São Pedro da Serra e o acampamento em Galdinópolis.

Eu era aluno do 2º ano do segundo grau. Época boa da qual trago amigos verdadeiros até hoje. Uma dessas minhas muitas histórias, depois de vinte anos de vida, saiu do fruto de uma amizade com Pedro Luís Carneiro – mais conhecido como Pedro mesmo, ou o mais popular, Crok – e com Henrique. – bolinho para os mais íntimos (hahahahah), ou para quem esteve presente no acontecido a seguir, também atende por Monstro da Montanha. Mas na história, vão atender por Crok e Henrique/Monstro. Vamos à ela.

Enfim, Crok sempre comentava sobre a cidade onde sua mãe morava, e seus amigos de lá. Sempre vinha com histórias e mais histórias, várias situações, e sempre prometendo nos chamar, um dia, para ir conhecer a tal cidade. São Pedro da Serra é o nome. Para fim de localização, a cidade fica à alguns quilômetros de Friburgo.

Em mais uma semana normal de aulas – não lá tão normal, pois só teríamos aulas até a metade da semana, devido a um feriado que aconteceria no fim de semana seguinte – Crok, enfim, nos propôs a viagem. De início, dissemos que sim. Henrique já tinha ido à casa de Tia Glória – mãe do Crok - lá na Serra, mas eu não. As famílias de Crok e Henrique se conheciam, por isso para Henrique não seria nenhuma novidade.

Encurtando um pouco a história, numa sexta-feira, chegam os dois aqui em casa, de manhã cedinho, e eu já com a mala arrumada, me despedi de BINHA BABÃE, e fui para a rodoviária. [ D= ] Brincadeira. A viagem foi tranquila, chegamos lá por volta do meio dia, hora do almoço. Mal chegamos e almoçamos, já tivemos que sair. Crok havia nos dado a notícia de que iríamos ACAMPAR, momentos antes de entrarmos no ônibus. Enfim, chegamos e, realmente, a cidade era linda do jeito que diziam. É ainda, aliás. Bem arquitetada e melhor, bem povoada. Uma gente simpática, simples, e acolhedora. Não é à toa que tenho amigos que conheci lá, até hoje.

Como eu já havia dito, chegamos à casa da mãe do Crok – que, além da casa, também tem um restaurante chamado Estação Glória –, almoçamos no Estação, e já tivemos que sair para o acampamento. O acampamento aconteceria num sítio, do pai de uma – hoje minha amiga também – amiga do Crok, a Patty. O sítio era longe, e nós, realmente precisaríamos sair o quanto antes. Acabou coincidindo o nosso horário de saída, com o da mãe de Crok, Tia Glória que, por sua vez, estava, junto com alguns amigos, organizando uma passeata pela paz, que teria como itinerário as cidades de São Pedro da Serra e Lumiar. Enfim, era meio passeata e meio carreata, pois alguns iam a pé, e outros iam em carros, buzinando e chamando atenção. Nós, três criaturas gordas e pesadas que somos, – em escadinha Crok, eu e Henrique, o Monstro da Montanha ASIDUHASIDUAHSDIUASDH – resolvemos descer dentro de algum daqueles carros. Pegamos carona até Lumiar, que seria onde nós pegaríamos o ônibus que nos deixaria a três horas de caminhada do sítio. É, mais ou menos por aí, o perrengue foi esse. Pegamos o ônibus e chegamos num ponto da estrada onde se via uma entradinha de chão de barro, e uma placa onde se podia ver escrita a palavra ‘Galdinópolis’. Acreditei ser o nome da cidadezinha. Acho que nem chega a ser uma cidade. Aliás, é preciso que se invente uma nova denominação pra esse tipo de lugar.

Hoje, eu digo a vocês que o sítio estava a três horas de nós, andando. Porque na hora, o MALDITO DO CROK só dizia, ah, tá perto. E fomos nós, andando. Nós três com mochilas pesadas nas costas, eu com o mp3 do Crok, ouvindo Conversa de Botas Batidas no repeat, – lógico, me botou pra andar aquilo tudo, eu tinha que ter pelo menos uma diversão – e o Monstro falando merda, pra variar.

Mais ou menos na metade do caminho, (ou seja, uma hora e meia de caminhada) encontramos civilização. Uma espécie de rua, que só tinha o lado esquerdo civilizado. O lado direito continuava sendo só mato. E a civilização durava por uns 100 metros. Era um mercadinho, um boteco e umas casas. Paramos no mercadinho a fim de comprar suprimentos para o difícil resto de dia que ainda teríamos, e continuamos a jornada. Nos abastecemos do que estávamos consumindo, – cigarros e água etc – e do que pretendíamos consumir no acampamento – cup noodles, biscoitos, miojos e afins. A estrada sempre foi uma só, sem bifurcações, sem ruas transversais. Eis que nos deparamos, numa certa hora, com uma bifurcação em Y. Eu e Henrique, estávamos apenas seguindo Crok, que dizia saber o caminho de cór e salteado. Crok parou em frente às duas opções, pensou e falou: ‘Direita’. E fomos nós. Já estava escurecendo, e nós ficando preocupados. No meio do nada, e só de sacanagem, ficando tudo escuro. Mas confiamos em Crok, e fomos. Um pouco mais a frente, entramos num lugar, que, não se conseguia ver direito o que era, mas de prima assim, só sentimos que o mato parecia estar um pouco alto. Mas fomos andando, até quando não deu mais. Digo que não deu mais porque paramos de frente à um abismo, onde conseguíamos ver uma cachoeira desaguar. Ali bateu o desespero. Se nem o Crok sabia o caminho, o que seria da gente ali?

Voltamos ouvindo Crok se defender: ‘Ué, se não era pra direita, agora não tem mais como errar! É pra esquerda!’. Eu e Monstro quase matando o Rastafari.

Já escuro, enfim, conseguimos chegar no tal sítio. Isso depois de, já no caminho certo, ter dado tempo de eu torcer o pé duas vezes. Chegamos ao sítio debaixo de festa. Tudo bem que a festa foi só pro Crok, já que nós não conhecíamos ninguém. Fomos apresentados como os amigos do Crok, e saudados com uns ‘E aí?!’ bem desanimados. Tudo bem. Vale ressaltar que o acampamento não poderia ter sido num lugar melhor do sítio. Foi exatamente num barranco. Sim, num barranco.

Continuando, chegamos, nos alojamos – depois da Patty ter dado alguns berros com uns playboys que não queriam ceder a barraca pra gente. Ela berrava que era tudo dela, e que tinha que ter um espaço pra gente *-* Ela foi muito foda TA, MOMENTO GUEI KK – e fomos beber e confraternizar com os amigos do Crok. Chegamos lá um pouco tarde já, alguns deles já bêbados, outros sonolentos. O ambiente era iluminado apenas pela luz de uma lâmpada atrelada à uma gambiarra, e pela luz de uma fogueira. Mas todos bebiam vinho, e estavam felizes. Eu tava era cansado, mas tava valendo. Depois de MUITO beber, resolvemos nos recolher aos nossos aposentos, emprestados por Patty, pra tirar um cochilo. Só não contávamos com uma coisa. O Monstro da Montanha tinha conseguido ficar de porre. IAUHDIUSDHAIUSDHASI (ai ai, eu e Crok já rimos muito dessa história.)

Ele de porre = Nós não conseguiríamos dormir.

Ele estava alucinado, essa é a verdade. Ele falava da namorada. Falava do Fluminense. Falava de um amigo que iria, mas que de última hora não pode ir conosco. Ele dizia assim: ‘Ó, é a voz do Rogério, ele tá lá fora!’

Insistia em me perguntar se o Fluminense jogava naquele dia. E eu dizia que não. O Flu tinha jogado um dia antes, não tinha como ter esquecido. Tinha sido eliminado da Copa Sul-Americana pelo time argentino, Gimnásia Y Esgrima. Enfim, sintetizando, no final, ele assumiu pra gente que amava a namorada, (coisa que nunca tinha feito, pelo contrário) e tudo mais.

Aí, quase amanhecendo, quando nossa pilha tava realmente acabando, o silêncio reinou no sítio e eu tinha conseguido achar uma posição pra dormir, me aparece uma bêbada maluca – outra que também conheço hoje em dia – chamada Pillar. Ela, simplesmente, abriu o zíper da nossa barraca e foi se jogando lá dentro, dizendo querer tirar foto. Depois de 10, conseguidos à duras penas, minutos de sono, acordei com um mau-humor fora do comum. Crok conhecia a menina e fez as vezes do simpático da barraca, e o Monstro, como sempre fogoso AISDUHAISUDHAISDU foi só simpatia com o pitelzinho. Eu queria dormir de qualquer jeito. Depois ela saiu falando que eu era antipático pra todo mundo, mas foi tudo resolvido.

Depois de Pillar, não conseguíamos mais dormir, pois a galera já estava levantando acampamento pra voltar pra São Pedro. Beleza. Todo aquele sacrifício pra passar uma noite, e voltar. Apesar de que eu não posso reclamar. Depois daquele acampamento, minha vida já não foi mais a mesma, tenho que assumir. Mas hoje isso é detalhe.

Na hora de voltar, a galera disse que tinha um ônibus que entrava em Galdinópolis. Coisa que o Crok não sabia, e nos fez andar três horas pra chegar até lá. Mas tudo bem de novo. Rs.

Aí, voltamos pra São Pedro, e foi beleza. Conhecemos melhor o pessoal do acampamento, e a grande maioria da galera, hoje em dia, faz parte da minha lista de amigos. Houve mais coisas nesse feriado ainda, lá em São Pedro, mas aí a história vai ficar muito grande. Continuo uma outra hora.

Obrigado Crok, por me levar à São Pedro da Serra, e me deixar conhecer um pouco do que é essa cidade, e seu povo.

Fotos relacionadas:

Crok e eu.











Mayra, Crok, Eu e Drika.














Patty, Eu e Sherazade.














Monstro da Montanha e Eu.














Eu, Sherazade, Lua, (lá atrás, encoberta) Drika, Pedro, Crok e Patty.









Eu tomando uma breja no Estação Glória.











Tem mais uma galera, mas eu não consegui as fotos.

Beijos.

Quem vai comer Beth Careca?

Hoje, eu moro num condomínio. Para quem conhece, moro no palacete. Mas antes de vir parar aqui, eu morava na Rua Américo da Rocha, nº263, Marechal Hermes – Rio de Janeiro/RJ. Rua essa, onde ainda tenho minhas raízes cravadas, e de onde nunca vão sair. Fui morar lá depois dos sete anos só, mas, minha avó sempre morou lá, então, eu cresci conhecendo todas as pessoas. Sendo assim, tenho algumas histórias pra contar, acontecidas na Américo.

Eu e meus camaradas, na época molequinhos, éramos, como todo moleque, espoletas. Vivíamos correndo atrás de merda, e sempre juntos. Estávamos na fase já de namorinhos, já tinhamos perdido o ‘nojo’ que todo moleque tem por menina. Éramos crianças, mas já sabíamos o que era o que. E já sabíamos o que queríamos. Um dos nossos, costumava dar uns beijos numa menina que, certa vez, teve de raspar a cabeça. O apelido dela ficou Beth careca, não se sabe o porquê até hoje, mas ficou.
O nome dela passava longe de ser Elizabeth, ou Beth mesmo. Era algo como Alessandra, sei lá. Não me lembro. Muito bem. Ela não era lá uma santa, – pelo contrário – e esse camarada nosso, o meu meio xará Allan Felipe – o quinze, pros mais íntimos – não era lá tão apaixonado por ela. Isso pra não dizer com todas as letras que ele não se importaria nem um pouco se alguém ficasse com a Beth careca.

Enfim, vale ressaltar uma coisa antes de começar: EU NÃO ESTIVE PRESENTE NO ACONTECIDO, PORTANTO ME POUPEM DE SEUS OLHARES DE DESAPROVAÇÃO QUANDO ME VIREM. ESTOU APENAS NARRANDO A HISTÓRIA. NÃO ME INCLUAM EM NENHUMA DAS SUAS TENTATIVAS DE ILUSTRAR A HISTÓRIA, OBRIGADO. rs.

A molecada fogosa que só, se descobrindo sexualmente ainda, só queria saber de fornicar. E Beth era a menina mais ‘atiradinha’ – pra não dizer piranhinha – da rua. Então a galera já tava meio que de olho nela, só esperando o sinal verde do Quinze. Eis que, depois de muito negociarem, Quinze se rendeu ao espírito de Afrodite, (Deusa da orgia, na minha opinião) e liberou a Beth pra galera. Ela morava com a mãe e o padrasto, mas ficava o dia todo em casa com o irmão mais novinho. Beth devia ter seus 14. A galera na média dos 15, uns mais velhos (vergonhoso!). Quinze marcou numa tarde com ela, pra levar sete – sim, eu disse sete (7) – moleques à casa dela, pra ver no que ia dar. A molecada tensa, no dia, se perfumou pro bacanal, e foi. Hahahah - Eu sempre me divirto contando essas coisas. Ai ai.

Chegaram à casa dela, os sete lá, afinal, ninguém ia querer perder essa bocada. Mas, pra variar um pouco, o imprevisto apareceu, e ela estava trancada em casa e sem chave. A rapazeada não se fez de rogada, e pulou pela área, lá por trás. Na hora da estripulia, quebraram uma penca de coisas da casa da menina, mas tá valendo. Seguindo com a história, a trupe ouriçada estava discutindo dentro da casa pra ver quem iria começar os trabalhos. Na verdade, quem seria o segundo, pois o primeiro era o namoradinho Quinze. Hahahahah. E foi quinze e entrou no banheiro. A partir desse momento, começou a desandar tudo. O pessoal tava fazendo uma barulhada do caralho dentro da casa, já tinha nego pelado na sala, só esperando a sua vez. Eis que então, o fuzuê feito dentro da casa, fez o que já era de se esperar, e alardeou a vizinhança que percebeu algo de esquisito na casa. A história foi finalizada por uma coroa que morava logo ao lado, e era amiga da família. Acabou com a festinha.

Dizem ainda as más linguas, que teve gente que não se segurou e se virou por ali pela sala mesmo, deixando vestígios ao lado do sofá. Enfim, fizeram uma completa zona na casa, e acabou que na história há quem diga que nem o Quinze mesmo conseguiu comer a menina.

Resultado: A mãe e o padrasto de Beth careca ficaram sabendo e deixaram a menina de castigo durante três meses. A tal coroa que acabou com a festa, é uma daquelas fofoqueiras da rua, fazendo assim com que a história tomasse proporcões astronômicas, e hoje em dia, não há uma pessoa que não saiba. Não demorou muito, Beth se mudou.

Alguns, da molecada, ficaram de castigo também, alguns se safaram.

Enfim, essa é uma das histórias que tem a marca registrada de Histórias da Américo da Rocha.

Há centenas de outras que serão contadas ao longo do tempo útil do blog.

Só faziam merda. haha

Besos, hermanos.

Mais uma da série: Desinteressante aos outros.

A vida vive nos provando que nem sempre as coisas são como a gente planejou. Mas isso não é motivo pra morrer. Isso é aprendizado, e nada mais do que aprendizado. Acho muito bonito quando me dou conta de que passei por mais uma na vida. Quando me dou conta de que aprendi mais uma coisa, e engrossei o recheio da pasta ‘são tantas já vividas’. Me sinto mais maduro e seguro. A cada dia mais conhecedor do caminho.

Ao longo da vida, os mesmos problemas surgem com outras roupas e maquiagem. E a diferença de um jovem, pra um cara mais experiente, é a de que ele já conhece aquele disfarce, e já sabe como lidar com esse tipo de problema. Um garoto novo, mesmo sabendo a solução, – mas desconhecendo o disfarce - talvez não faça o certo exatamente por isso. E eu, me encontro, eu acho, no começo dessa trilha.

Esse caminho é como uma estrada sinuosa, cheia de penhascos, curvas perigosas, subidas, descidas, cruzamentos, tudo o mais que você pode imaginar e mais um pouco. Um descuido, e você bate. Bateu? Tem conserto. Sempre tem.

A não ser que no meio do caminho, você tenha perdido a sua vida.

E a vida, meu amigo.. Aaaah, a vida.



A vida é a única coisa que você não pode perder no meio disso tudo!

Não deixe a vida se esvair pelos seus dedos, sem nem mesmo tê-la vivido por um dia sequer.



Beijosamevivanãoseimporteluteconsigavençadancesimaceitemeliga.

Xuxinha.



Pequeno no tamanho, grande no coração.
Tô com saudade já, fdp.
Volta logo.

Te amo, mané.

Transatlantique - Beirut.

No, I couldn't tell you how the house burned down
Não, eu não poderia dizer-lhe como a casa queimou-se toda

Last night while we were running around
Ontem à noite, enquanto nós estávamos correndo por aí...

Midnight surrounds you, the moonlight makes you proud
Meia-noite te rodeia, o luar te faz orgulhoso

Last night, oh, we were running around
Ontem à noite, oh, nós estávamos correndo por aí

Chorus:
Refrão:

Sing for last call, sing for last fall, such was it all
Cante para a última chamada, cante para a última queda, tal era tudo

Sing for last call, sing for last fall, such was it all
Cante para a última chamada, cante para a última queda, tal era tudo

All along I was your home
O tempo todo eu fui seu lar

All along I was your home
O tempo todo eu fui seu lar

Chorus:
Refrão:

Sing for last call, sing for last fall, such was it all
Cante para a última chamada, cante para a última queda, tal era tudo

Sing for last call, sing for last fall, such was it all
Cante para a última chamada, cante para a última queda, tal era tudo

And all along I was your home
E durante o tempo todo eu fui seu lar

All along I was your home
O tempo todo eu fui seu lar

All along I was your home
O tempo todo eu fui seu lar

All along I was your home
O tempo todo eu fui seu lar.

Família.

Há exatas quatro horas, ainda estávamos no dia 6/8, dia do aniversário do meu velho pai. 44 anos. Aliás, parabéns Silvinho! Espero que nós comemoremos muitas datas juntos ainda.

Mas não era bem sobre isso que eu queria falar. Eu, num dado momento do jantar de comemoração do aniversário do meu pai, me peguei, no meio da minha família, pensando, na verdade lembrando, da minha infância. Toda ela. E quase 90% passada ao lado da família, tanto de parte de pai, como de parte de mãe, – mais com a família do meu pai – e me vi sentado no sofá, com um copo de cerveja na mão, como um velho saudosista.

Me lembrei da minha infância com a família do meu pai, sempre muio unida, das festas de família, meus primos que foram e são meus grandes amigos, Léo, Chris, Laís, Guilherme e Lívia, por parte de pai. Rafael, Danillinho, Pedro Victor e Leandro, por parte de mãe, meus tios, enfim. Tive uma infância muito gostosa, proveitosa. Brinquei muito, aprendi, briguei, levei tombos, mas sempre amparado pelo seio de minha família.

Lembro com muita saudade das férias e feriados na casa de Araruama, onde tive momentos memoráveis com a família por parte de pai. Era sempre festa, piscina, futebol, brinquedos, coisas de criança. Às vezes, metade dos primos eram do mal e metade eram do bem, rs. Uma das histórias de Araruama, aliás, a que pretendo contar hoje, é a história do fantasma que andava de havaianas.

A casa de Araruama é grande, não só a casa, mas o espaço externo também. Éramos crianças, e como já era de se esperar, estávamos sempre arrumando algo pra fazer. Normal. Vale lembrar que um dos primos, o Guilherme – Guigui pros mais íntimos – era uma criança um tanto medrosa e mimada.

Então, em mais uma alegre noite na casa, meu pai, sacana que só ele, teve uma idéia. Sempre vinham dele as idéias mais bizarras, como por exemplo pegar o sapo – quase já de estimação - que vivia pelos cantos do gramado da casa, e mostrá-lo às mulheres da casa pela janela da cozinha. Só ouvíamos os berros. Haha. – Que conste nos autos: O sapo tinha nome. Era o Godofredo. Já faleceu, com certeza. Um minuto de silêncio em respeito.. brincadeira.

Voltando à história, meu pai, em mais uma idéia bizarra, resolveu criar um fantasma dentro da casa. O fantasma apareceria nos fundos da casa, onde havia a mesa de sinuca, e onde a grande maioria da família se reunia à noite. Pra materializar o fantasma, ele precisou de colchas, lencóis, travesseiros e uma corda. Silvinho subiu no telhado da casa, e arquitetou com maestria, uma espécie de marionete. Com a corda, ele fazia o fantasma se movimentar, pra cima e pra baixo. Pronto, foi o necessário pra assustar Guigui, e nossa priminha mais nova, Laís. Antes que alguém pergunte, digo que sim, Guigui era o alvo, lógico. Afinal, tudo com o mais mimado e cagão era mais engraçado. Guilherme assim que viu o fantasma, saiu e foi pra frente da casa, com medo. Nós, os primos, o convencíamos a voltar. Ele aceitava depois das nossas promessas de que o defenderíamos do fantasma, ou de que o fantasma não estaria mais lá. E mais uma vez, ele voltava, e saía correndo. Laís, como era a mais nova, também se assustou, mas não era engraçado assustá-la, pois ela mal conhecia o alfabeto. Dissemos à ela que se ela pintasse as unhas, ficaria imune. Pronto. Agora era só o Gui.

Depois de se revezarem lá em cima, meu pai e tio Antônio Mário, resolveram, no dia seguinte, fazer de forma diferente. Eles mesmo se cobririam com o lençol, e ficariam perambulando por trás dos carros, que ficavam estacionados na parte de trás da casa. O efeito foi o mesmo. Só o Gui não reparava que, quando tio Mário não estava, meu pai estava, e vice-versa.

Eis que, nosso primo Leonardo, o Léo, quis se travestir de fantasma também. O problema foi que ele deixou um detalhe humano no corpo do fantasma. O chinelo de borracha. Se cobriu com o lençol branco, e foi até o quintal. Em mais uma sessão de argumentação com Guigui, conseguimos fazer com que ele voltasse aos fundos da casa, pois agora era a vez de Leonardo assustá-lo. Quando Gui chegou lá atrás, Léo postou-se de pé e pôs-se a gritar ‘BUUUHH! BUUUUH!’. Se sentindo o Gasparzinho. Foi quando Lívia, irmã de Léo e Laís, gritou:

- “Mas peraí, esse fantasma tá de havaianas!”

Hahahaha. Pronto. Desfeita a mística do fantasma de Araru. Todos caíram na gargalhada enquanto Léo voltava cabisbaixo se desvencilhando da capa de fantasma, e Guigui, quase se mijando de alívio, se vangloriava dizendo que sempre soube que o tal fantasma não era de verdade.

Realmente, são tempos que não voltam mais.

Abaixo seguem algumas fotos nossas em Araruama, apenas para ilustração da imaginação de vocês.

A frente da casa. (Eu e mãe)

Os fundos da casa. (Léo, Gui e eu)

Na sala. (Lívia, Gui, Chris, Laís e eu)

Isso aqui, é pra sempre.
Amo vocês.

Mais um pouco sobre mim.

Muitas vezes penso em levar um estilo de vida. Ter um. Porque, na verdade, não tenho. Ou então, inventei um. O VivoDoJeitoQueQuero Lifestyle. É, com certeza não o inventei, mas venho colocando-o em prática já há um bom tempo. E digo isso com relação a todos os assuntos pertinentes à minha, humilde e divertida, vida. Gostaria de assumir uma cara, um jeito, de me vestir, de falar, de agir. Algo como ser hippie ou emo, sei lá. Mas não ser um dos dois, de fato. Às vezes não me vem muito bem às vistas o fato de eu ter várias características diferentes. Tenho um pouco de cada, digamos assim. Tentarei explicar o que foi dito, com os escassos vocábulos que me vem à mente agora. – Haha, dei uma forçada.

Tenho o costume de ler, escrever e estudar sobre o que eu gosto, mas não sou nerd. Não sou nerd, porque gosto de jogar bola, e o mulherio tem lá seus encantos por mim. (‘valeu pegador’ eu sei que vocês disseram isso) Mas também não faço o estilo sou-pegador-e-curto-micareta-rave-bailefunk-pagodão-ah-sou-eclético, porque não tenho o cabelinho arrepiado com gelzinho, – e nem cortado, sejamos francos - não faço barba, ouço Los Hermanos, Kings of Convenience, Toranja, Radiohead, QOTSA, (só cinco tá bom) estou totalmente fora de forma e algumas roupas que ainda uso, estão rasgadas bizarramente. Aí, você pega essa minha avaliação e diz: - “Meu, resolvi seu problema. Cê é indie, mano!”. Digo que não, e explico o porquê. Não sou indie porque não uso calças coladinhas, meu cabelo não fica sem ser lavado por mais de um dia, não ouço Sonic Youth, não dou uma de drogado-modernê nas fotos do orkut e minha segunda roupa não é a ironia.

Enfim, tenho um pouco de todos em mim, e sinceramente, escrever sobre isso me fez ver que eu gosto mesmo é de ser um pouco de todo mundo e não ter um estilo definido. Porque bom mesmo é ser o que você quiser, e não seguir tendências. Bom mesmo é fazer o que você quiser, e não ligar pro que vão falar. E se no país reina a democracia, que nós possamos então, expressar nossas opiniões, exibir nossas religiões, dividir a cultura de nossas raças e não ter vergonha de nossa opção sexual, sem sermos excluídos de qualquer ambiente, ou círculo social. Ou seja:

Que se foda!

É. Acho que falei um pouco de mim.

Falando sério: Política.

O estado de hoje dos governos municipais, estaduais, e do federal não é lá nada bom. Como pode um país aceitar viver sob a batuta de um presidente cujo partido que afilia-se, nos apresentou o maior dos maiores escândalos políticos de todos os tempos? Como pode uma população aceitar isso, sem nem querer fazer nada! Se não foi ontem, foi anteontem, estava eu lendo a Revista Veja, - de honestidade muito duvidosa por parte de muitos intelectuais, diga-se de passagem – e numa de suas matérias, na que falava sobre o governo do presidente Lula, havia uma foto cuja estética chegava a ser assustadora. Eram Luís Inácio ‘Lula’ da Silva e o ex-presidente da república Fernando Collor, – que saiu do governo quase debaixo de pontapés, depois da lambança que fez – abraçados, “juntos em nova empreitada”.

Será que nós brasileiros temos cara de idiota? Eu, quando vejo coisa do tipo, ou leio sobre, me sinto bobo, apesar dos meus, de pouquíssima quantidade, 20 anos. Me vejo morando num país, onde não existe oposição, onde não existem conceitos, onde não existem vertentes ou segmentos específicos. No Brasil, não existe esquerda. Não existe um lado que tenha suas convicções e, estando no poder ou não, haja de acordo com sua doutrina. O govenro federal, hoje, é um grande exemplo disso. O Lula, sempre foi de ‘esquerda’. Os esquerdistas, geralmente, são os trabalhadores, o proletariado. Direitistas, são a burguesia. Mal comparando, é mais ou menos isso. Aí, aquilo que ninguém nunca acreditou que fosse acontecer, acontece, e o Lula vira presidente da nossa república. Vejam bem, isso não é uma crítica ao governo Lula. Eu apenas estou cobrando aqui, toda aquela postura esquerdista que Luís Inácio e cia. sempre tiveram na hora de malhar Fernando Henrique e seus antepassados.

Foram pro governo e se bandearam pro lado de lá. Fazendo uma análise fria, metaforicamente falando, é como uma história dessas: O primo rico(PSDB) fazia muitas festas quando os pais saíam, mas tomava as devidas precauções para que ninguém soubesse das festas que aconteciam em sua casa(governo). Eis que um dia, o primo rico ficou doente, e teve de passar o bastão de anfitrião de suas festas, ao primo pobre(PT), que se deslumbrou com o poder, e acabou deixando que os pais soubessem das tais festas. Ou seja, foi o PT assumir o governo, e explode uma bomba dessas que foi o Mensalão.

Enfim, como eu já disse, isso não é uma crítica ao governo Lula, até porque, comparado aos anteriores, não foge muito ao modelo. E mais, arrisco-me a dizer que Lula está fazendo melhor do que muito presidente engomadinho por aí, falando três, quatro línguas. Mesmo assim, poderia ser melhor. Com um pouco de boa vontade, e menos falcatrua, dá pra dar um jeito. Só acontece que não há quem chegue lá em cima, e não queira enriquecer mais um pouco às nossas custas. Esse é o problema do brasileiro. Sempre querendo se dar bem às custas do vizinho. E o pior: Nós aceitamos. Continuamos votando nesses candidatos de merda, que são como o futuro namorado da sua filha. Chega pagando de bom moço, mas tá é doido pra levar sua filha pra cama, e isso, se já não levou!

Sou jovem, ainda tenho muito o que aprender, eu sei, mas acho que do jeito que tá, qualquer um consegue enxergar a safadeza que é, e assim, não vai pra frente. Gostaria muito que meus filhos vivessem num país melhor, com um pouco menos desse ar nefasto que ronda o meio político, e que pudessem desfrutar da liberdade de poder andar por um calçadão de praia, frequentar a noite, sem maiores preocupações com a violência. Não só meus filhos, mas meus netos, e assim por diante. Eu não costumo rezar, mas se rezasse, todo santo dia eu faria uma prece pedindo para que aparecesse uma alma que quisesse, de verdade mudar o futuro desse país, sem segundas intenções e que desse apenas o primeiro passo. Alguém que começasse a botar ordem na casa. Isso porque, por enquanto, ninguém deu as caras ainda né?

Os governos estaduais e municipais, nem precisamos falar. Agora, só uma coisa que eu gostaria muito de saber: Onde foi que nasceu essa impunidade ao crime do roubo dentro da política? Onde concederam esse poder, e a quem, pra que fossem feitas atrocidades como a que o próprio Fernando Collor fez? – e só saiu do poder, porque o Brasil inteiro chiou, reclamou, reivindicou e bateu o pé. Afinal, quem não se lembra dos estudantes que foram às ruas protestar, os caras pintadas? Aquilo sim é Brasil, aquilo sim é orgulho de ter nascido aqui, é cuidado com nossa terra. É a garra de um povo que foi colonizado e sugado até a última gota pelos Portugueses, mas não se deixou abater. Aquilo sim, dá gosto de ver. Essa pouca vergonha que esfregam na nossa cara, me dá nojo.

Um abraço e anulem seus votos.

Meu Avô.

Olá, volto a postar no blogspot, mas agora de cara nova! E para brindar minha volta, vou contar uma história de um cara muito bem quisto por mim. O meu avô. Ele mesmo. O Darly Neném. Malandro de Marechal. Aquele que nunca dá mole pra “kojak” – como ele mesmo diz.

Mas infelizmente, um dia, o malandro se deu mal. Haha.



Em mais uma noite louca dessas dele aí, – pra quem não conhece, Darly Neném é um dos boêmios mais conhecidos da região, mas hoje, já com sua idade avançada, não consegue dar conta de toda a festança. – saem ele e os amigos, a fim de tomar umas, e comemorar a chegada de mais um fim de semana.

Como de costume, Seu Darly - como é chamado pelos mais distantes - começou a ficar locasso. E ele quando fica doidão, fica mesmo. Mal consegue andar, ou melhor, mal consegue parar em pé. E algumas vezes, acidentes de percurso se fazem presentes em suas aventuras. Enfim, nesse dia, ele queria parar pra beber na sinuca. Muito bem. Ao chegar no recinto, ainda do lado de fora, ele, já embrasado, sentiu aquela vontade avassaladora de ir ao banheiro fazer o nº 2. Ele, que estava com mais um amigo, virou-se para o amigo e disse:

- “Ô Fulaninho, vou cagar ali no cantinho aqui na rua mesmo.”

E ficou tudo certo. O amigo consentiu com a cabeça, e ele foi. Parou em frente ao portão de uma oficina, aliás, oficina essa, de um grande amigo dele, abaixou a bermuda, e largou o saci lá mesmo. Após alguns minutos, trabalho feito, Darly se recompõe, veste a bermuda mais uma vez, e tranquilamente, faz um sinal para o amigo que vai logo entrando. Darly conhecido como ninguém no seu bairro, entrou e foi quase ovacionado pelos amigos – tá, quase ovacionado eu dei uma forçada, mas todo mundo gosta do coroa.

Eis então que algum amigo dele tem a brilhante idéia de convidar Darly Neném a sentar-se e “sem cerimônia, porque hoje é tudo por minha conta”.

Darly, assim que se sentou, sentiu algo esquisito, meio quente e gelatinoso, na parte de trás, por dentro de sua bermuda. Mas, como um bom malandro que é, deixou quieto e do jeito que tava ficou. Só que começou a subir um cheiro insuportável, e as pessoas se perguntavam entre si se alguém tinha soltado um peido, ou sei lá, alguma fossa estaria aberta ali perto. Enfim, alguma coisa tinha que estar exalando aquele odor fétido.

Isso até quando ele não pode mais esconder. Levantou-se, e viu que todo aquele cocô que ele pensava ter despejado no portão da oficina, estava alojado em sua cueca o tempo todo. Depois de muito ter sido sacaneado, Darly Neném não contava com essa. Não contentes com a desgraça alheia, os "amigos" de Darly, resolveram o levar para um lava-jato de posto de gasolina. Abaixaram as calças e as cuecas dele, e meteram aquela mangueira onde a água sai fortíssima, na bunda do coroa. Sacanagem.



Mas tá valendo. Isso mostra que eles são coroas com a alma jovem.

É legal.

Talvez eu faça isso com alguns dos meus amigos. Temos a alma jovem. =D
 

© Copyright O Céu. . All Rights Reserved.

Designed by TemplateWorld and sponsored by SmashingMagazine

Blogger Template created by Deluxe Templates