FGTS – Feliz é o Gordodojôsoares que Trabalha Sentado.

Parece que hoje botaram o level do meu dia no very hard.

Tive que ir ao Rio Comprido resolver algumas pendências, (um tanto antigas, diga-se de passagem) do meu último emprego. Só pra não ficar sem pé nem cabeça, explicarei a seguir um pedaço de toda a aventura.

 

Foi meu primeiro emprego de carteira assinada. Bom, enfim, meu primeiro emprego, emprego mesmo. Como é de conhecimento da maioria, todo trabalhador tem direito a uma porra de um PIS, que eu mal sei o que é, sei que é dinheiro então tô dentro. O meu número de PIS foi gerado pelo Ministério do Trabalho, e esse mesmo número deveria ter sido registrado como número de PIS do trabalhador Fellipe Babaca Otário Pires de Souza. O que não foi feito pela empresa. Até aí, ok. Apenas mais trabalho pro peão. Trabalho esse que aliás, eu de fato teria, mas que não me foi avisado que existiria por, absolutamente, ninguém. Enfim, uma completa desordem NAQUELA ZONA DA PORRA.

 

Nove meses depois, fui demitido, dando graças a Deus. - não aguentava mais ter que ir pra Barra da Tijuca [esclarecendo, trabalhava na Barra, mas a sede da empresa é no Rio Comprido] todo santo dia às seis da matina (pra quem não sabe, a Barra fica uma esquina antes do inferno e a porta por onde se entra, é a mesma por onde se sai) – Sendo assim, fui logo tomando as providências cabíveis pra ver a cor do dindin que eu teria que receber. Assinar aviso prévio, rescisão, essas burocracias. E pasmem, queridos amigos, até aí, tudo ocorreu na santa paz de São Longuinho. Até que eu, finalmente, me depararia com o inevitável. O que eu sempre ouvi falar, na infância e adolescência, agora eu sentiria na pele. Eu falo do purgatório que é pra conseguir pegar a quantia do FGTS – Fundo de Garantia de Tempo de Serviço. (acho que é isso)

 

Talvez não tenha sido pra alguns toda essa surra de vara de goiabeira, mas pra mim – sempre comigo que acontecem essas coisas,caraputaquepariu – foi. Isso porque como eu já disse anteriormente, os animaizinhos de rabo da empresa, NÃO CADASTRARAM O RAIO DO NÚMERO DE PIS, que o Ministério do Trabalho gerou pra mim, junto à Caixa Econômica Federal – Instituição que fica “cuidando” da grana, e que aliás, tem empregados despreparados, mal-humorados, mal-educados e  feios pra porra. -

 

E lá vai o Fellipão caradebostaseca, lépido, fagueiro, serelepe e pimpão, na caixa pra pegar a grana, feliz e desconhecedor da merda que viria logo a seguir:

- “Senhor, não há quantia nenhuma cadastrada no seu número de PIS…”

- “Como assim?”

- “O senhor terá que voltar à sede da sua empresa e pedir que retifiquem o número do seu pis, do que está agora, para este aqui” [e dá uma folha com o nº pro Fellipe]

 

Pensei comigo, beleza. Eu me estressar por causa disso? No way. – Vide teoria do playmobil: http://substantivolatil.com/archives/t30r14-d0-pl4ym081l.php

Voltei à empresa no dia seguinte e pedi que fosse retificada, aquela baboseira toda que eu já disse o que é. A mina lá, com um mau-humor do caralho – é, não se encontra esse tipo de coisa só na caixa – disse que tudo bem, pegou minhas folhas de rescisão e disse que faria. Uma hora e meia depois, volta ela, e me entrega as folhas de novo, e diz: “Pronto, agora é só ir na Caixa e pegar o seu Fundo.” Ponto pra mim.

 

No mesmo dia, peguei um ônibus que passa pela R. Dias da Cruz, no Méier, onde, coincidentemente, há uma agência da Caixa. Desci por lá mesmo, e fui tentar resolver logo tudo de uma vez.

E meu irmão, te digo que rapadura é doce, mas não é mole não. A mulher da caixa me disse que eu precisaria do nº de chave de identificação do caralho à quatro. Mandei a mocinha ir tomar no meio do cu, mentalmente é claro, e fui pra casa. Liguei pra empresa e consegui o número. Nesse espaço de tempo, podem contar uns quinze dias aí. Peguei TODOS os meus panos de bunda e me mandei pra Caixa novamente, com ‘tudo em ordem’ dessa vez. E vocês acreditam que chegando à Caixa, a atendente me disse que eu teria que voltar à empresa pra fazer a retificação do nº de PIS na minha folha de rescisão?

Eu, incrédulo – preferia acreditar num erro da atendente, do que numa sacanagem dessas – dei uma risada e disse: “Mas eu já fiz isso.”

Ela rebateu: “Sim, senhor, o senhor pode até ter feito, mas não tá na sua folha de rescisão e infelizmente…”

 

Nesse momento eu só pensava na carinha daquela vaca, atendente da minha ex empresa, sendo esmagada pelo meu adidas velho e mal-cheiroso.

 

Enfim, fui lá hoje, esperei das onze da manhã, às quatro da tarde, pros filhos de quenga fazerem uma simples retificação em UM(1) campo da minha folha de rescisão. Eu tinha prometido pra mim mesmo que eu resolveria isso hoje nem que eu tivesse que mudar meu nome pra Raimundo Nonato. E consegui.

 

O que resta pra fazer agora, eu faço em dois tempos. Mas foi um CUsto, malandro.

Não desejo uma dor de cabeça dessas nem pro Galvão Bueno.

 

Pois é, como já disse o jogador-poeta Denílson:

F-O-I: Fui.

bjk no coraxxxaaaauuuumm

deicha mensagen ok

[esclarecendo que os erros (alguns, pelo menos rere) foram propositais] ;)

 

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