São Pedro da Serra e o acampamento em Galdinópolis.

Eu era aluno do 2º ano do segundo grau. Época boa da qual trago amigos verdadeiros até hoje. Uma dessas minhas muitas histórias, depois de vinte anos de vida, saiu do fruto de uma amizade com Pedro Luís Carneiro – mais conhecido como Pedro mesmo, ou o mais popular, Crok – e com Henrique. – bolinho para os mais íntimos (hahahahah), ou para quem esteve presente no acontecido a seguir, também atende por Monstro da Montanha. Mas na história, vão atender por Crok e Henrique/Monstro. Vamos à ela.

Enfim, Crok sempre comentava sobre a cidade onde sua mãe morava, e seus amigos de lá. Sempre vinha com histórias e mais histórias, várias situações, e sempre prometendo nos chamar, um dia, para ir conhecer a tal cidade. São Pedro da Serra é o nome. Para fim de localização, a cidade fica à alguns quilômetros de Friburgo.

Em mais uma semana normal de aulas – não lá tão normal, pois só teríamos aulas até a metade da semana, devido a um feriado que aconteceria no fim de semana seguinte – Crok, enfim, nos propôs a viagem. De início, dissemos que sim. Henrique já tinha ido à casa de Tia Glória – mãe do Crok - lá na Serra, mas eu não. As famílias de Crok e Henrique se conheciam, por isso para Henrique não seria nenhuma novidade.

Encurtando um pouco a história, numa sexta-feira, chegam os dois aqui em casa, de manhã cedinho, e eu já com a mala arrumada, me despedi de BINHA BABÃE, e fui para a rodoviária. [ D= ] Brincadeira. A viagem foi tranquila, chegamos lá por volta do meio dia, hora do almoço. Mal chegamos e almoçamos, já tivemos que sair. Crok havia nos dado a notícia de que iríamos ACAMPAR, momentos antes de entrarmos no ônibus. Enfim, chegamos e, realmente, a cidade era linda do jeito que diziam. É ainda, aliás. Bem arquitetada e melhor, bem povoada. Uma gente simpática, simples, e acolhedora. Não é à toa que tenho amigos que conheci lá, até hoje.

Como eu já havia dito, chegamos à casa da mãe do Crok – que, além da casa, também tem um restaurante chamado Estação Glória –, almoçamos no Estação, e já tivemos que sair para o acampamento. O acampamento aconteceria num sítio, do pai de uma – hoje minha amiga também – amiga do Crok, a Patty. O sítio era longe, e nós, realmente precisaríamos sair o quanto antes. Acabou coincidindo o nosso horário de saída, com o da mãe de Crok, Tia Glória que, por sua vez, estava, junto com alguns amigos, organizando uma passeata pela paz, que teria como itinerário as cidades de São Pedro da Serra e Lumiar. Enfim, era meio passeata e meio carreata, pois alguns iam a pé, e outros iam em carros, buzinando e chamando atenção. Nós, três criaturas gordas e pesadas que somos, – em escadinha Crok, eu e Henrique, o Monstro da Montanha ASIDUHASIDUAHSDIUASDH – resolvemos descer dentro de algum daqueles carros. Pegamos carona até Lumiar, que seria onde nós pegaríamos o ônibus que nos deixaria a três horas de caminhada do sítio. É, mais ou menos por aí, o perrengue foi esse. Pegamos o ônibus e chegamos num ponto da estrada onde se via uma entradinha de chão de barro, e uma placa onde se podia ver escrita a palavra ‘Galdinópolis’. Acreditei ser o nome da cidadezinha. Acho que nem chega a ser uma cidade. Aliás, é preciso que se invente uma nova denominação pra esse tipo de lugar.

Hoje, eu digo a vocês que o sítio estava a três horas de nós, andando. Porque na hora, o MALDITO DO CROK só dizia, ah, tá perto. E fomos nós, andando. Nós três com mochilas pesadas nas costas, eu com o mp3 do Crok, ouvindo Conversa de Botas Batidas no repeat, – lógico, me botou pra andar aquilo tudo, eu tinha que ter pelo menos uma diversão – e o Monstro falando merda, pra variar.

Mais ou menos na metade do caminho, (ou seja, uma hora e meia de caminhada) encontramos civilização. Uma espécie de rua, que só tinha o lado esquerdo civilizado. O lado direito continuava sendo só mato. E a civilização durava por uns 100 metros. Era um mercadinho, um boteco e umas casas. Paramos no mercadinho a fim de comprar suprimentos para o difícil resto de dia que ainda teríamos, e continuamos a jornada. Nos abastecemos do que estávamos consumindo, – cigarros e água etc – e do que pretendíamos consumir no acampamento – cup noodles, biscoitos, miojos e afins. A estrada sempre foi uma só, sem bifurcações, sem ruas transversais. Eis que nos deparamos, numa certa hora, com uma bifurcação em Y. Eu e Henrique, estávamos apenas seguindo Crok, que dizia saber o caminho de cór e salteado. Crok parou em frente às duas opções, pensou e falou: ‘Direita’. E fomos nós. Já estava escurecendo, e nós ficando preocupados. No meio do nada, e só de sacanagem, ficando tudo escuro. Mas confiamos em Crok, e fomos. Um pouco mais a frente, entramos num lugar, que, não se conseguia ver direito o que era, mas de prima assim, só sentimos que o mato parecia estar um pouco alto. Mas fomos andando, até quando não deu mais. Digo que não deu mais porque paramos de frente à um abismo, onde conseguíamos ver uma cachoeira desaguar. Ali bateu o desespero. Se nem o Crok sabia o caminho, o que seria da gente ali?

Voltamos ouvindo Crok se defender: ‘Ué, se não era pra direita, agora não tem mais como errar! É pra esquerda!’. Eu e Monstro quase matando o Rastafari.

Já escuro, enfim, conseguimos chegar no tal sítio. Isso depois de, já no caminho certo, ter dado tempo de eu torcer o pé duas vezes. Chegamos ao sítio debaixo de festa. Tudo bem que a festa foi só pro Crok, já que nós não conhecíamos ninguém. Fomos apresentados como os amigos do Crok, e saudados com uns ‘E aí?!’ bem desanimados. Tudo bem. Vale ressaltar que o acampamento não poderia ter sido num lugar melhor do sítio. Foi exatamente num barranco. Sim, num barranco.

Continuando, chegamos, nos alojamos – depois da Patty ter dado alguns berros com uns playboys que não queriam ceder a barraca pra gente. Ela berrava que era tudo dela, e que tinha que ter um espaço pra gente *-* Ela foi muito foda TA, MOMENTO GUEI KK – e fomos beber e confraternizar com os amigos do Crok. Chegamos lá um pouco tarde já, alguns deles já bêbados, outros sonolentos. O ambiente era iluminado apenas pela luz de uma lâmpada atrelada à uma gambiarra, e pela luz de uma fogueira. Mas todos bebiam vinho, e estavam felizes. Eu tava era cansado, mas tava valendo. Depois de MUITO beber, resolvemos nos recolher aos nossos aposentos, emprestados por Patty, pra tirar um cochilo. Só não contávamos com uma coisa. O Monstro da Montanha tinha conseguido ficar de porre. IAUHDIUSDHAIUSDHASI (ai ai, eu e Crok já rimos muito dessa história.)

Ele de porre = Nós não conseguiríamos dormir.

Ele estava alucinado, essa é a verdade. Ele falava da namorada. Falava do Fluminense. Falava de um amigo que iria, mas que de última hora não pode ir conosco. Ele dizia assim: ‘Ó, é a voz do Rogério, ele tá lá fora!’

Insistia em me perguntar se o Fluminense jogava naquele dia. E eu dizia que não. O Flu tinha jogado um dia antes, não tinha como ter esquecido. Tinha sido eliminado da Copa Sul-Americana pelo time argentino, Gimnásia Y Esgrima. Enfim, sintetizando, no final, ele assumiu pra gente que amava a namorada, (coisa que nunca tinha feito, pelo contrário) e tudo mais.

Aí, quase amanhecendo, quando nossa pilha tava realmente acabando, o silêncio reinou no sítio e eu tinha conseguido achar uma posição pra dormir, me aparece uma bêbada maluca – outra que também conheço hoje em dia – chamada Pillar. Ela, simplesmente, abriu o zíper da nossa barraca e foi se jogando lá dentro, dizendo querer tirar foto. Depois de 10, conseguidos à duras penas, minutos de sono, acordei com um mau-humor fora do comum. Crok conhecia a menina e fez as vezes do simpático da barraca, e o Monstro, como sempre fogoso AISDUHAISUDHAISDU foi só simpatia com o pitelzinho. Eu queria dormir de qualquer jeito. Depois ela saiu falando que eu era antipático pra todo mundo, mas foi tudo resolvido.

Depois de Pillar, não conseguíamos mais dormir, pois a galera já estava levantando acampamento pra voltar pra São Pedro. Beleza. Todo aquele sacrifício pra passar uma noite, e voltar. Apesar de que eu não posso reclamar. Depois daquele acampamento, minha vida já não foi mais a mesma, tenho que assumir. Mas hoje isso é detalhe.

Na hora de voltar, a galera disse que tinha um ônibus que entrava em Galdinópolis. Coisa que o Crok não sabia, e nos fez andar três horas pra chegar até lá. Mas tudo bem de novo. Rs.

Aí, voltamos pra São Pedro, e foi beleza. Conhecemos melhor o pessoal do acampamento, e a grande maioria da galera, hoje em dia, faz parte da minha lista de amigos. Houve mais coisas nesse feriado ainda, lá em São Pedro, mas aí a história vai ficar muito grande. Continuo uma outra hora.

Obrigado Crok, por me levar à São Pedro da Serra, e me deixar conhecer um pouco do que é essa cidade, e seu povo.

Fotos relacionadas:

Crok e eu.











Mayra, Crok, Eu e Drika.














Patty, Eu e Sherazade.














Monstro da Montanha e Eu.














Eu, Sherazade, Lua, (lá atrás, encoberta) Drika, Pedro, Crok e Patty.









Eu tomando uma breja no Estação Glória.











Tem mais uma galera, mas eu não consegui as fotos.

Beijos.

3 comentários:

Drika. disse...

Muito bom! =)

Silvana disse...

melhores amigos, nas piores situaçoes...ISSO É BOM.

Mayra. disse...

*_________*

 

© Copyright O Céu. . All Rights Reserved.

Designed by TemplateWorld and sponsored by SmashingMagazine

Blogger Template created by Deluxe Templates