia que não faria um mau juízo meu, eu era o Fellipe real.

 

Voltemos à tal sexta-feira, dia fatídico por sinal. Proveitoso também, devo acrescentar.  Proveitoso pelo fato de hoje, eu me sentir mais maduro. Coincidentemente, ou não, com relação ao término do namoro. Acho até que: - parafraseando alguém que certamente foi chamado de idiota assim que proferiu essas palavras, mas, muito justamente, hoje elas são usadas em muitas discussões, para separar laranja de tangerina. - "Uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa.". Depois desse dia, foi gradativo. As coisas foram mudando, aos pouquinhos, quando um dia, eu acordei e tive o estalo: "Peraí, é impressão minha, ou eu tô mais maduro?".Cheguei a essa conclusão depois de reparar que agi de forma totalmente diferente diante de algumas situações, onde talvez, só eu saberia que reação seria a minha.

 

Saber levar as coisas na brincadeira, na esportiva. Ter jogo de cintura, malemolência, saber se esquivar. Isso tudo eu só consegui na vida, depois do meu período 'P.M.' (Pós-Maturidade). Pensar menos no que os outros vão pensar, ser mais você, falar aquela besteira na frente da sua namorada nova, se te der vontade. Soltar aquela piada que, fatalmente, ninguém vai achar graça, mas te deu vontade de contar porque você a acha ótima, e não ligar de ninguém dar risada. Você matou a sua vontade. E não se preocupar com o que os outros vão pensar, pois eles só vão pensar coisas ruins, se você tiver algo ruim a mostrar. Se não tiver, ótimo, e se tiver, quem liga? Ninguém é perfeito. O mais importante é que você vai estar sendo você mesmo. Mais parece é que as pessoas percebem quando você é artificial, tenta passar uma imagem do que você não é, faz tipinho.

 

A maturidade, além disso, passa por várias outras coisas, que eu talvez ainda vá aprender, ou não. Mas, a minha iniciação nela, foi pela vertente do jogo de cintura. E por enquanto tá sendo bom ser um cara maduro. Se me encher o saco, eu pego meu boné, e peço minhas contas. Volto pros oito anos. Sem maturidade/responsabilidade/obrigações.

Ou talvez eu deva parar de tentar entender a vida, deixar o barco correr e apenas viver.

Melhor nem pensar no tempo.

Um minuto e já estamos no meio de 2009. Mais uma vez se confirma aquela velha máxima que dizem: "Esse ano voou!". E realmente, tá voando. A vida depois dos 18, passa como uma flecha. Daqui a pouco 30. E filhos. E mais responsabilidades. E constituir família. E vai. E vai. Mas eu ainda tô numa espécie de passagem de fase. De 'Hormônios à flor da pele' (16 - 20) pra 'Criando juízo' (21 - 30).

Talvez quem mais nos mostre o quanto o tempo passa rápido, sejam os filhos dos nossos conhecidos. São as crianças que nem sempre a gente vê. Encontramos no dia do aniversário, ou quando, esporadicamente, esbarramos com o pai ou a mãe pela rua. Aí você vê que a criança já não tem mais aqueles dentinhos de leite, não fala mais 'tlavisselo' e não usa mais fralda. Nunca deixando transparecer, pensa: "O que?! Olha o tamanho dessa criança! Que absurdo, tô velho, mano."

Ou então, você tá procurando aquele cd antiiiiigo do Pink Floyd no armário, e acha um álbum de fotos. Mas a sua atenção nas fotos, não fica voltada pra como você era quando tinha dez anos, e sim pro emaranhado de caracóis que povoava, desordenadamente, o cocuruto de sua querida e velha mãe, ou a calça boca-de-sino, xadrez com bolinhas em amarelo e roxo, do seu pai, que ele achava linda. Se pá, acha até hoje. - Melhor nem tocar no assunto. Ou seu tio que ainda tinha cabelo. Ou sua prima, hoje advogada, numa foto chupando o dedo aos 17 anos.

Pois é, é mais ou menos por aí que a gente vai vendo o quanto já se abriu a cratera na atmosfera, o tantão de tempo que a Hebe já tem de lucro de estar viva, ou melhor, de vida, o quanto você evoluiu e amadureceu, o que você aprendeu com as suas burradas e o quanto a vida vai ficando mais bonita com o passar do tempo. Apesar das perdas irreparáveis que o tempo faz com que sejam inevitáveis, apesar das rugas, cabelos brancos, apesar do peso que se ganha quase que por osmose, apesar das desilusões, das derrotas, das traições.

[...]

No fim das contas, é melhor nem pensar no tempo que já passou, e sim no tempo que nos resta pra viver. No que temos de concordar que somos bem mais sortudos que a Hebe.

Amigos(as)

Nós nascemos, aprendemos a falar, segurar coisas, comer e tomar banho sozinhos, andar, escrever, ler. Aprendemos o que é politicamente correto, e o que nossos pais fazem pra evitar os 'amigos' chatos, diga-se de passagem, o que é politicamente errado, além de várias outras coisas que são 'incorretas' e que, nesse texto, ficam subentendidas no que é 'politicamente errado'. Ao longo dessa jornada, conhecemos pessoas, pessoas que nos ensinam a ser o que somos, pessoas que nos mostram que caminho seguir, os famosos exemplos, sejam eles bons, ou ruins. No meio disso tudo, surgem os amigos. Os amigos são aquelas pessoas com as quais se percebe uma afinidade, de cara. São os caras que levam a culpa de ter quebrado a janela da dona Eliete junto contigo. Que ficam do seu lado na hora da briga. Que vão lá falar com a menina que você quer ficar, já que você morre de vergonha de levar um não. Os amigos são aqueles que te ajudam a pegar o carro do seu pai escondido, que fazem tudo a seu respeito, pensando no seu bem. O primeiro porre, a primeira transa, o primeiro beque. São eles que sabem e que seguram a sua onda.

- A amizade caminha paralelamente à lealdade.

Há os falsos amigos, mas esses não tem espaço aqui, eu falo de amizade mesmo.
Sei que todos no mundo, tem amigos, muitos, poucos, muitos que são confiáveis, poucos que são confiáveis... Há quem vá dizer: 'Ah, mas eu não tenho amigos... mimimi' A esses, me resta dizer que amigo não é quem você considera amigo, mas sim, o que te considera amigo. Esses sim. Talvez você não considere aquele cara seu amigo, mas ele se jogaria na frente de uma bala, e levaria o tiro no seu lugar. Coisa que você só vai saber, se realmente acontecer.

- Eles são a família que você teve a oportunidade de escolher.

Mesmo sabendo que todos tem amigos, e os respectivos amigos de cada um, são 'os melhores amigos do mundo', eu venho registrar aqui, nesse espaço, todo o meu amor e gratidão pelos caras (e meninas também, tenho GRANDES AMIGAS), dizer que sem eles, eu não seria metade do que eu sou hoje, e completar que eu não trocaria o mindinho de um amigo meu, pelo de ninguém.


Eu sempre serei um eterno apaixonado pela vida e por aqueles que fazem dos meus dias, dias melhores.

A todos vocês, o meu muito obrigado.

Fellipe Pires por... Fellipe Pires.

-
Não sei contar piadas. Nem acho muita graça. |Não sei ser irônico. Nem todo mundo entende a minha ironia e acaba me levando à sério, acarretando sérios problemas. |Não cozinho simplesmente nada. E nem tento. |Já quase fui roubado. Quase. |Já fui atropelado por um pneu. "por um pneu, cara??? :-O" É, por um pneu. |Sou ciumento encubado. Encubado às vezes. |Muito dificilmente você vai me ver chorar. Aliás, devo estar já há uns dois anos sem chorar. |Rir. Aaaah, isso você vai me ver fazer bastante. |Estudante de música da Escola Portátil de Música. Lá eu aprendo chorinho, mas gosto de rock n' roll. |Uma vez ganhei medalha de ouro num acampamento, na modalidade badminton na piscina. Ninguém pegava meu saque, cara. Foi o máximo. |Faço o bom uso do português e me orgulho de ter tido essa condição. |Quando era mais novo, eu estalava os indicadores quantas vezes você pedisse. Era surreal a parada. |Se pudesse, não trabalhava nunca mais. |O Fluminense é meu eterno amor. |Tenho família como base e amigos pra vida toda. |Minha guitarra tá horrível, empenada, velha, mal-tratada. Isso me mata. |Minha mãe é um deboche só. |Meu pai é também, só com quem conhece. Mais reservado. |Eles são separados, by the way. |Tenho um schnauzer chamado Astro. Ele é foda. |Tenho vontade de conhecer a Europa. |Já foi a época que eu ligava pra roupa de marca. |Marlboro cigarettes. |Acho que, depois da minha casa, o lugar onde me sinto mais a vontade é no Maracanã. |Já gostei mais de video-game, mas continuo na ativa. |Não troco minhas peladinhas de terça e quinta por quase nada. Quase nada. |Geralmente escrevo essas maluquices de madrugada. |Gosto de sair à noite, mas não curto agitação. |Vivem perguntando se eu sou irmão da minha mãe. Agora resta saber se é porque eu tenho cara de velho, ou porque minha mãe não aparenta a idade que tem. |Sinto muito sono em inúmeras partes do dia, inclusive, haha, olha que coincidência.

[...bocejo]

É, acho que vou nessa.

=*

Primos-Irmãos.

Hoje eu acordei um pouco saudoso da minha infância. Saudade do tempo em que a minha maior preocupação era saber onde estavam meus bonecos prediletos, ou o que pedir no natal, essas coisas.
Minha infância foi passada em sua grande parte, dentro de um ambiente de muito amor e união. Minhas melhores lembranças são com meus primos, em Araruama, ou em festas de família, ou em qualquer passeio, ou em qualquer encontro dos pais/tios, onde a regra era não ficar parado. Fomos criados como irmãos, e temos isso no sangue, esse instinto fraternal de proteção e muito amor.

Hoje, eu passei o dia relembrando como foi bom cada momento, cada briga, (isso também acontece) cada abraço, cada brincadeira, e o melhor é que hoje isso se reflete numa relação sadia e muito carinhosa. Somos parte de nossas vidas, e vocês, como não podia ser diferente, fazem parte da minha história, e serão eternos.


Léo, Chris, Guigui, Lala, Lívia, Dioín e Vivi.

Não clique neste link.

As vezes, eu não tenho nada pra falar. Hoje não é bem o caso, eu até tenho coisas a dizer. Mas prefiro não.


Volte sempre.


[Sobre o título: eu avisei]

Marcelo Camelo e seus absurdos.

Numa boa, acho que o Camelo tá dando umas viajadas na farofa.

Na minha modestíssima opinião, ele é um excelente compositor, mas, assim, ele teve uma atitude que me... assustou, digamos assim.

Numa daquelas apresentações "despretensiosas" do 'música de bolso', onde aliás numa outra dessas, ele toca, com notável destreza, - nunca enxerguei Marcelo Camelo como instrumentista, e esse vídeo de Téo e a gaivota me surpreendeu positivamente - a música Téo e a gaivota, na esquina de um bar de São Paulo.
Mas como eu ia dizendo, ele, num total desatino mental, gravou um vídeo onde teve um surto de, muito louca, pseudo-genialidade e, num canteiro central de uma daquelas vias de sampa, fez barulhos... barulhos não, ruídos bizarros com uma guitarra e um objeto não-identificado. Querendo passar uma impressão de que tipo, o que ele fez ali, poucas pessoas conseguiriam entender, mas do jeito que foi, não passou um milímetro do que, hoje, é chamado de patético. O pior é que teve gente que quis sair em defesa, não sei, passar uma impressão de intelectualóide-modernex, e comentou a favor e tal... Sinceramente, eu não sei qual foi a intenção dele. Não sei se há algo por trás disso e eu não fiquei sabendo... Sei lá, alguma piada, ou algum assunto interno...
Enfim, não sei.

Se não há nada por trás, não há nada que possa ser entendido ali.

Eu sei que, aquilo visto por uma pessoa normal, soa prepotente, arrogante, sabe?
Ele tá achando que tá num nível, que, definitivamente, ainda não tá. Acho até que ele tenha potencial pra chegar naquele nível onde até esquisitices são bem vistas, como por exemplo, se o Chico Buarque cantar Parabéns pra Você em javanês, alguém vai conseguir a proeza de ver algo poético nisso.

Ou então, ele anda se aventurando em coisas mais pesadas, se é que me entendem.
Ou isso.

-

Acho que depois de um namorico com uma menina de quinze anos, estando ele pra lá do auge dos seus trinta, ele fazer isso, só nos reforça a suspeita de que, realmente, Marcelo Camelo precisa de um psiquiatra, e urgente[!].

Pois bem. Tirem agora, vocês, suas próprias conclusões.
http://www.youtube.com/watch?v=1Gk1sMNKL7E

Eu espero, mas continuo andando.

Acho que a vida é longa, não há porque ter pressa.
As coisas podem demorar, mas elas sempre acontecem, afinal, se o final não foi feliz, é certeza de que ainda não chegamos ao final.
Você sabe do que eu tô falando. No fundo, no fundo, você sabe.


Um beijo.

Parei.

Parei de viver. Pensar. Agir.
Decidir. Conversar. Discutir.
Respirar. Idealizar. Dominar.
Mover. Juntar. Querer. Pesar.
Medir. Conquistar. Admirar.
Saber. Unir. Amar. Sentir.
Subir. Descer. Ouvir. Dizer.



O superficial é o meu máximo, por hoje.
Não falo de vida pessoal. Desculpa.

É nós.

Os Pais.

Gostaria de fazer um agradecimento aqui.
Quero agradecer, de coração, a algumas pessoas que foram, estão sendo, e serão, sempre, as pessoas mais importantes da minha vida.

Quando eu estive doente, ou quando não conseguia resolver um problema de matemática, ou quando não tinha grana suficiente pra levar a gatinha ao cinema, ou quando dava uma topada no pé da mesa, ou quando tinha pesadelos, ou quando tive medo, ou quando...
Eu poderia ficar aqui, citando inúmeras situações onde essas pessoas, tiveram papel fundamental para que fossem encontradas soluções para os meus problemas, ainda que eles tivessem milhões a serem resolvidos. Portanto, venho hoje agradecer aos caras que me concederam o direito de viver. Agradeço então, pela minha personalidade, meu caráter, meu gosto musical, meu jeito de ser. Agradeço pela minha vida, minhas coisas, meu modo de enxergar a vida e de lidar com ela.

Lembro de alguns momentos, flashes na verdade, de uma infância rodeada de muito carinho e atenção. Quando meu pai ouvia Tony Bennett e James Taylor do meu lado, talvez ele não soubesse o bem que me faria, uma vez que hoje não sou escravo dos funks, pagodes, axés e afins pelo mundo afora. Ou quando eu via minha mãe fazer chacota de tudo, levando a vida como numa brincadeira, camuflando os problemas pra que eu tivesse tranquilidade, levando as coisas do jeito que só ela sabe levar, assim, sempre de bom-humor. Ou quando meu pai me ensinava o que é agir com honestidade e hombridade, preservar valores, construir conceitos, mostrar personalidade. Ou quando minha mãe me mostrava o valor da família na vida de uma pessoa, o quão importante é ter essa base. Ou quando...

Enfim, essas pessoas tem grande parcela de culpa sobre o resultado do que eu me tornei hoje.
Agradecer não é bem o certo, acho que temos a obrigação de protegermos, uns aos outros pois, nós, - digo nós três - querendo ou não, temos um laço de amor que nunca vai acabar.

Dívida eterna com esses caras.
Se eu pudesse, eu lhes daria o mundo.

Silvio Leite e Silvana Pires, a quem eu direciono todo o meu amor incondicional, desde sempre, para todo o sempre.


Muito obrigado.

Arrependimento.

Uma das coisas sobre as quais mais se tenta ensinar, é sobre o arrependimento. Alguém aqui já se arrependeu de algo que disse, alguma vez na vida? Alguém aqui já tomou uma atitude que, momentos após, se tornou uma atitude que nunca teria sido tomada, se não fosse aquele maldito motivo? Pois é.
Eu tento, insistentemente não tomar atitudes pelo impulso, ou pelo menos, quando essas atitudes me passam pela cabeça, eu procuro dizê-las a alguém, para que, talvez, esse alguém possa me impedir. Mas há situações em que não se pode esperar, é preciso que se tome uma decisão, é necessário. Como quando numa estrada, se chega numa bifurcação.

Nesse exato momento, me encontro entre a cruz e a espada, não sei que atitude tomar quanto à esse assunto, os dois lados da balança se equivalem, considerando as coisas de forma geral, acaba ficando tudo muito igual, não havendo o fiel da balança. O fiel da balança até existe, mas acho que ele perdeu um pouco de peso, pro lado de lá. Eu poderia esperar pra ver o que vai acontecer, eu poderia fechar os olhos pra o que acontece, mas, parece que há alguém querendo me lembrar sempre que talvez, não seja bem eu, o grande protagonista da história.

Tenho opções. Alternativas a escolher sobre o que fazer. Já pensei e repensei sobre o assunto, pedi opinião a algumas pessoas, o que não ajudou muito, quero dizer, as opiniões foram todas muito bem divididas, enfim... o problema caiu no meu colo novamente.

Infelizmente, eu sei que há a possibilidade de arrependimento, mas, parece que eu estou numa bifurcação em Y.

Sonho.

Um dia de Sol na Califórnia, um dia de churrasco no quintal com a família, o deserto está longe, os carros, a cidade, tudo se move sem parar, o amor faz parte do ambiente de sua casa, e sua sogra não se encontra, só mulher e filhos. A rua está limpa, só há folhas no chão. Você então, subitamente, entra no carro e, sem satisfações, pega a rodovia e segue, deixando tudo aquilo pra trás. Todos sem saber o porquê, só você tem essa resposta dentro de você. Só você sabe o que você busca nesse momento. O vento, o Sol, tudo está perfeito, é um típico dia lindo.

Já voltando, o Sol já está se pondo, você pensa na família, em tudo de novo, e quando chega, há apenas um pedaço de carne, bem dura, na churrasqueira e não há ninguém em casa.
Você se senta, pega uma cerveja na geladeira, liga a tv e percebe que tudo isso é um sonho, e que você, na verdade, é brasileiro, mora no Rio de Janeiro, mas já ciente disso, você continua lá no seu sonho 'real', está passando um jogo de futebol americano, mas nem tudo é tão normal como era, momentos antes de você sentar-se no sofá. Você resolve então viver a sua vida americana, mas tendo noção de que é brasileiro, e de que tem seu gosto 'brasileiro' pela vida.

Olha no calendário, vê que hoje é terça, 'opa! eu jogava um futebol toda terça.'. Não joga mais, você tá nos Estados Unidos. E ao longo desse final de dia, você nota que não tem ninguém, a sua família não existe mais, você está sozinho na casa, de repente uma vontade de sair dali, tudo o que você quer é voltar a ser quem era, morar onde morava, mas você tá preso ali naquele sonho, o que resta é esperar tudo passar, você então, se senta no sofá novamente, e começa a pensar, quando alguns minutos depois, pega no sono.

Acorda, olha tudo em volta, ainda com tudo muito vivo na cabeça, e agradece por estar deitado na sua cama, e saber que está de volta ao seu lugar.

Os pássaros.


eu aflitoesó confusosem vocêporaqui assim eu sonhei masisso eunãoquis que diferença o dia se fez assimhá um conflitoumnó eu difuso enfim os pássaros vem melevaraí visitar o céu e pra vervocê levantando o véu, pra mi-im. mas eles só mevêem quando eujánão seise eu estou são o queé umsonhoruim o que é umsonho bom, que diferença a vida é igual, é assim, EU NÃÃÃO SEI, e-eu nãããão sei, nã-ão sei se issoévocê, quem bate aí, se é pr'eu te verentão deixa eu dormir.

O conformismo e a revolta.


Por um momento, eu pensei que tudo fosse ser um mar-de-rosas. Juro que sim. Hoje vejo que não, vejo que nada é bem assim. Ou melhor, tudo o que vem para o bem, requer um pouco de suor, esforço, boa-vontade. Sinceramente, nem calculava que isso pudesse acontecer, mas não imaginei que se acontecesse, fosse ser tão prejudicial. Estou de castigo. Meu medo é que TUUDO aquilo que já aconteceu, se vá pelo ralo.





Eu espero, com todas as minhas forças, que não.
Isso era pra ficar na minha cabeça, mas resolvi escrever.
Sentado, não vou ficar. Não mesmo.
Se for pra ser assim, vou esperar... vivendo.

Dr. Pepper.

Dr. Pepper.

Hipocrisia.

Existe uma espécie de código, com o qual nós somos obrigados a viver, depois que alcançamos a maturidade. A hipocrisia é o carro-chefe, diga-se de passagem. A hipocrisia, em suas variadas formas, é o que nós, quase todos os dias temos que usar, e a causa é a conveniência. Nessa lacuna do cotidiano, a nossa luta é conseguir ficar no limite da linha tênue que há entre a honestidade/sinceridade, e a conveniência. Ser honesto/sincero demais, quase nunca é o que convém.
É conveniente dizer à sua chefe que você achou o novo corte de cabelo dela pavoroso? Pois é, por zelo ao seu emprego, você não diz. É conveniente dizer a um policial, que o documento atrasado do seu carro não é nada perto do tráfico que, nem ele, e nem o batalhão dele, e nem a polícia inteira conseguem combater? Pois é, por zelo ao seu meio de transporte, você não diz. Esses são os casos extremos, onde há consequências.
Há também o caso onde é preservada a harmonia de um relacionamento, seja ele entre um casal, ou numa amizade mesmo. Aí você vai dizer: 'aaah não, eu digo tudo pro meu camarada, com a gente é sinceridade total, não tem essa...' Mas quando se evita dizer a verdade, nesses casos, realmente há motivos maiores. Tudo por conveniência.
Vivemos num mundo onde ser hipócrita se encaixa no que é chamado de 'politicamente correto'. Sua mulher te trai e você não sabe. Seu funcionário te rouba, e você não sabe. A grosso modo, vivemos num mundo onde temos que ser malandros o bastante pra não 'tomarmos volta'. Quando, nos primórdios, alguém imaginou que o mundo viraria isso?

Não quero passar imagem de bom moço, até porque, também tenho que me render à hipocrisia de vez em quando, assim como todos nós. Mas fica registrado aqui o meu protesto. Tá explicado o que encanta tanto nos bebês e crianças pelo mundo. É a pureza de quem não deve nada a ninguém e não tem medo de magoar, é pureza de quem só tem verdades a dizer.

Ao Amor.

uma infinidade de coisas, nos leva, nos remete. uma raridade nos dias de hoje. ainda existe, mas a porcentagem que dissimula cresce a cada pessoa que nasce. há o amor paternal, maternal, fraternal, que se tem por irmãos, primos, pais, familiares em geral, e amigos.

e há o amor carnal, o desejo, a admiração, o respeito, a amizade e mais todos aqueles ingredientes que compõem esse infinito que o amor representa. enfim, o amor é a ferramenta com a qual nosso convívio ganharia em qualidade, nossa história ganharia em ternura, nossa vida ganharia em felicidade.

esses sim, são amores, genuínos, originais de fábrica.
o resto, meu amigo, é conversa fiada.

não se assuste, não se oprima, não se rebele.
você saberá muito bem quando for o amor que estiver batendo à sua porta.


boa noite e,

ame sem limites.

Não adianta.

a minha verdade há de se manter firme, forte, sem pressa, assim, do jeito que tá.
a minha verdade tá guardada comigo, e é a única coisa que ninguém pode me tomar.



acredito mais em mim, do que em vocês, seus pela-sacos. esse é o problema.

tô com febre, vou pegar um edredom pra mim.
tchau.

Como termina?

e de repente, a gente começa a discordar, e todo aquele volume cai sobre minhas costas, e ao invés de chão, me vejo com os pés sobre uma corda bamba.

depois da corda, é infinito.

A gangorra da vida.

a vida é uma eterna roda gigante. melhor. na vida existe uma roda gigante pra cada assunto. e elas andam que nem o horário das capitais do mundo. é como olhar a hora de todas as capitais. relógios com a hora de vários lugares do mundo, cada um dizendo um horário. num lugar tá sol, calor, dia lindo. no outro, as pessoas dormem pra mais um dia que vem. e a vida, meu amigo, é exatamente assim. de uma hora pra outra, o tempo fecha. você tava lá em cima na roda gigante, alguns minutos e você tá perto do chão.
o que fazer quando o tempo fecha geral?
o céu de cara feia pra você, tudo cinza.
como se comportar? joga tudo pro alto? entrega os pontos? bate desespero, uma vibe péssima toma conta, a famosa bad trip. é. é ela mesma.

nessas horas, o melhor é deixar a poeira baixar. [ninguém faz nada certo de cabeça quente]
esfria, toma um copo d'água. senta. [...] pensa. age de acordo com os seus valores, faça o que mandarem seus conceitos, raciocine. use a sua cabeça, pense sempre no melhor, na melhor forma de resolver, que caminho tomar, se reerguer é a meta. e positividade sempre.

no começo, parece que não vai adiantar de nada. só tem que isso é uma caminhada onde os frutos são colhidos à longo prazo, parece que na hora não surte efeito. e, realmente, não vai. mas é certo, você é retribuído. coisa certa. é batata, como costuma dizer minha querida avó.
enquanto a medicina não se mete nisso também, e cria algo para agilizar o processo, vá caminhando devagar, pela sombra. coma pelas beiradas.

o melhor é quando você colhe os frutos da sua árvore, se senta debaixo dela pra aproveitar a sombra, e chega a hora do almoço. no rio de janeiro.

nessa hora, é só aproveitar.
e ela chega, pode esperar.


vou ali, tirar um cochilo.
volto logo, abraços.

AB+

há algo que me faz ser mais, e ir além nos meus pensamentos, buscar alguém que não existe ainda, mas que pode existir. alguém melhor, mais humano e generoso, há algo que me faz ir atrás desse cara. alguma coisa me move em direção ao futuro, onde me vejo bem-sucedido em minhas escolhas, patriarca de uma família, algo me faz lembrar disso todos os dias. há algo que me faz olhar o copo metade cheio, existe alguma coisa que me faz olhar além do céu e do sol, que me faz enxergar um mundo de possibilidades, algo que como uma lente deixa mais nítido o que é problema, o que é solução.

tem alguma coisa que me faz sorrir sem motivo no meio do dia, que me faz lembrar que o fim de semana tá aí, algo que me faz entrar numa bolha quando está presente, e o mundo vira apenas um pano de fundo.

há alguém que me faz sentir o mundo parar de girar.

Semana Santa.

acho que muito sangue frio, um pouco de jogo de cintura, segurança e a auto-estima altíssima.




mais ou menos por aí.

Tédio, velho amigo.

sente um vazio, muda tudo de lugar, olha as coisas como se não fossem suas. marca um ponto, desce uma escada, compra uma cerveja. nada muda. o único que sente isso é você, se elas souberem de tudo, você já era. você sabe disso também. busca incluir no seu cardápio coisas menos pesadas, não adianta. hoje, a sua alma não pertence a você. hoje é um daqueles dias em que você gostaria que, simplesmente, o mundo não existisse, e só uma pessoa poderia lhe dar isso. mas ela não está.
não faz mal, você levanta a cabeça e dissimula, finge estar tudo ótimo, toma um banho, se perfuma e sai, supostamente com destino, na verdade só pra perambular.
você voltou, as coisas estão no mesmo lugar, a hora não é mais a mesma, mas o tempo demora a passar. você senta, escreve e expõe todos os seus sentimentos, como se não tivesse nada a perder, não é coisa muito boa. ainda resta metade do dia, você resolve se jogar no sofá e esperar passar esse tormento, quando minutos após chega o tédio e, finalmente, você se alegra e vai matar a saudade.

velho amigo tédio, depois de algum tempo, a me acompanhar novamente.

uma semana e eu já estou entediado dele, receber uma visita é legal, mas ele é um cara muito difícil de se conviver.

'Pega e faz.'

a gente não sabe o que vai acontecer, a gente não tem a mínima noção. quando acha que sim, vem a roda viva e diz que não. e vice-versa. depois de muito tempo, a gente aprende a jogar, vai aprendendo ao longo da jornada, vai aprendendo a viver, com o perdão do plágio, vivendo e aprendendo a jogar.
melhor deixar rolar, viver sem pensar demais, o que o mundo quer de você é toda a sua espontaneidade, 'faça o que der na telha', sem pensar duas vezes, é sempre mais gostoso.
claro que, como tudo na vida, há de haver sua moderação para que dê certo. mas lembre-se sempre de ser você mesmo, não importa o que aconteça, ou quem estiver a te assistir, faça o que você achar melhor, e deixe o julgamento pra depois, afinal, ninguém NUNCA vai conseguir agradar a todos.

outra coisa que eu aprendi também é que os clichês, às vezes, também tem razão.

Menina Bordada.

menina bonita bordada de flor
menina bonita bordada de flor
eu vi primeiro
eu vi primeiro
eu vi primeiro

todo encanto dessa moça
todo encanto dessa moça

vai ver era só dizer a ela assim, oi
moça por favor,
cuida bem de mim.

-

Marcelo Camelo.

Inspiração só ao natural.

eu tento, tento, mas não consigo.
eu tento melhorar meu desempenho, tento ser mais e mais, mas, infelizmente, não consigo.
é o tipo de coisa que só depois de um tempo.
queria ter nascido, já, com essa capacidade de, realmente, não ligar pro que os outros pensam. isso é quase que um dom, cara. eu venho melhorando, bem pouco, a cada dia, mas ainda é pouco pra sair, botar a cara assim, sei que ainda vou bater muita cabeça.

mas tem nada não, eu vou aqui, devagarinho, com meu passo de formiga, e, não importa o tempo que levar, eu sei que um dia eu chego, um dia eu ainda faço parte da elite. pode escrever.

Ficção científica.

a tendência, na vida, é a tecnologia ter influência em quase tudo, e a evolução da espécie ditar o ritmo no qual devemos andar. o saudosista percebe isso e se coloca exatamente em posição totalmente contrária, e começa a discordar, que nem uma criança que faz birra.
por melhor que seja, por maior que seja, por mais bonito, por mais eficiente, 'no nosso tempo, era melhor.'

os mestres da nostalgia gritam: 'ahh, a música de antigamente, o futebol de antigamente!'

se hoje tem muita música merda, é porque se abriu um leque de opções dentro da música, onde quem não podia participar, hoje em dia participa, isso porque sabe operar um computador, e acaba virando dj. mesmo sem ter o mínimo dom. ou pior.
aprende meia dúzia de acordes numa guitarra irada, corta uma franja e faz chapinha nela, usa all star, tem cintura 38 e compra uma calça 22.
pronto. a receita pro sucesso.

apesar de, hoje em dia, haver muita música boa ainda. e não falo da música do tempo da brilhantina.

se o futebol de hoje em dia, tá feio, nivelado por baixo, é porque a tecnologia, especificamente no preparo físico, deu oportunidade a quem não alcançava os craques na habilidade.
e hoje, esses pernas-de-pau, correm os noventa minutos bufando no cangote dos caras, e não os deixam praticar o futebol arte. apenas por isso, e não por ter caído o número de natalidade de craques no país do futebol.

enfim, muita coisa mudou pra pior, concordamos.

agora só nos resta esperar pelo tão esperado dia em que, vocês da velha-guarda, assumirão que poder falar, através da tão celebrada internet, com o seu filho, - quiçá vê-lo! que marvelous. - [ele que tinha decidido fazer uma viagem pro lichtenstein],
na hora que quiser, é o que há de melhor.

aaah, liguem suas televisões, joguem fora suas vitrolas.
o século XXI tá aí, comprem iPods.
usem e abusem da internet, ela é nossa.

haha, ;*

Limitações de coletivdade.

tenho cabeça. até certo ponto[?].
pois é, não tenho cabeça.

[ei, tenho sim.]

certo sempre serei de que tenho cabeça.
por um momento, eu cheguei a duvidar.

nunca duvidei de você.
em hipótese alguma.


algum dia você já parou pra pensar na sua vida? você diz que sim, eu, particularmente, não acredito. na verdade, acho que nem eu mesmo, um dia, parei pra pensar na minha vida.

bbbbbbbbbbbbbig brother brasil? essa porra é toda combinada! maluquice.
chega.
chega.
chega.



arrogâncias fazem parte do negócio.



-


Obrigado, amigo(a). O lugar é seu.

Fluminense.

estou feliz.

me pergunte o motivo.
[imaginemos que estamos frente à frente, e você me perguntou: por que você tá feliz, fellipe?]

o meu time acaba de vencer, espetacularmente diga-se de passagem, o botafogo.

nesses e, não só nesses momentos, eu vejo o quanto o fluminense influencia no meu humor.
é uma paixão arrebatadora, quando vejo meu time entrar em campo, é coisa linda. e não existe emoção igual a de assistir a uma vitória dessas no maraca, impecavelmente colorido pela torcida das cores mais bonitas do brasil, quiçá do mundo.
o fluminense é muito mais do que apenas um clube de futebol.

ser fluminense é ser amor.

registro de vitórias:

Flu 2 x 1 Bota HHHAHAHAH THIAGO

SAUDAÇÕES TRICOLORES.
 

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