Mais um pouco sobre mim.

Muitas vezes penso em levar um estilo de vida. Ter um. Porque, na verdade, não tenho. Ou então, inventei um. O VivoDoJeitoQueQuero Lifestyle. É, com certeza não o inventei, mas venho colocando-o em prática já há um bom tempo. E digo isso com relação a todos os assuntos pertinentes à minha, humilde e divertida, vida. Gostaria de assumir uma cara, um jeito, de me vestir, de falar, de agir. Algo como ser hippie ou emo, sei lá. Mas não ser um dos dois, de fato. Às vezes não me vem muito bem às vistas o fato de eu ter várias características diferentes. Tenho um pouco de cada, digamos assim. Tentarei explicar o que foi dito, com os escassos vocábulos que me vem à mente agora. – Haha, dei uma forçada.

Tenho o costume de ler, escrever e estudar sobre o que eu gosto, mas não sou nerd. Não sou nerd, porque gosto de jogar bola, e o mulherio tem lá seus encantos por mim. (‘valeu pegador’ eu sei que vocês disseram isso) Mas também não faço o estilo sou-pegador-e-curto-micareta-rave-bailefunk-pagodão-ah-sou-eclético, porque não tenho o cabelinho arrepiado com gelzinho, – e nem cortado, sejamos francos - não faço barba, ouço Los Hermanos, Kings of Convenience, Toranja, Radiohead, QOTSA, (só cinco tá bom) estou totalmente fora de forma e algumas roupas que ainda uso, estão rasgadas bizarramente. Aí, você pega essa minha avaliação e diz: - “Meu, resolvi seu problema. Cê é indie, mano!”. Digo que não, e explico o porquê. Não sou indie porque não uso calças coladinhas, meu cabelo não fica sem ser lavado por mais de um dia, não ouço Sonic Youth, não dou uma de drogado-modernê nas fotos do orkut e minha segunda roupa não é a ironia.

Enfim, tenho um pouco de todos em mim, e sinceramente, escrever sobre isso me fez ver que eu gosto mesmo é de ser um pouco de todo mundo e não ter um estilo definido. Porque bom mesmo é ser o que você quiser, e não seguir tendências. Bom mesmo é fazer o que você quiser, e não ligar pro que vão falar. E se no país reina a democracia, que nós possamos então, expressar nossas opiniões, exibir nossas religiões, dividir a cultura de nossas raças e não ter vergonha de nossa opção sexual, sem sermos excluídos de qualquer ambiente, ou círculo social. Ou seja:

Que se foda!

É. Acho que falei um pouco de mim.
 

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