Quem vai comer Beth Careca?

Hoje, eu moro num condomínio. Para quem conhece, moro no palacete. Mas antes de vir parar aqui, eu morava na Rua Américo da Rocha, nº263, Marechal Hermes – Rio de Janeiro/RJ. Rua essa, onde ainda tenho minhas raízes cravadas, e de onde nunca vão sair. Fui morar lá depois dos sete anos só, mas, minha avó sempre morou lá, então, eu cresci conhecendo todas as pessoas. Sendo assim, tenho algumas histórias pra contar, acontecidas na Américo.

Eu e meus camaradas, na época molequinhos, éramos, como todo moleque, espoletas. Vivíamos correndo atrás de merda, e sempre juntos. Estávamos na fase já de namorinhos, já tinhamos perdido o ‘nojo’ que todo moleque tem por menina. Éramos crianças, mas já sabíamos o que era o que. E já sabíamos o que queríamos. Um dos nossos, costumava dar uns beijos numa menina que, certa vez, teve de raspar a cabeça. O apelido dela ficou Beth careca, não se sabe o porquê até hoje, mas ficou.
O nome dela passava longe de ser Elizabeth, ou Beth mesmo. Era algo como Alessandra, sei lá. Não me lembro. Muito bem. Ela não era lá uma santa, – pelo contrário – e esse camarada nosso, o meu meio xará Allan Felipe – o quinze, pros mais íntimos – não era lá tão apaixonado por ela. Isso pra não dizer com todas as letras que ele não se importaria nem um pouco se alguém ficasse com a Beth careca.

Enfim, vale ressaltar uma coisa antes de começar: EU NÃO ESTIVE PRESENTE NO ACONTECIDO, PORTANTO ME POUPEM DE SEUS OLHARES DE DESAPROVAÇÃO QUANDO ME VIREM. ESTOU APENAS NARRANDO A HISTÓRIA. NÃO ME INCLUAM EM NENHUMA DAS SUAS TENTATIVAS DE ILUSTRAR A HISTÓRIA, OBRIGADO. rs.

A molecada fogosa que só, se descobrindo sexualmente ainda, só queria saber de fornicar. E Beth era a menina mais ‘atiradinha’ – pra não dizer piranhinha – da rua. Então a galera já tava meio que de olho nela, só esperando o sinal verde do Quinze. Eis que, depois de muito negociarem, Quinze se rendeu ao espírito de Afrodite, (Deusa da orgia, na minha opinião) e liberou a Beth pra galera. Ela morava com a mãe e o padrasto, mas ficava o dia todo em casa com o irmão mais novinho. Beth devia ter seus 14. A galera na média dos 15, uns mais velhos (vergonhoso!). Quinze marcou numa tarde com ela, pra levar sete – sim, eu disse sete (7) – moleques à casa dela, pra ver no que ia dar. A molecada tensa, no dia, se perfumou pro bacanal, e foi. Hahahah - Eu sempre me divirto contando essas coisas. Ai ai.

Chegaram à casa dela, os sete lá, afinal, ninguém ia querer perder essa bocada. Mas, pra variar um pouco, o imprevisto apareceu, e ela estava trancada em casa e sem chave. A rapazeada não se fez de rogada, e pulou pela área, lá por trás. Na hora da estripulia, quebraram uma penca de coisas da casa da menina, mas tá valendo. Seguindo com a história, a trupe ouriçada estava discutindo dentro da casa pra ver quem iria começar os trabalhos. Na verdade, quem seria o segundo, pois o primeiro era o namoradinho Quinze. Hahahahah. E foi quinze e entrou no banheiro. A partir desse momento, começou a desandar tudo. O pessoal tava fazendo uma barulhada do caralho dentro da casa, já tinha nego pelado na sala, só esperando a sua vez. Eis que então, o fuzuê feito dentro da casa, fez o que já era de se esperar, e alardeou a vizinhança que percebeu algo de esquisito na casa. A história foi finalizada por uma coroa que morava logo ao lado, e era amiga da família. Acabou com a festinha.

Dizem ainda as más linguas, que teve gente que não se segurou e se virou por ali pela sala mesmo, deixando vestígios ao lado do sofá. Enfim, fizeram uma completa zona na casa, e acabou que na história há quem diga que nem o Quinze mesmo conseguiu comer a menina.

Resultado: A mãe e o padrasto de Beth careca ficaram sabendo e deixaram a menina de castigo durante três meses. A tal coroa que acabou com a festa, é uma daquelas fofoqueiras da rua, fazendo assim com que a história tomasse proporcões astronômicas, e hoje em dia, não há uma pessoa que não saiba. Não demorou muito, Beth se mudou.

Alguns, da molecada, ficaram de castigo também, alguns se safaram.

Enfim, essa é uma das histórias que tem a marca registrada de Histórias da Américo da Rocha.

Há centenas de outras que serão contadas ao longo do tempo útil do blog.

Só faziam merda. haha

Besos, hermanos.
 

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