A empregada surda e a trapalhada.

Era sexta-feira, dia da empregada vir aqui em casa. A empregada me acordou pra receber o modem da velox que chegou aqui em casa, isso lá pelas 11:30. Levantei, tomei banho, tomei café, vi o jornal. Dia normal. Aí, passam meu primo e meu compadre aqui em casa, Renan e Vinícius, respectivamente – Vinícius, vulgo Ovo – me chamando pra ir à um estúdio de tatuagem cujo dono, agora, eu não me recordo o nome. Mas enfim, isso é detalhe. Lembrei o nome do tatuador. Teréu. O Ovo faria uma tatuagem nesse dia.

Minha empregada, é surda-muda, e eu costumo fazer brincadeiras com as pessoas que vem aqui dando uns berros quando ela tá de costas, berrando o nome dela pela casa, e tal. E resolvi que ia fazer isso com eles. haha. Tudo pronto pra gente sair, ela limpando meu quarto, quando eu berrei da sala: “Filha da puta de empregada, vou sair hein?! Vê se não vai fazer merda no meu quarto ouviu? Te meto a porrada!” Na mesma hora os dois arregalaram os olhos pra mim. O Ovo ficou nervoso, achou que ela tivesse ouvido o que eu disse e tal, já deu dois passinhos pro lado de fora da porta. ahhahahahha O Renan já sabia que ela era surda-muda, mas nos primeiros minutos da brincadeira, parece que ele tinha esquecido, porque o olhar dele pra mim foi de espanto também. Resultado, 2 segundos depois, os dois já estavam dentro do carro. Quando eu saí de casa, ouvi o Ovo falando assim: “Pô, Fellipe, que brincadeira escrota”. O que deve ter deixado pior foi que eles não a ouviram responder, o que deve ter dado mais pena ainda.

Enfim, mal-entendido desfeito, e meu dia já começava com muitas gargalhadas dentro daquele carro. Fomos ao estúdio, Ovo tatuou o nome da filha dele, minha afilhada, nas costas, voltamos de lá e começamos a beber. Isso foi por volta das 5 da tarde. Ficamos bebendo num bar por aqui, e tal, quando chegou um outro amigo meu, o Renanzinho, e me disse que haveria uma festa na casa dele que seria dada pela sua mãe, Lucinha, pra uns amigos dela mesmo. Falei beleza. Eram 9 horas, fui em casa, tomei banho, e fomos pra casa do Renanzinho. A partir daí, recomeça mais um capítulo da série: Como sempre o Fellipe fazendo merda.

Chegamos na casa e vimos que não era bem uma festa, e sim uma reunião fechada para poucas pessoas. As pessoas que estavam lá dentro estavam à vontade, dançando e se divertindo, tudo normal. Ficamos do lado de fora, na calçada, conversando: Eu, Renanzinho, Ovo, China e Thiago. Eu já ficando locasso né? Isso já devia ser 1 da manhã, e eu só com aquele cafezinho da manhã no estômago, bebendo desde as 5.

Então, aí vem a merda.

Um camarada nosso que tava presente ali, despertou o interesse de uma das amigas da Lucinha. Coisa que, rapidamente, foi solucionada. Ele subiu com ela pra casa da dona da festa. Pois muito bem. Algum tempo depois, eu senti falta desse amigo, e fui perguntar à dona da festa se ela sabia onde ele estava. Ela me dizia que ele tinha subido com a tal menina, quando ela descia as escadas, já de volta. Lucinha me alertou e falou: “Ela tá descendo, daqui a pouco ele deve estar descendo”. Passados alguns minutos, ele não desceu e eu resolvi ir atrás dele a fim de trazê-lo de volta à festa. Subi até a casa de Lucinha e fui direto no único quarto que estava com a porta fechada. Bati na porta a primeira vez, ninguém respondeu. Olhei  o banheiro, mas não tinha ninguém. Voltei no quarto, bati na porta. Ninguém respondeu. A porta estava encostada, na verdade. Quando vi isso, resolvi abrir a porta. Abri, e comecei a falar coisas do tipo: “Acorda viado! Tá dormindo né? Cansou? Tu é um fdp mesmo” E dava gargalhadas. Ninguém respondeu. Voltei a falar.

“Aí cara, levanta, anda. Vamos voltar pra festa pô! Ó, vou acender a luz e vou entrar pra te acordar hein! Vou acender a luz…”

Quando eu falei esse segundo ‘Vou acender a luz’, veio do fundo do quarto uma voz rouca e cansada que disse: “Sou eu que estou dormindo aqui, meu filho”.  E exatamente nesse minuto eu me toquei que quem estava dormindo naquele quarto era a mãe de Lucinha. Pqp. Pedi desculpas e saí de fininho, com a cara tão grande que quase não consegui passar pela porta.

Cheguei lá embaixo e contei a história pra Lucinha que, por sua vez, dava gargalhadas. No fim da festa, ainda me fez contar a história pra alguns dos amigos que estavam na festa.

No dia seguinte, apareci por lá pela casa de Renanzinho. Estávamos sentados na sala, quando Lúcia veio me contar que a mãe dela não se lembrava de que tinha falado comigo na madrugada anterior, e tal. Eu, que estava morto de vergonha, respirei aliviado por, no máximo, 5 segundos. Foi o tempo que passou até ela dizer o seguinte: “Não adiantou nada, eu contei a história pra ela”. PORRA! HAHAHAHAHAH

A notícia boa foi que Dona Ildette, mãe de Lucinha, também se divertiu com a trapalhada do garotão aqui.

2 comentários:

luciaboudrini disse...

Huahuahuahuahua...Pior foi a sua carinha de cachorro que cagou na porta da Igreja, enquanto descia a escada....rolei.... E ainda veio falando, Lucinha acho q fiz merda...kkkkkk...alias esta festinha fechada acabou se tornando super aberta hein??? Juro que até agora não entendi o pq de vcs ficarem lá fora.....kkkkkkkkkk...

Fellipe (xicaro ok) disse...

hahahahahah
é verdade, a festa ficou bacana mesmo

 

© Copyright O Céu. . All Rights Reserved.

Designed by TemplateWorld and sponsored by SmashingMagazine

Blogger Template created by Deluxe Templates