NOVO BLOG

Esqueçam esse aqui. Pela última vez – espero eu – troco o endereço do meu blog.

Passei para esse endereço aqui > www.caminhantenoturno.tumblr.com

Continuem visitando =D

Ósculos e amplexos.

O que há após a morte?

Começamos a vida com pontuação zero (0). E a cada ano que vai passando, coisas acontecem, a favor, e contra. O que vem, que acontece contra a nossa vontade, conta um ponto a menos. Com exceção de mortes, onde, realmente, não podemos fazer nada. E o que acontece a favor, conta um ponto a favor. Lógico.

Isso nos é dito momentos antes de sairmos de dentro de nossas mães, e assim que damos o ar da graça aqui no planeta Terra, essa informação some de nossas memórias. A partir dali, está valendo. O jogo começa, a vida “acontece” de fato. Perdemos e ganhamos pontos ao longo dela. Coisas como amores perdidos – uma vez que amores perdidos são perdidos, em sua grande parte, por culpa nossa - mentiras e desilusões contam para menos. Plantar árvores, salvar vidas, ter filhos, contragolpeiam pelo outro lado, contando a favor.

Após a morte, perdemos a consciência e voltamos para a outra dimensão onde estávamos antes de nascer, e o resultado é dado assim que chegamos.

E como num boletim de final de ano letivo, sua média é revelada.

Nota positiva e você pode desfrutar de uma espera tranquila, até que seja reencarnado em outro corpo na Terra, em outra época. Nota negativa, e sua espera não vai ser tão calma quanto você esperava. Arrisco ainda dizer que seus dias de espera serão um tanto turbulentos.

[Passados 100.000 anos]

100.000 anos depois, Cronos acaba com o mundo e refaz o sorteio para a escolha das características de cada proto-espécie, numa extensa lista de dons. No último sorteio que houve, como podemos ver, nós, os homens, fomos sorteados em segundo, tendo que ficar com a inteligência, enquanto os peixes, ficaram em primeiro lugar podendo desfrutar do dom maior: A Bioluminescência.

Nossas almas são separadas aleatoriamente, como numa escolha de times de basquete, no ginásio. haha. É rezar pra vir como tubarão, ou baleia – as maiores criaturas das profundezas – e surgir antes de 1200, onde nem sonhavam em caçar baleias e tubarões. Aí, é só curtir o silêncio, a leveza e a tranquilidade do fundo do mar, e se deliciar com quaisquer lambaris que cruzarem seu caminho.

Caso contrário, vais voltar pra terra, como humano ou animal. Ou então, mandam-te pra marte, ou júpiter, e vais ter aquele cabeção horrível, ganharás um tom de pele esverdeado, olhos vermelhos e usarás um vocabulário extenso contendo as palavras “mimanami”,“niminami” e “ninimimna”.

Pronto. Mistério sobre “o que há após a morte?”, resolvido.

Isso deve valer uns 10 pontos pra mim.

Vou dormir.

Começo de um novo dia.

O momento chegou. Essa é a hora. Não há mais o que esperar. O sinal já foi dado. Cartas na mesa. É agora, ou nunca mais. O quê que tá faltando? Primeiro passo. Os dados sendo jogados pela primeira vez. Um salto no abismo. O ponto de partida é aqui. Agora começa a valer. A um empurrão do futuro. Notando as coisas diferentemente, de um outro ângulo. Pulando de bungee-jump sem o elástico, no infinito. Inúmeras possibilidades. É um pouco mais de tudo o que já passou. É buraco sem fim. É imensidão. Milhares de coisas novas, hora de voar. É um…



Dois, três e já.

A empregada surda e a trapalhada.

Era sexta-feira, dia da empregada vir aqui em casa. A empregada me acordou pra receber o modem da velox que chegou aqui em casa, isso lá pelas 11:30. Levantei, tomei banho, tomei café, vi o jornal. Dia normal. Aí, passam meu primo e meu compadre aqui em casa, Renan e Vinícius, respectivamente – Vinícius, vulgo Ovo – me chamando pra ir à um estúdio de tatuagem cujo dono, agora, eu não me recordo o nome. Mas enfim, isso é detalhe. Lembrei o nome do tatuador. Teréu. O Ovo faria uma tatuagem nesse dia.

Minha empregada, é surda-muda, e eu costumo fazer brincadeiras com as pessoas que vem aqui dando uns berros quando ela tá de costas, berrando o nome dela pela casa, e tal. E resolvi que ia fazer isso com eles. haha. Tudo pronto pra gente sair, ela limpando meu quarto, quando eu berrei da sala: “Filha da puta de empregada, vou sair hein?! Vê se não vai fazer merda no meu quarto ouviu? Te meto a porrada!” Na mesma hora os dois arregalaram os olhos pra mim. O Ovo ficou nervoso, achou que ela tivesse ouvido o que eu disse e tal, já deu dois passinhos pro lado de fora da porta. ahhahahahha O Renan já sabia que ela era surda-muda, mas nos primeiros minutos da brincadeira, parece que ele tinha esquecido, porque o olhar dele pra mim foi de espanto também. Resultado, 2 segundos depois, os dois já estavam dentro do carro. Quando eu saí de casa, ouvi o Ovo falando assim: “Pô, Fellipe, que brincadeira escrota”. O que deve ter deixado pior foi que eles não a ouviram responder, o que deve ter dado mais pena ainda.

Enfim, mal-entendido desfeito, e meu dia já começava com muitas gargalhadas dentro daquele carro. Fomos ao estúdio, Ovo tatuou o nome da filha dele, minha afilhada, nas costas, voltamos de lá e começamos a beber. Isso foi por volta das 5 da tarde. Ficamos bebendo num bar por aqui, e tal, quando chegou um outro amigo meu, o Renanzinho, e me disse que haveria uma festa na casa dele que seria dada pela sua mãe, Lucinha, pra uns amigos dela mesmo. Falei beleza. Eram 9 horas, fui em casa, tomei banho, e fomos pra casa do Renanzinho. A partir daí, recomeça mais um capítulo da série: Como sempre o Fellipe fazendo merda.

Chegamos na casa e vimos que não era bem uma festa, e sim uma reunião fechada para poucas pessoas. As pessoas que estavam lá dentro estavam à vontade, dançando e se divertindo, tudo normal. Ficamos do lado de fora, na calçada, conversando: Eu, Renanzinho, Ovo, China e Thiago. Eu já ficando locasso né? Isso já devia ser 1 da manhã, e eu só com aquele cafezinho da manhã no estômago, bebendo desde as 5.

Então, aí vem a merda.

Um camarada nosso que tava presente ali, despertou o interesse de uma das amigas da Lucinha. Coisa que, rapidamente, foi solucionada. Ele subiu com ela pra casa da dona da festa. Pois muito bem. Algum tempo depois, eu senti falta desse amigo, e fui perguntar à dona da festa se ela sabia onde ele estava. Ela me dizia que ele tinha subido com a tal menina, quando ela descia as escadas, já de volta. Lucinha me alertou e falou: “Ela tá descendo, daqui a pouco ele deve estar descendo”. Passados alguns minutos, ele não desceu e eu resolvi ir atrás dele a fim de trazê-lo de volta à festa. Subi até a casa de Lucinha e fui direto no único quarto que estava com a porta fechada. Bati na porta a primeira vez, ninguém respondeu. Olhei  o banheiro, mas não tinha ninguém. Voltei no quarto, bati na porta. Ninguém respondeu. A porta estava encostada, na verdade. Quando vi isso, resolvi abrir a porta. Abri, e comecei a falar coisas do tipo: “Acorda viado! Tá dormindo né? Cansou? Tu é um fdp mesmo” E dava gargalhadas. Ninguém respondeu. Voltei a falar.

“Aí cara, levanta, anda. Vamos voltar pra festa pô! Ó, vou acender a luz e vou entrar pra te acordar hein! Vou acender a luz…”

Quando eu falei esse segundo ‘Vou acender a luz’, veio do fundo do quarto uma voz rouca e cansada que disse: “Sou eu que estou dormindo aqui, meu filho”.  E exatamente nesse minuto eu me toquei que quem estava dormindo naquele quarto era a mãe de Lucinha. Pqp. Pedi desculpas e saí de fininho, com a cara tão grande que quase não consegui passar pela porta.

Cheguei lá embaixo e contei a história pra Lucinha que, por sua vez, dava gargalhadas. No fim da festa, ainda me fez contar a história pra alguns dos amigos que estavam na festa.

No dia seguinte, apareci por lá pela casa de Renanzinho. Estávamos sentados na sala, quando Lúcia veio me contar que a mãe dela não se lembrava de que tinha falado comigo na madrugada anterior, e tal. Eu, que estava morto de vergonha, respirei aliviado por, no máximo, 5 segundos. Foi o tempo que passou até ela dizer o seguinte: “Não adiantou nada, eu contei a história pra ela”. PORRA! HAHAHAHAHAH

A notícia boa foi que Dona Ildette, mãe de Lucinha, também se divertiu com a trapalhada do garotão aqui.

São Pedro da Serra e o acampamento em Galdinópolis.

Eu era aluno do 2º ano do segundo grau. Época boa da qual trago amigos verdadeiros até hoje. Uma dessas minhas muitas histórias, depois de vinte anos de vida, saiu do fruto de uma amizade com Pedro Luís Carneiro – mais conhecido como Pedro mesmo, ou o mais popular, Crok – e com Henrique. – bolinho para os mais íntimos (hahahahah), ou para quem esteve presente no acontecido a seguir, também atende por Monstro da Montanha. Mas na história, vão atender por Crok e Henrique/Monstro. Vamos à ela.

Enfim, Crok sempre comentava sobre a cidade onde sua mãe morava, e seus amigos de lá. Sempre vinha com histórias e mais histórias, várias situações, e sempre prometendo nos chamar, um dia, para ir conhecer a tal cidade. São Pedro da Serra é o nome. Para fim de localização, a cidade fica à alguns quilômetros de Friburgo.

Em mais uma semana normal de aulas – não lá tão normal, pois só teríamos aulas até a metade da semana, devido a um feriado que aconteceria no fim de semana seguinte – Crok, enfim, nos propôs a viagem. De início, dissemos que sim. Henrique já tinha ido à casa de Tia Glória – mãe do Crok - lá na Serra, mas eu não. As famílias de Crok e Henrique se conheciam, por isso para Henrique não seria nenhuma novidade.

Encurtando um pouco a história, numa sexta-feira, chegam os dois aqui em casa, de manhã cedinho, e eu já com a mala arrumada, me despedi de BINHA BABÃE, e fui para a rodoviária. [ D= ] Brincadeira. A viagem foi tranquila, chegamos lá por volta do meio dia, hora do almoço. Mal chegamos e almoçamos, já tivemos que sair. Crok havia nos dado a notícia de que iríamos ACAMPAR, momentos antes de entrarmos no ônibus. Enfim, chegamos e, realmente, a cidade era linda do jeito que diziam. É ainda, aliás. Bem arquitetada e melhor, bem povoada. Uma gente simpática, simples, e acolhedora. Não é à toa que tenho amigos que conheci lá, até hoje.

Como eu já havia dito, chegamos à casa da mãe do Crok – que, além da casa, também tem um restaurante chamado Estação Glória –, almoçamos no Estação, e já tivemos que sair para o acampamento. O acampamento aconteceria num sítio, do pai de uma – hoje minha amiga também – amiga do Crok, a Patty. O sítio era longe, e nós, realmente precisaríamos sair o quanto antes. Acabou coincidindo o nosso horário de saída, com o da mãe de Crok, Tia Glória que, por sua vez, estava, junto com alguns amigos, organizando uma passeata pela paz, que teria como itinerário as cidades de São Pedro da Serra e Lumiar. Enfim, era meio passeata e meio carreata, pois alguns iam a pé, e outros iam em carros, buzinando e chamando atenção. Nós, três criaturas gordas e pesadas que somos, – em escadinha Crok, eu e Henrique, o Monstro da Montanha ASIDUHASIDUAHSDIUASDH – resolvemos descer dentro de algum daqueles carros. Pegamos carona até Lumiar, que seria onde nós pegaríamos o ônibus que nos deixaria a três horas de caminhada do sítio. É, mais ou menos por aí, o perrengue foi esse. Pegamos o ônibus e chegamos num ponto da estrada onde se via uma entradinha de chão de barro, e uma placa onde se podia ver escrita a palavra ‘Galdinópolis’. Acreditei ser o nome da cidadezinha. Acho que nem chega a ser uma cidade. Aliás, é preciso que se invente uma nova denominação pra esse tipo de lugar.

Hoje, eu digo a vocês que o sítio estava a três horas de nós, andando. Porque na hora, o MALDITO DO CROK só dizia, ah, tá perto. E fomos nós, andando. Nós três com mochilas pesadas nas costas, eu com o mp3 do Crok, ouvindo Conversa de Botas Batidas no repeat, – lógico, me botou pra andar aquilo tudo, eu tinha que ter pelo menos uma diversão – e o Monstro falando merda, pra variar.

Mais ou menos na metade do caminho, (ou seja, uma hora e meia de caminhada) encontramos civilização. Uma espécie de rua, que só tinha o lado esquerdo civilizado. O lado direito continuava sendo só mato. E a civilização durava por uns 100 metros. Era um mercadinho, um boteco e umas casas. Paramos no mercadinho a fim de comprar suprimentos para o difícil resto de dia que ainda teríamos, e continuamos a jornada. Nos abastecemos do que estávamos consumindo, – cigarros e água etc – e do que pretendíamos consumir no acampamento – cup noodles, biscoitos, miojos e afins. A estrada sempre foi uma só, sem bifurcações, sem ruas transversais. Eis que nos deparamos, numa certa hora, com uma bifurcação em Y. Eu e Henrique, estávamos apenas seguindo Crok, que dizia saber o caminho de cór e salteado. Crok parou em frente às duas opções, pensou e falou: ‘Direita’. E fomos nós. Já estava escurecendo, e nós ficando preocupados. No meio do nada, e só de sacanagem, ficando tudo escuro. Mas confiamos em Crok, e fomos. Um pouco mais a frente, entramos num lugar, que, não se conseguia ver direito o que era, mas de prima assim, só sentimos que o mato parecia estar um pouco alto. Mas fomos andando, até quando não deu mais. Digo que não deu mais porque paramos de frente à um abismo, onde conseguíamos ver uma cachoeira desaguar. Ali bateu o desespero. Se nem o Crok sabia o caminho, o que seria da gente ali?

Voltamos ouvindo Crok se defender: ‘Ué, se não era pra direita, agora não tem mais como errar! É pra esquerda!’. Eu e Monstro quase matando o Rastafari.

Já escuro, enfim, conseguimos chegar no tal sítio. Isso depois de, já no caminho certo, ter dado tempo de eu torcer o pé duas vezes. Chegamos ao sítio debaixo de festa. Tudo bem que a festa foi só pro Crok, já que nós não conhecíamos ninguém. Fomos apresentados como os amigos do Crok, e saudados com uns ‘E aí?!’ bem desanimados. Tudo bem. Vale ressaltar que o acampamento não poderia ter sido num lugar melhor do sítio. Foi exatamente num barranco. Sim, num barranco.

Continuando, chegamos, nos alojamos – depois da Patty ter dado alguns berros com uns playboys que não queriam ceder a barraca pra gente. Ela berrava que era tudo dela, e que tinha que ter um espaço pra gente *-* Ela foi muito foda TA, MOMENTO GUEI KK – e fomos beber e confraternizar com os amigos do Crok. Chegamos lá um pouco tarde já, alguns deles já bêbados, outros sonolentos. O ambiente era iluminado apenas pela luz de uma lâmpada atrelada à uma gambiarra, e pela luz de uma fogueira. Mas todos bebiam vinho, e estavam felizes. Eu tava era cansado, mas tava valendo. Depois de MUITO beber, resolvemos nos recolher aos nossos aposentos, emprestados por Patty, pra tirar um cochilo. Só não contávamos com uma coisa. O Monstro da Montanha tinha conseguido ficar de porre. IAUHDIUSDHAIUSDHASI (ai ai, eu e Crok já rimos muito dessa história.)

Ele de porre = Nós não conseguiríamos dormir.

Ele estava alucinado, essa é a verdade. Ele falava da namorada. Falava do Fluminense. Falava de um amigo que iria, mas que de última hora não pode ir conosco. Ele dizia assim: ‘Ó, é a voz do Rogério, ele tá lá fora!’

Insistia em me perguntar se o Fluminense jogava naquele dia. E eu dizia que não. O Flu tinha jogado um dia antes, não tinha como ter esquecido. Tinha sido eliminado da Copa Sul-Americana pelo time argentino, Gimnásia Y Esgrima. Enfim, sintetizando, no final, ele assumiu pra gente que amava a namorada, (coisa que nunca tinha feito, pelo contrário) e tudo mais.

Aí, quase amanhecendo, quando nossa pilha tava realmente acabando, o silêncio reinou no sítio e eu tinha conseguido achar uma posição pra dormir, me aparece uma bêbada maluca – outra que também conheço hoje em dia – chamada Pillar. Ela, simplesmente, abriu o zíper da nossa barraca e foi se jogando lá dentro, dizendo querer tirar foto. Depois de 10, conseguidos à duras penas, minutos de sono, acordei com um mau-humor fora do comum. Crok conhecia a menina e fez as vezes do simpático da barraca, e o Monstro, como sempre fogoso AISDUHAISUDHAISDU foi só simpatia com o pitelzinho. Eu queria dormir de qualquer jeito. Depois ela saiu falando que eu era antipático pra todo mundo, mas foi tudo resolvido.

Depois de Pillar, não conseguíamos mais dormir, pois a galera já estava levantando acampamento pra voltar pra São Pedro. Beleza. Todo aquele sacrifício pra passar uma noite, e voltar. Apesar de que eu não posso reclamar. Depois daquele acampamento, minha vida já não foi mais a mesma, tenho que assumir. Mas hoje isso é detalhe.

Na hora de voltar, a galera disse que tinha um ônibus que entrava em Galdinópolis. Coisa que o Crok não sabia, e nos fez andar três horas pra chegar até lá. Mas tudo bem de novo. Rs.

Aí, voltamos pra São Pedro, e foi beleza. Conhecemos melhor o pessoal do acampamento, e a grande maioria da galera, hoje em dia, faz parte da minha lista de amigos. Houve mais coisas nesse feriado ainda, lá em São Pedro, mas aí a história vai ficar muito grande. Continuo uma outra hora.

Obrigado Crok, por me levar à São Pedro da Serra, e me deixar conhecer um pouco do que é essa cidade, e seu povo.

Fotos relacionadas:

Crok e eu.











Mayra, Crok, Eu e Drika.














Patty, Eu e Sherazade.














Monstro da Montanha e Eu.














Eu, Sherazade, Lua, (lá atrás, encoberta) Drika, Pedro, Crok e Patty.









Eu tomando uma breja no Estação Glória.











Tem mais uma galera, mas eu não consegui as fotos.

Beijos.

Quem vai comer Beth Careca?

Hoje, eu moro num condomínio. Para quem conhece, moro no palacete. Mas antes de vir parar aqui, eu morava na Rua Américo da Rocha, nº263, Marechal Hermes – Rio de Janeiro/RJ. Rua essa, onde ainda tenho minhas raízes cravadas, e de onde nunca vão sair. Fui morar lá depois dos sete anos só, mas, minha avó sempre morou lá, então, eu cresci conhecendo todas as pessoas. Sendo assim, tenho algumas histórias pra contar, acontecidas na Américo.

Eu e meus camaradas, na época molequinhos, éramos, como todo moleque, espoletas. Vivíamos correndo atrás de merda, e sempre juntos. Estávamos na fase já de namorinhos, já tinhamos perdido o ‘nojo’ que todo moleque tem por menina. Éramos crianças, mas já sabíamos o que era o que. E já sabíamos o que queríamos. Um dos nossos, costumava dar uns beijos numa menina que, certa vez, teve de raspar a cabeça. O apelido dela ficou Beth careca, não se sabe o porquê até hoje, mas ficou.
O nome dela passava longe de ser Elizabeth, ou Beth mesmo. Era algo como Alessandra, sei lá. Não me lembro. Muito bem. Ela não era lá uma santa, – pelo contrário – e esse camarada nosso, o meu meio xará Allan Felipe – o quinze, pros mais íntimos – não era lá tão apaixonado por ela. Isso pra não dizer com todas as letras que ele não se importaria nem um pouco se alguém ficasse com a Beth careca.

Enfim, vale ressaltar uma coisa antes de começar: EU NÃO ESTIVE PRESENTE NO ACONTECIDO, PORTANTO ME POUPEM DE SEUS OLHARES DE DESAPROVAÇÃO QUANDO ME VIREM. ESTOU APENAS NARRANDO A HISTÓRIA. NÃO ME INCLUAM EM NENHUMA DAS SUAS TENTATIVAS DE ILUSTRAR A HISTÓRIA, OBRIGADO. rs.

A molecada fogosa que só, se descobrindo sexualmente ainda, só queria saber de fornicar. E Beth era a menina mais ‘atiradinha’ – pra não dizer piranhinha – da rua. Então a galera já tava meio que de olho nela, só esperando o sinal verde do Quinze. Eis que, depois de muito negociarem, Quinze se rendeu ao espírito de Afrodite, (Deusa da orgia, na minha opinião) e liberou a Beth pra galera. Ela morava com a mãe e o padrasto, mas ficava o dia todo em casa com o irmão mais novinho. Beth devia ter seus 14. A galera na média dos 15, uns mais velhos (vergonhoso!). Quinze marcou numa tarde com ela, pra levar sete – sim, eu disse sete (7) – moleques à casa dela, pra ver no que ia dar. A molecada tensa, no dia, se perfumou pro bacanal, e foi. Hahahah - Eu sempre me divirto contando essas coisas. Ai ai.

Chegaram à casa dela, os sete lá, afinal, ninguém ia querer perder essa bocada. Mas, pra variar um pouco, o imprevisto apareceu, e ela estava trancada em casa e sem chave. A rapazeada não se fez de rogada, e pulou pela área, lá por trás. Na hora da estripulia, quebraram uma penca de coisas da casa da menina, mas tá valendo. Seguindo com a história, a trupe ouriçada estava discutindo dentro da casa pra ver quem iria começar os trabalhos. Na verdade, quem seria o segundo, pois o primeiro era o namoradinho Quinze. Hahahahah. E foi quinze e entrou no banheiro. A partir desse momento, começou a desandar tudo. O pessoal tava fazendo uma barulhada do caralho dentro da casa, já tinha nego pelado na sala, só esperando a sua vez. Eis que então, o fuzuê feito dentro da casa, fez o que já era de se esperar, e alardeou a vizinhança que percebeu algo de esquisito na casa. A história foi finalizada por uma coroa que morava logo ao lado, e era amiga da família. Acabou com a festinha.

Dizem ainda as más linguas, que teve gente que não se segurou e se virou por ali pela sala mesmo, deixando vestígios ao lado do sofá. Enfim, fizeram uma completa zona na casa, e acabou que na história há quem diga que nem o Quinze mesmo conseguiu comer a menina.

Resultado: A mãe e o padrasto de Beth careca ficaram sabendo e deixaram a menina de castigo durante três meses. A tal coroa que acabou com a festa, é uma daquelas fofoqueiras da rua, fazendo assim com que a história tomasse proporcões astronômicas, e hoje em dia, não há uma pessoa que não saiba. Não demorou muito, Beth se mudou.

Alguns, da molecada, ficaram de castigo também, alguns se safaram.

Enfim, essa é uma das histórias que tem a marca registrada de Histórias da Américo da Rocha.

Há centenas de outras que serão contadas ao longo do tempo útil do blog.

Só faziam merda. haha

Besos, hermanos.

Mais uma da série: Desinteressante aos outros.

A vida vive nos provando que nem sempre as coisas são como a gente planejou. Mas isso não é motivo pra morrer. Isso é aprendizado, e nada mais do que aprendizado. Acho muito bonito quando me dou conta de que passei por mais uma na vida. Quando me dou conta de que aprendi mais uma coisa, e engrossei o recheio da pasta ‘são tantas já vividas’. Me sinto mais maduro e seguro. A cada dia mais conhecedor do caminho.

Ao longo da vida, os mesmos problemas surgem com outras roupas e maquiagem. E a diferença de um jovem, pra um cara mais experiente, é a de que ele já conhece aquele disfarce, e já sabe como lidar com esse tipo de problema. Um garoto novo, mesmo sabendo a solução, – mas desconhecendo o disfarce - talvez não faça o certo exatamente por isso. E eu, me encontro, eu acho, no começo dessa trilha.

Esse caminho é como uma estrada sinuosa, cheia de penhascos, curvas perigosas, subidas, descidas, cruzamentos, tudo o mais que você pode imaginar e mais um pouco. Um descuido, e você bate. Bateu? Tem conserto. Sempre tem.

A não ser que no meio do caminho, você tenha perdido a sua vida.

E a vida, meu amigo.. Aaaah, a vida.



A vida é a única coisa que você não pode perder no meio disso tudo!

Não deixe a vida se esvair pelos seus dedos, sem nem mesmo tê-la vivido por um dia sequer.



Beijosamevivanãoseimporteluteconsigavençadancesimaceitemeliga.
 

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