Meu novo blog.

Abandonei o blogspot. Abandonei não, mas agora vou postar por lá. Talvez eu até volte aqui, mas acontece que o wordpress me pagou mais... rs.

Já tem coisa nova lá. ;)

www.pireswithlasers.wordpress.com
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Cagando e andando.

Eu era moleque ainda, devia ter meus 12 anos, sei lá. Eu fazia a 6ª série do Santa Mônica. Como de costume, no final do ano, lá estava eu de prova final em Matemática. Sempre fui uma negação para os números. A prova seria no Sábado e, por mais incrível que possa parecer, eu tinha estudado e tava achando que ia me dar bem. Vou avisar algumas coisas antes de dar continuidade à história. Não me lembro de muitos detalhes, pois tem tempo essa história já e se você estiver comendo algo, pare. Ou não leia agora.

 

Acordei, 7 da manhã, cara amassada, molequinho ainda. Gordinho, parecia um pãozinho de queijo daqueles que se compra à quilo. Fui tomar meu banho, escovei os dentes e tal, nunca dei muito trabalho à minha mãe quanto à isso. Vocês acreditem ou não, eu não tomava café da manhã. Não gostava porque eu era/sou muito sensível com comida. Se bater mal no estômago, eu tô no banheiro minutos depois. Só que nesse dia, eu resolvi, no mínimo, beber alguma coisa, já tava havia um tempo sem tomar café de manhã e não achei que fosse fazer mal, mas aí é que vem o detalhe. Como uma boa formiga, eu adorava um doce: Tomei um copãão de nescau bem preto e saí de casa. Beleza.

 

Cheguei no colégio, encontrei a galera e subi pra fazer a prova. Já sentado na cadeira, recebi a prova, passei o olho por ela e pensei: “Poorra, tranquilinho, passei.” Hm, quem me dera que tivesse sido tão fácil.

 

Fiz a primeira questão, corretamente, diga-se de passagem, e quando passei pra segunda, senti um borbulhar no meu estômago, bem fraquinho, mas senti. Pensei comigo: “Haha, vou soltar um daqueles aqui na sala, nego vai pirar”. Quando me larguei, malandro, veio a avalanche. Aí eu travei e ao mesmo tempo se criou uma gota de suor na minha testa. A parada começou a ficar tensa aí. As borbulhadas no estômago foram aumentando de intensidade, várias outras partículas de suor iam se instalando pelo meu rosto, e eu acelerei o ritmo da prova, fui fazendo as questões rapido, até quando não deu mais, eu me levantei e entreguei a prova à professora e já ia saindo da sala direto pro banheiro, quando ela diz: “Fellipe, vai aonde? Tem que esperar bater o sinal.” Olhei no relógio, faltavam eternos quinze minutos. Me desesperei.

 

A professora, nesse dia, levou a filhinha dela pra sala de aula, pequena, devia ter seus três aninhos. Pra que. A garota cismou de vir brincar comigo, e eu novinho né, todo educadinho, mó sem graça de fazer qualquer coisa que a professora me repreendesse, e suando, e travado. Dando uns sorrisinhos amarelos pra menina, ouvi o sinal bater.

 

Saí em disparada diretamente pro banheiro, desci escada, nego falando comigo e tal “E ae, Fellipe, chega aqui… ialá, saiu fora” e eu descendo voado. Cheguei no banheiro, a servente – que tem mãe na zona, não me deixou dar uma cagada – disse: “Estou lavando, dois minutinhos meu amor.” Falei: “Ahn, tá.” Pensei: “VÁ SE FODER SUA PORCA IMUNDA DA PORRA SUA BOCA FEDE SUA RIDÍCULA VOCE FEDE A LIXO TOMARA QUE MORRA”

 

Saí do colégio, andando como se fosse um pinguim, cara vocês não imaginam como tava a situação. Puta que pariu. Eu tinha que atravessar uma ponte pra chegar em casa, uma ponte dessas que passa carro e passa gente. Quando cheguei na ponte, não aguentei mais. Parei de andar. Por um momento, pensei em por a bunda na linha do trem, e cagar no trilho. Desisti logo depois imaginando a cena: ‘Fellipe cagando e passa um conhecido na hora’. Me apoiei no parapeito da ponte, – gente voces não imaginam como eu tava eu não tava mais aguentando aquele coco querendo sair eu não consegui juro desculpa rs – e deixei sair. Tudo. E quando eu digo tudo, eu digo MUITA COISA. Aí me deu a louca e eu saí correndo. Saí correndo, que se foda, não queria saber. Eu tava com uma calça de moleton, larga, e a merda saía pela calça, saca? Voava nos carros, e eu correndo e cagando. HAHAHAHAHAHAHAAHAHAH Nem eu me aguentei e comecei a rir agora. Peraí. haha

 

Aí eu, todo cagado, resolvi ir pra casa do meu pai, que era mais perto, o tempo que eu teria que andar na rua seria menor, logicamente. Chegando lá, toquei o interfone, a empregada abriu o portão. Cheguei no apartamento, toquei a campainha, ela abriu a porta, olhou pra minha cara e, diante daquela pessoa parada ali, sem falar/fazer nada, disse: “Entra, menino!”

 

Aí eu disse: “Não, não, obrigado.” cara, olha o que eu disse, a empregada me convidou a entrar na casa do meu pai e eu disse não brigado haha

Ela, sem entender deu uma examinada em mim, aí pronto. Ela só pôs a mão no nariz, e disse: “PELOS FUNDOS!”

 

Bom, entrei, tomei 31414 banhos seguidos, joguei a roupa, o tênis, até a camisa fora, e fui zoado pela minha família por um bom tempo com essa história, isso porque meu pai não deixaria de contar pra toda a família.

 

P.S.: Sobre a prova, da prova final eu fui pra recuperação, e passei =D

E essa história tem tempo, eu tinha 12 anos, então nada de associações. Aliás, nem foi comigo, foi com um amigo, só contei como se fosse eu pra dar mais graça…

FGTS – Feliz é o Gordodojôsoares que Trabalha Sentado.

Parece que hoje botaram o level do meu dia no very hard.

Tive que ir ao Rio Comprido resolver algumas pendências, (um tanto antigas, diga-se de passagem) do meu último emprego. Só pra não ficar sem pé nem cabeça, explicarei a seguir um pedaço de toda a aventura.

 

Foi meu primeiro emprego de carteira assinada. Bom, enfim, meu primeiro emprego, emprego mesmo. Como é de conhecimento da maioria, todo trabalhador tem direito a uma porra de um PIS, que eu mal sei o que é, sei que é dinheiro então tô dentro. O meu número de PIS foi gerado pelo Ministério do Trabalho, e esse mesmo número deveria ter sido registrado como número de PIS do trabalhador Fellipe Babaca Otário Pires de Souza. O que não foi feito pela empresa. Até aí, ok. Apenas mais trabalho pro peão. Trabalho esse que aliás, eu de fato teria, mas que não me foi avisado que existiria por, absolutamente, ninguém. Enfim, uma completa desordem NAQUELA ZONA DA PORRA.

 

Nove meses depois, fui demitido, dando graças a Deus. - não aguentava mais ter que ir pra Barra da Tijuca [esclarecendo, trabalhava na Barra, mas a sede da empresa é no Rio Comprido] todo santo dia às seis da matina (pra quem não sabe, a Barra fica uma esquina antes do inferno e a porta por onde se entra, é a mesma por onde se sai) – Sendo assim, fui logo tomando as providências cabíveis pra ver a cor do dindin que eu teria que receber. Assinar aviso prévio, rescisão, essas burocracias. E pasmem, queridos amigos, até aí, tudo ocorreu na santa paz de São Longuinho. Até que eu, finalmente, me depararia com o inevitável. O que eu sempre ouvi falar, na infância e adolescência, agora eu sentiria na pele. Eu falo do purgatório que é pra conseguir pegar a quantia do FGTS – Fundo de Garantia de Tempo de Serviço. (acho que é isso)

 

Talvez não tenha sido pra alguns toda essa surra de vara de goiabeira, mas pra mim – sempre comigo que acontecem essas coisas,caraputaquepariu – foi. Isso porque como eu já disse anteriormente, os animaizinhos de rabo da empresa, NÃO CADASTRARAM O RAIO DO NÚMERO DE PIS, que o Ministério do Trabalho gerou pra mim, junto à Caixa Econômica Federal – Instituição que fica “cuidando” da grana, e que aliás, tem empregados despreparados, mal-humorados, mal-educados e  feios pra porra. -

 

E lá vai o Fellipão caradebostaseca, lépido, fagueiro, serelepe e pimpão, na caixa pra pegar a grana, feliz e desconhecedor da merda que viria logo a seguir:

- “Senhor, não há quantia nenhuma cadastrada no seu número de PIS…”

- “Como assim?”

- “O senhor terá que voltar à sede da sua empresa e pedir que retifiquem o número do seu pis, do que está agora, para este aqui” [e dá uma folha com o nº pro Fellipe]

 

Pensei comigo, beleza. Eu me estressar por causa disso? No way. – Vide teoria do playmobil: http://substantivolatil.com/archives/t30r14-d0-pl4ym081l.php

Voltei à empresa no dia seguinte e pedi que fosse retificada, aquela baboseira toda que eu já disse o que é. A mina lá, com um mau-humor do caralho – é, não se encontra esse tipo de coisa só na caixa – disse que tudo bem, pegou minhas folhas de rescisão e disse que faria. Uma hora e meia depois, volta ela, e me entrega as folhas de novo, e diz: “Pronto, agora é só ir na Caixa e pegar o seu Fundo.” Ponto pra mim.

 

No mesmo dia, peguei um ônibus que passa pela R. Dias da Cruz, no Méier, onde, coincidentemente, há uma agência da Caixa. Desci por lá mesmo, e fui tentar resolver logo tudo de uma vez.

E meu irmão, te digo que rapadura é doce, mas não é mole não. A mulher da caixa me disse que eu precisaria do nº de chave de identificação do caralho à quatro. Mandei a mocinha ir tomar no meio do cu, mentalmente é claro, e fui pra casa. Liguei pra empresa e consegui o número. Nesse espaço de tempo, podem contar uns quinze dias aí. Peguei TODOS os meus panos de bunda e me mandei pra Caixa novamente, com ‘tudo em ordem’ dessa vez. E vocês acreditam que chegando à Caixa, a atendente me disse que eu teria que voltar à empresa pra fazer a retificação do nº de PIS na minha folha de rescisão?

Eu, incrédulo – preferia acreditar num erro da atendente, do que numa sacanagem dessas – dei uma risada e disse: “Mas eu já fiz isso.”

Ela rebateu: “Sim, senhor, o senhor pode até ter feito, mas não tá na sua folha de rescisão e infelizmente…”

 

Nesse momento eu só pensava na carinha daquela vaca, atendente da minha ex empresa, sendo esmagada pelo meu adidas velho e mal-cheiroso.

 

Enfim, fui lá hoje, esperei das onze da manhã, às quatro da tarde, pros filhos de quenga fazerem uma simples retificação em UM(1) campo da minha folha de rescisão. Eu tinha prometido pra mim mesmo que eu resolveria isso hoje nem que eu tivesse que mudar meu nome pra Raimundo Nonato. E consegui.

 

O que resta pra fazer agora, eu faço em dois tempos. Mas foi um CUsto, malandro.

Não desejo uma dor de cabeça dessas nem pro Galvão Bueno.

 

Pois é, como já disse o jogador-poeta Denílson:

F-O-I: Fui.

bjk no coraxxxaaaauuuumm

deicha mensagen ok

[esclarecendo que os erros (alguns, pelo menos rere) foram propositais] ;)

Achou que esse texto fosse ficar guardado pra sempre é?

31 outubro 2008.
Finalmente vou poder acordar de madrugada e tudo q pensar...e as vezes quero escrever...vou poder colocar aqui.
Fomos eu e Lipe comprar essa peça tao esperada por essa casa. Quando o Fellipe tinha sete anos...e mta gente nao tinha
um computador, maezinha comprou um pra ele...nem tinhamos essa coisa da internet...o lance era ter um pc. Tinha
mos...enfim...depois virou lata velha...e demos um fim...aí o Fellipe foi tendo de tudo mais moderno...
ia comprando as coisas pra ele...Natal...era aquele suspense...po..filho..nao deu pra comprar o q vc pediu...rs...era aquele
climao...e obvio q o presente solicitado pela minha joia estava la intacto na arvore...vida q segue...

So tenho q agradecer a DEUS por tudo q ele vem feito na minha vida...se alguem q tem olhos afortunados...observar vai falar...mas o q vc tem demais?
Pessoas. Eu coleciono pessoas especiais na minha vida...Entao sou mto feliz com o pouco q tenho material , porque sou mto feliz com o carinho verdadeiro
que tenho diario...Ser querida, respeitada...é uma dadiva...

To com sono. vou dormir. Amanha vamos ver se colocamos internet nessa nova carroça. 2 gb. Ui. Cara, é mta informaçao para comprar um computador...e eu q
nao entendo nada...fico perdidinha...a Deb me encheu de informaçoes...quer dizer..ela so me deixou foi mais é tonta...é uma figura essa deb...

Hoje nos temos...eu.lipe.leo.astro. Nossa casa, nossa vida...e vamos q vamos...

fui.
bjo
da Sil


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Esse texto minha mãe escreveu, e nunca mostrou a ninguém, e eu, um dia, futucando o pc aqui, achei. Ela é linda demais...

Foda.
 

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